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PNG 2017-2021, retorno aos acionistas e disciplina na execução dos projetos, por Teresa Cristina Braz

Teresa Braz
22/11/2016 14:24
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Em maio de 2008 a Petrobras era a 2ª maior empresa das Américas em valor de mercado (US$ 310 bi), despencando para a 249ª posição, chegando a valer US$ 17,834 bi. Suas ações desceram para R$ 5,00 por ação, quando em 2008 elas valiam R$ 43,66 por ação.

Além da queda Mundial dos preços do petróleo, a Petrobras vem sofrendo sérios problemas de gestão nos últimos 13 anos durante o governo que foi afastado. Uma perda estimada pela Petrobras de R$ 6,2 bilhões com corrupção, enquanto a Polícia Federal trabalha com um número próximo a R$ 42 bilhões nas investigações da Operação Lava-Jato.

Todo esse cenário de perda de credibilidade pelo mercado nacional e internacional, fez com a Petrobras perdesse seu grau de investimentos passando em fevereiro de 2016 para B3, o nível mais baixo de investimento do grau especulativo, tornando a captação de dinheiro no mercado ainda mais cara. Os juros cobrados para a Petrobras passaram de 4% para 8%.

No último dia 21 de setembro a Petrobras reuniu na sede a Firjan no Rio de Janeiro, vários empresários do setor para divulgar o seu Plano Estratégico de Negócios e Gestão 2017- 2021.

Certamente este é um plano voltado para nos 2 primeiros anos sanear a empresa, diminuindo seu endividamento. Hoje a Petrobras é uma empresa muito alavancada, possuindo empréstimos que corresponde a 5,13 vezes o seu valor, estando nos planos reduzir a aceitáveis 2,5 vezes o seu valor em 2 anos, adotando ações como venda de ativos, diminuição de custos e disciplina financeira.

Também foi anunciado um Programa de Parcerias, que se traduzem em desinvestimento por parte da Petrobras e investimento por parte de parceiros interessados nos projetos Renest, Comperj e Escoamento do Pré-Sal.

A empresa também conta com a alteração do Marco Regulatório, como forma de desobrigar a Petrobras de participar de todos os leilões de Pré-Sal aliviando a necessidade de caixa para investir nestas operações, e com a flexibilização das Regras de Conteúdo Local que de acordo com a visão da Petrobras deveria ter um caráter mais incentivador do que punitivo.

A Petrobras quer chegar a ser uma empresa de ENERGIA com foco em Óleo e Gás, mas sem perder a atenção a Economia de Baixo Carbono.

Na estruturação de seu novo Plano a Petrobras contou com o envolvimento de todas as lideranças da empresa, e a partir de agora passará a adotar um sistema de meritocracia. Haverá a redução de 18.000 empregados até meados de 2017, e 114.000 prestadores de serviços serão desligados.

A Petrobras pretende em sua área de Exploração e Produção, fazer gestão de seu portfólio atual até 2018 mantendo os volumes já descobertos, e a partir de 2020 buscar descobrir novas fronteiras.

De 2017 a 2020 a Petrobras manterá o seu custo de produção em US$ 10,00/barril, e a produção crescerá de 2,62 para 3,41 milhões de barris de óleo/dia.

Na área de refino e provando que se concentrará nos negócios de óleo e gás a Petrobras sairá dos negócios de Biocombustíveis, Fertilizantes e Petroquímicos.

Evoluirá em negócios de gás e no desenvolvimento de tecnologias e competências para Baixo Carbono, tornando os negócios mais sustentáveis, além de buscar combustíveis renováveis, e o controle de emissões de combustíveis com maior eficiência energética.

Além de falar sobre os seus projetos e de processos de contratação mais transparentes, a Petrobras dará prioridade as operações que deem retorno aos acionistas, o que deve se traduzir na disciplina na execução de seus projetos, os quais eles esperam ser acompanhados por toda a sociedade.

Com esse Novo Plano de Negócios e Gestão a Petrobras espera ser referencia em Ética, Segurança e Governança.

Sobre a autora: Teresa Cristina Braz é titular da JBraz Engenharia e Representações

 

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