Equipamentos

Abimaq: faturamento nominal sobe 17,7%

O faturamento nominal do setor de máquinas e equipamentos no Brasil subiu 17,7% em agosto, em comparação com o mês de julho. Em relação a igual mês do ano passado, o resultado foi uma queda de 11,3%, conforme dados divulgados nesta quinta-feira pela Ass

Jornal do Commercio
25/09/2009 06:50
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O faturamento nominal do setor de máquinas e equipamentos no Brasil subiu 17,7% em agosto, em comparação com o mês de julho. Em relação a igual mês do ano passado, o resultado foi uma queda de 11,3%, conforme dados divulgados nesta quinta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O faturamento nominal do setor no ano, até agosto, apresentou queda de 19%, comparado com igual intervalo de 2008. Conforme a Abimaq, o faturamento real no ano caiu 22,4%, ante igual período de 2008.

Segundo a Abimaq, o déficit da balança comercial do setor subiu 2,5% no ano, até agosto, em relação a igual período de 2008. A exportações de máquinas e equipamentos no ano caíram 32,8%, ante igual período do ano anterior. Já as importações mostraram baixa de 15,6% no mesmo intervalo, comparando-se com janeiro/agosto de 2008. O desempenho da indústria de máquinas e equipamentos em agosto mostrou que há uma "leve tendência de recuperação" no setor, mas ainda insuficiente para garantir que a crise foi superada.

Segundo o diretor secretário da Abimaq, Carlos Pastoriza, os indicadores mostram que o pior já passou, mas que a indústria está longe de recuperar as perdas acumuladas com a crise. "O terreno que nós perdemos, a produção que foi eliminada, isso ainda estamos longe de recuperar", diz.

De acordo com a Abimaq, o faturamento bruto real da indústria de máquinas e equipamentos, que atingiu R$ 6 bilhões em agosto, registrou crescimento de 18% em relação a julho, mas teve queda de 11,8% em relação a agosto do ano passado. Em média, o faturamento nos oito primeiros meses do ano ficou em R$ 5 bilhões, 24,3% menor do que a média em igual período de 2008, de R$ 6,627 bilhões.

A expectativa de Pastoriza, entretanto, é de que a linha de financiamento especial do BNDES para o setor, com taxa de juros de 4,5% ao ano, lançada em julho, comece a surtir efeitos mais claros a partir do terceiro trimestre e garanta um crescimento mais expressivo do faturamento nos últimos três meses do ano. Essa recuperação deve ser sustentada, principalmente, pelo mercado doméstico. Segundo a Abimaq, o consumo aparente de máquinas e equipamentos, que representa a parcela da produção destinada ao mercado interno mais o volume importado, teve crescimento de 10% em agosto ante julho, e queda de 14% em relação a agosto do ano passado. No acumulado do ano, a queda é de 9,5% em relação a igual período de 2008.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), no entanto, registrou ligeira baixa em agosto ante julho, de 81,65% para 81,47%. O Nuci médio dos oito primeiros meses do ano é de 80,5%, bem menor do que o verificado em igual período de 2008, de 86,29%.

Um dado importante, que confirma que a indústria pode ter encontrado seu ponto de inversão no processo de retração, é o do emprego, que interrompeu uma sequência de nove meses de queda e, em agosto, mostrou ligeiro crescimento de 0,4% na margem, o que significa a contratação de 850 trabalhadores. No período de outubro de 2008 a julho deste ano, no entanto, houve queda de 7,6% no nível de emprego do setor. "É ainda um desempenho modesto, mas pode sugerir que chegamos ao ponto de inflexão", afirma Pastoriza.

Quando se olha para o desempenho das exportações, no entanto, fica claro que o grande nó do setor ainda está no mercado internacional. Houve queda de 1,1% nas exportações em agosto (para US$ 585 milhões), na comparação com julho, e de 40,5% em relação a agosto de 2008. "As exportações estão em compasso de espera, até que o mundo volte a investir", afirma Pastoriza. Estímulo para máquinas nacionais A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) informou nesta quinta-feira que sugeriu duas emendas ao projeto de lei número 5938, que regulamenta a exploração da camada do pré-sal. O objetivo da entidade com a iniciativa é garantir algum tipo de proteção para a indústria local, evitando que um eventual forte fluxo de recursos externos provoque distorções cambiais, levando à desindustrialização do País. As emendas foram apresentadas no Congresso pelo deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Segundo o diretor secretário da entidade, Carlos Pastoriza, uma das emendas propõe que as operadoras que tiverem seus investimentos ressarcidos, de acordo com as normas do projeto de lei, recebam um bônus equivalente a 30% do investimento realizado com equipamentos nacionais. O projeto do governo prevê o ressarcimento do valor investido pela operadora que efetivamente encontrar gás ou petróleo. "A ideia é direcionar, sem ser mandatário, o máximo possível de investimentos para o mercado doméstico", afirmou Pastoriza. A segunda emenda propõe um regime tributário específico para o pré-sal com desoneração dos investimentos, linhas especiais de financiamento em moldes parecidos com a linha hoje oferecida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor - com juros de 4,5% ao ano, mas que se encerra no fim de 2009 - e um programa especial de desenvolvimento tecnológico. (LP)

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