Desenvolvimento
O considerado "Havaí" de Fortaleza para os praticantes de surfe da cidade poderá mudar de endereço. A ideia é apenas uma proposta, e será apresentada aos moradores das proximidades do Titanzinho, praia por trás do Mucuripe, na próxima sexta-
Diário do NordesteO considerado "Havaí" de Fortaleza para os praticantes de surfe da cidade poderá mudar de endereço. A ideia é apenas uma proposta, e será apresentada aos moradores das proximidades do Titanzinho, praia por trás do Mucuripe, na próxima sexta-feira pelo Governo do Estado. Surfistas e representantes comunitários se reunirão às 11 horas na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) para analisar como é possível a construção de um projeto que permita a implantação do Estaleiro Ceará na localidade e ainda manter uma área com vocação para o surfe em região próxima.
O Estado já possui concluso um protocolo de intenções a ser assinado com a empresa Estaleiro Ceará com o objetivo de garantir a infraestrutura necessária para a viabilização da nova indústria naval na enseada no Mucuripe. Entretanto, como a construção no estaleiro poderá inviabilizar a prática esportiva nos mares do Titanzinho, a alternativa de criar um novo polo de surfe está sendo pensada.
"O Titanzinho é um local artificial, cuja vocação foi possível com a construção do paredão na área. Desta forma, temos condições de fazer um outro quebra-mar em área assemelhada nas proximidades, e poder, inclusive, gerar ondas grandes, ao invés de médias. Assim, nós podemos gerar emprego com o estaleiro e ainda preservar a vocação para o surfe naquela região", garante o presidente da Adece, Antônio Balhmann.
Ainda não existe um estudo técnico mostrando como poderá ser o projeto, mas Balhmann afirma ser uma medida viável. Além da construção de um novo quebra-mar, o governo se responsabilizaria pela implantação de uma "estrutura moderna para treinamento de surfe".
"Na área do Titanzinho, seria criado um complexo de formação de mão-de-obra especializada para trabalhar no estaleiro, nos moldes do que ocorre em Pernambuco, com o Estaleiro Atlântico Sul. Isso seria para garantir que mais gente daquela área possa ser empregada no estaleiro", diz Balhmann. As medidas a serem tomadas não estão, contudo, fechadas. "Nós vamos começar a discutir agora.
O Estaleiro Ceará é uma empresa virtual que concorre para a construção de 8 navios gaseiros para a Transpetro, através do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Até o fim do ano, sairá o resultado da licitação, que possui outros 18 concorrentes. O estaleiro só será construído no Ceará, na enseada do Mucuripe, caso saia vencedor no processo.
Para que possa ser construído, seriam investidos R$ 220 milhões, sendo R$ 60 milhões de responsabilidade do Governo do Estado que seria um dos sócios da empresa , a serem destinados a ações de infraestrutura do local. A indústria tem potencial para gerar 1.500 empregos diretos e outros 6 mil indiretos.
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