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A revolução no metaverso industrial: sua contribuição e as tendências para os próximos anos, por Marcio Aguiar

Redação TN Petróleo/Assessoria
16/08/2023 08:19
A revolução no metaverso industrial: sua contribuição e as tendências para os próximos anos, por Marcio Aguiar Imagem: Divulgação Visualizações: 1613

Observamos uma série de mudanças revolucionárias nas últimas décadas e uma dessas tecnologias já impacta positivamente a indústria. O metaverso industrial já é uma realidade e possibilita melhorias nos processos de produção, contribui na manutenção preditiva e otimização dos processos, tornando todo o trabalho mais eficiente em diversos setores.

Sendo uma representação virtual em tempo real de ambientes industriais, na qual chamamos de digital twins ou gêmeos digitais, o metaverso industrial é criado por meio da integração de tecnologias como realidade virtual (RV), realidade aumentada (RA) e Internet das Coisas (IoT). Ele desempenha um papel crucial no processo de produção. Por meio dessa tecnologia, engenheiros e projetistas conseguem criar representações virtuais, permitindo a visualização 3D e a identificação de possíveis melhorias antes da produção real. Isso auxilia no desenvolvimento mais rápido de projetos e na redução de custos da companhia.

Outra aplicação interessante desse recurso é que ele pode ser utilizado para o treinamento e capacitação de funcionários. Com um ambiente virtual realista, é possível simular operações complexas, permitindo que os trabalhadores adquiram habilidades e conhecimentos sem colocar a segurança em risco. Isso resulta em maior eficiência e redução de acidentes, além de aumentar a confiança dos colaboradores.

O Brasil emerge como um dos líderes na adoção dessa tecnologia no setor industrial, segundo um estudo realizado pela Nokia em parceria com a consultoria Ernst & Young. Os resultados revelam que o país se destaca entre os que têm adotado de forma pioneira essa nova realidade digital no âmbito industrial.

De acordo com uma pesquisa da ABI Research, a arrecadação pela simulação de gêmeos digitais na indústria alcançará US$ 22,73 bilhões até 2025. Já um relatório da instituição Grand View Research estima que o mercado global de plataformas de digital twins chegará a US$ 86 bilhões até 2028.

Fato é que a revolução do metaverso está impactando diversas indústrias ao redor do mundo. A BMW já desenvolveu uma réplica digital da futura fábrica de veículos elétricos em Debrecen, na Hungria, que iniciará as operações em 2025. Com a tecnologia aplicada na companhia, as equipes poderão colaborar de qualquer lugar, acelerando o tempo de produção e trazendo mais eficiência nos processos.

Essa tecnologia não está presente apenas no setor automotivo. Na logística por exemplo, essa automação pode ser utilizada para simular a disposição dos armazéns, a locomoção de empilhadeiras autônomas e o itinerário aos centros de distribuição. Isso colabora no tempo de entrega e pode impactar nos custos. A empresa de e-commerce Amazon utiliza gêmeos digitais e machine learning para controlar os estoques, otimizar o processo de separação dos produtos e realizar as entregas aos clientes.

Com a crescente adoção da Internet das Coisas (IoT) na indústria, a tendência é que tenhamos cada vez mais dados integrados ao metaverso industrial, possibilitando análises avançadas e tomadas de decisões mais assertivas. A inteligência artificial também continuará tendo um papel crucial nesse meio, já que processa grandes volumes de dados e contribui na simulação de máquinas e processos dentro desse ambiente virtual.

O futuro é promissor para o metaverso industrial e suas aplicações inovadoras. Novas tendências continuarão impulsionando a revolução dentro da indústria. As empresas que tiverem um olhar atento às possibilidades desse recurso tecnológico, terão mais agilidade e eficiência em suas produções, aumentando a vantagem competitiva. Em um cenário global cada vez mais digitalizado e conectado, é importante considerar essas transformações que virão para melhorar o desempenho da indústria como um todo.

Sobre o autor: Marcio Aguiar é diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para América Latina

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