Opinião

Adiamento de Bandeiras Tarifárias será importante para adaptação das indústrias

Decisão da Aneel atende ao pleito da Firjan.

Ascom Firjan
18/12/2013 10:59
Visualizações: 723

 

O adiamento da aplicação do Sistema de Bandeiras Tarifárias de janeiro de 2014 para janeiro de 2015, anunciado na terça-feira (17) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é uma decisão importante para a indústria e atende ao pleito da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O prazo estava muito apertado para que as indústrias se adaptassem ao novo mecanismo de cobrança e era necessário ter mais clareza sobre o funcionamento do sistema.
“A adoção das Bandeiras Tarifárias extinguirá da conta de energia as tarifas diferenciadas para o período úmido e seco, mas provocará oscilações mensais da tarifa de energia para a indústria, o que poderá impactar seus custos e levar à necessidade de adaptação de planejamento financeiro e operacional. Será vital para a indústria ter mais um ano para se preparar para os custos do novo sistema”, diz o gerente de Competitividade Industrial e Investimentos da Firjan, Cristiano Prado.
Atualmente, o custo da energia elétrica para a indústria no Brasil é 292,7 R$/Mwh, de acordo com o site “Quanto Custa” do Sistema Firjan, disponível em www.firjan.org.br/quantocusta. O acionamento da bandeira vermelha em janeiro, caso o sistema não fosse adiado, representaria um adicional de quase 15% na conta de energia da indústria naquele mês. Com a mudança, o custo não deverá se alterar.
O Sistema de Bandeiras Tarifárias terá uma tarifa-base, que será a mesma ao ongo do ano, com valores adicionais que serão cobrados na conta de luz de acordo com as condições de geração de eletricidade de cada região do Brasil, o que dependerá de fatores como o nível do reservatório das hidrelétricas e previsão de chuvas.
Em setembro deste ano, o Sistema Firjan já tinha apontado no estudo “O impacto da adoção do Sistema de Bandeiras Tarifárias para a competitividade da indústria brasileira” que o novo mecanismo levaria o custo de energia novamente a patamares preocupantes. O levantamento calculou que a indústria brasileira teria pago R$ 1,5 bilhão com tarifas adicionais de energia caso o novo mecanismo já estivesse em vigor no ano passado.
Dois meses depois, a Aneel abriu audiência pública para rever os parâmetros estabelecidos anteriormente para a cobrança das tarifas adicionais. A Firjan participou de reuniões, pedindo o adiamento e também mais divulgação sobre o funcionamento do novo sistema.
No anúncio desta terça-feira, a Aneel informou, além do adiamento, a alteração nas faixas de acionamento das bandeiras, que passaram de R$ 100 por MWh para R$ 200/MWh, com adicional de R$ 15/MWh para a tarifa, no caso da bandeira amarela, e de R$ 200/MWh para R$ 350/MWh, mantido o adicional de R$ 30/MWh, para a bandeira vermelha.

O adiamento da aplicação do Sistema de Bandeiras Tarifárias de janeiro de 2014 para janeiro de 2015, anunciado na terça-feira (17) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é uma decisão importante para a indústria e atende ao pleito da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O prazo estava muito apertado para que as indústrias se adaptassem ao novo mecanismo de cobrança e era necessário ter mais clareza sobre o funcionamento do sistema.

“A adoção das Bandeiras Tarifárias extinguirá da conta de energia as tarifas diferenciadas para o período úmido e seco, mas provocará oscilações mensais da tarifa de energia para a indústria, o que poderá impactar seus custos e levar à necessidade de adaptação de planejamento financeiro e operacional. Será vital para a indústria ter mais um ano para se preparar para os custos do novo sistema”, diz o gerente de Competitividade Industrial e Investimentos da Firjan, Cristiano Prado.

Atualmente, o custo da energia elétrica para a indústria no Brasil é 292,7 R$/Mwh, de acordo com o site “Quanto Custa” do Sistema Firjan, disponível em www.firjan.org.br/quantocusta. O acionamento da bandeira vermelha em janeiro, caso o sistema não fosse adiado, representaria um adicional de quase 15% na conta de energia da indústria naquele mês. Com a mudança, o custo não deverá se alterar.

O Sistema de Bandeiras Tarifárias terá uma tarifa-base, que será a mesma ao ongo do ano, com valores adicionais que serão cobrados na conta de luz de acordo com as condições de geração de eletricidade de cada região do Brasil, o que dependerá de fatores como o nível do reservatório das hidrelétricas e previsão de chuvas.

Em setembro deste ano, o Sistema Firjan já tinha apontado no estudo “O impacto da adoção do Sistema de Bandeiras Tarifárias para a competitividade da indústria brasileira” que o novo mecanismo levaria o custo de energia novamente a patamares preocupantes. O levantamento calculou que a indústria brasileira teria pago R$ 1,5 bilhão com tarifas adicionais de energia caso o novo mecanismo já estivesse em vigor no ano passado.

Dois meses depois, a Aneel abriu audiência pública para rever os parâmetros estabelecidos anteriormente para a cobrança das tarifas adicionais. A Firjan participou de reuniões, pedindo o adiamento e também mais divulgação sobre o funcionamento do novo sistema.

No anúncio desta terça-feira, a Aneel informou, além do adiamento, a alteração nas faixas de acionamento das bandeiras, que passaram de R$ 100 por MWh para R$ 200/MWh, com adicional de R$ 15/MWh para a tarifa, no caso da bandeira amarela, e de R$ 200/MWh para R$ 350/MWh, mantido o adicional de R$ 30/MWh, para a bandeira vermelha.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: arena Diálogos da Transição debate p...
26/06/26
Biometano
CGOB: ANP inicia participação social sobre Informe Técnico
26/06/26
Petrobras
Lubnor, referência em asfaltos e produtos especiais come...
25/06/26
Combustíveis
Painel dinâmico da ANP mostra dados de comercialização d...
25/06/26
Combustíveis
Aumento da mistura de etanol na gasolina fortalece produ...
25/06/26
Energy Summit
Lemon Energia recebe Ouro em Sustentabilidade no Energy ...
25/06/26
Pré-Sal
Campo de Búzios supera próprio recorde e produz 1 milhão...
25/06/26
Energy Summit
ABDI destaca redução no tempo de contratação em compras ...
24/06/26
Energy Summit
Binatural conquista Energy Summit Awards e reforça prota...
24/06/26
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
Fenasucro
Pela primeira vez, Brasil recebe congresso latino-americ...
23/06/26
Energy Summit
Com quatro prêmios, ENGIE é destaque no Energy Summit Awards
23/06/26
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: Tecnologias da Embrapii fortalecem a...
22/06/26
Energy Summit
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da ...
22/06/26
Gás Natural
ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do...
22/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25