Evento

A descarbonização é um caminho absolutamente necessário

Qual a melhor forma de se descarbonizar? Quais as tecnologias mais promissoras? Em que direção irá evoluir a legislação? São algumas das perguntas que deverão ser respondidas no 1º Seminário de Descarbonização no E&P

Redação TN Petróleo/Assessoria
15/10/2021 14:26
A descarbonização é um caminho absolutamente necessário Imagem: Divulgação Visualizações: 1953

O 1º Seminário de Descarbonização no E&P, que vai se realizar entre os dias 18 e 22 de outubro, é um das ações da primeira diretora de Sustentabilidade e Transição Energética da SPE Seção Brasil, Priscila Moczydlower (foto), que aceitou o desafio de propor o debate de temas que suscitam questionamentos na indústria de óleo e gás, porém são mandatórios para a sustentabilidade do setor. E começou justamente por um dos aspectos mais complexos: a  descarbonização nas operações da indústria que explora fontes fósseis de energia.

“O nosso objetivo é reunir operadoras, prestadoras de serviço, governo e instituições de pesquisa para, juntos, discutirem o que efetivamente pode ser feito e como deve ser feita a descarbonização do segmento E&P”, afirma a diretora da SPE, reconhecendo que essa indústria terá ainda um papel importante nas próximas décadas, pois o mundo ainda depende inexoravelmente de petróleo e gás. “Muitos países ainda precisam desses combustíveis para impulsionar seu desenvolvimento e diminuir a desigualdade social. Mas temos que operar com respeito ao meio ambiente e atendendo aos ensejos da sociedade por um mundo mais ‘verde’. Nesse contexto, a descarbonização é um caminho absolutamente necessário”, observa.

Saiba mais sobre a programação e faça inscrição clicando aqui 1º Seminário de Descarbonização no E&P.

A proposta do seminário é debater com os principais executivos e especialistas do setor, autoridades e representantes da sociedade civil e ainda organizações internacionais que estão conduzindo esse debate, como o Banco Mundial e a Oil and Gas Climate Initiative (OGCI), qual a melhor forma de se descarbonizar, quais as tecnologias mais promissoras, em que direção irá evoluir a legislação, qual o melhor caminho a ser trilhado, entre outros questionamentos. “O seminário é uma oportunidade de se responder a essas e outras questões”, pontua a engenheira de petróleo Master da Petrobras, especialista em engenharia de reservatório.

Com forte experiência em gestão de reservatórios, portfólio de tecnologia e inovação, estratégia de pesquisa e desenvolvimento, , entre outras áreas, Priscila Moczydlower explica que já existem muitas opções de descarbonização, em termos tecnológicos, como eletrificação de plataformas em águas rasas, uso de flare fechado e captura de CO2 em reservatórios, que já estão sendo aplicadas na indústria do E&P ao redor do mundo. “Mas precisamos de muitas tecnologias que ainda estão no estágio embrionário ou que ainda são muito caras para se viabilizarem. A eletrificação em ambiente de águas profundas ou a descarbonização em plataformas que já estão em operação, por exemplo, são conceitos que ainda precisam ser desenvolvidos. Empresas e instituições de pesquisa terão que trabalhar juntas para construir as novas soluções que precisamos para evitar as emissões de gases de efeito estufa de forma a atingirmos as metas do Acordo de Paris”, ressalta.

Ela reconhece que sustentabilidade é um tema amplo, que abrange desde dimensões ambientais e sociais a econômicas e de governança. “No entanto, na SPE percebemos que a questão das mudanças climáticas tem crescido de importância rapidamente. Vários movimentos recentes na indústria, como o veredito inédito na Holanda, de responsabilizar a Shell pelos impactos no aquecimento global, a mudança de nome e de foco de várias operadoras e, principalmente, o relatório da IEA - International Energy Agency, que propõe um caminho para o atingimento das emissões net zero em 2050, com a suspensão de investimentos em novos campos de petróleo já a partir de 2021”, destaca.

Esses movimentos levam a indústria de O&G a uma profunda reflexão sobre qual o seu papel na sociedade e quais medidas devem ser tomadas para se manter a atividade sem causar uma catástrofe climática. “Dada a urgência e o impacto desse assunto, decidimos promover o tema de descarbonização por meio de um seminário”, pontua a diretora de Sustentabilidade e Transição Energética a SPE Seção Brasil, lembrando que sua diretoria foi criada em agosto de 2020 justamente com o objetivo de reforçar a atuação da entidade nessa discussão. “Desde então, temos promovido o debate em webinars, mobilizando toda a comunidade por meio da criação do Comitê Técnico de Sustentabilidade. O objetivo é promover a discussão e a troca de experiências na área, fornecendo informação de qualidade à comunidade de O&G”, conclui Priscila Moczydlower.

A diretora de Sustentabilidade e Transição Energética da SPE Seção Brasil  vai conduzir o painel de fechamento, no dia 22/10, às 18:10 h- Descarbonização no E&P - Para onde vamos?, ao lado da diretora de Comunicação da entidade, Beatriz Cardoso, que é editora da TN Petróleo, mídia partner do seminário. O painel terá a participação da diretora executiva do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás – IBP, Cristina Pinho, da professora e pesquisadora da FGV Energia, Fernanda Delgado, do diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Raphael Moura, e do diretor regional Américas da  International Association of Oil & Gas Producers (IOGP), Wafik Beydoun.

O 1º Seminário de Descarbonização no E&P promovido pela SPE Seção Brasil tem o patrocínio da Aker Solutions, Equinor, Enauta e TotalEnergies, apoio da TN Petróleo, ONG Iniciativa Verde (www.iniciativaverde.org.br) e SPE Solidária, e suporte institucional de SPE Gaia Sustainability Program (https://www.spe.org/gaia/).

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