Meio ambiente

WCA completa primeiro ano ampliando debates sobre mercado de carbono e indústria de baixo carbono no Brasil

Associação reúne especialistas, empresas e instituições para fortalecer projetos climáticos, educação ambiental e desenvolvimento sustentável.

Assessoria WCA
21/05/2026 10:20
WCA completa primeiro ano ampliando debates sobre mercado de carbono e indústria de baixo carbono no Brasil Imagem: Divulgação Visualizações: 75

A WCA - Associação Mundial de Carbono completa seu primeiro ano de atuação fortalecendo discussões sobre mercado de carbono, sustentabilidade e desenvolvimento de soluções voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil e no exterior.

Criada com a proposta de conectar especialistas, empresas, governos, organizações e sociedade civil, a associação atua em áreas como educação ambiental, certificação de projetos, consultoria técnica, contabilização de emissões, energias renováveis e desenvolvimento de iniciativas ligadas ao crédito de carbono.

Em um cenário global marcado pelo avanço das mudanças climáticas e pela busca por medidas de descarbonização, a entidade busca estimular debates, projetos e oportunidades voltadas à construção de uma economia de baixo carbono.

Segundo o presidente da associação, Reginaldo Souza (foto), a criação da instituição acompanha um momento importante para o setor ambiental brasileiro, especialmente diante dos avanços regulatórios relacionados ao mercado de carbono.

"A associação nasce com o propósito realmente de defender e trabalhar com a questão do carbono. A associação hoje é formada por especialistas em diversas áreas, em especial a questão da educação ambiental, ultrapassando pela parte das energias renováveis, setor de políticas públicas para a parte de mudanças climáticas. Temos especialistas ao redor, não só no Brasil, ao redor do mundo. E um dos objetivos da associação é justamente trabalhar com a questão voltada à parte do carbono. Ter realmente uma questão da contabilização das emissões, da precificação do carbono, e também da questão da mensuração, reporte e validação das emissões", afirma.

Ele destaca ainda que a WCA busca atuar como ponte entre o setor produtivo e o poder público, contribuindo para o avanço das discussões relacionadas à regulamentação do setor.

"Esse propósito nos transmite uma segurança, um apoio às demais associações, ser um canal de representatividade nas instituições do governo federal, estadual e municipal, trabalhar com o setor industrial, propor uma sistemática onde o setor industrial possa realmente ter uma instituição à frente, que realmente represente ele em todos os aspectos. O Brasil vive um momento especial, aprovado pelo Marco do Sistema Brasileiro de Emissões. Então isso nos reporta uma importância cada vez maior da atuação da nossa associação", completa.

Para Tiago Fraga, presidente do Conselho da WCA, o mercado de crédito de carbono deve ganhar cada vez mais relevância nos próximos anos, especialmente diante da necessidade de acelerar ações relacionadas às mudanças climáticas.

"O setor de crédito e carbono, com certeza, é um dos maiores potenciais para o Brasil e para o mundo nos próximos anos. A questão de conscientização referente às emissões de gases de efeito estufa se faz urgente na indústria, no comércio, seja em qualquer setor. Talvez, hoje, a pauta de maior interesse e onde, com certeza, os esforços em termos de debates, busca de soluções têm que ser muito, inclusive, acelerados", avalia.

Segundo ele, os impactos ambientais já demonstram a necessidade de mudanças práticas em diversos setores da sociedade.

"Porque a natureza realmente está dando o seu recado. O que se tem visto, principalmente nos grandes centros, é uma necessidade de realmente cuidar dos recursos naturais para garantir um bem-estar das próximas gerações. Então, dentro desse contexto de uma indústria de baixo carbono, de uma sociedade de baixo carbono, a WCA vem justamente para ser a voz dessas empresas, desses setores, um interlocutor que conecta entidades, empresas, sociedade civil, federações de indústria, players e especialistas", destaca.

Tiago Fraga também reforça a importância de criar um ambiente de articulação para o desenvolvimento do setor de carbono no país.

"Para que num só local, num só canal, todos esses temas relevantes, dentre as oportunidades de negócios, gargalos e também aquilo que vai realmente acontecer nos próximos anos, possam ter uma referência. Todo setor forte precisa de uma entidade forte e a WCA está aí para isso. Para agregar valor, para conectar as empresas, os players, especialistas e juntos trabalharmos para o desenvolvimento do setor de carbono, crédito de carbono no Brasil, focados principalmente numa indústria de baixo carbono, que é algo tão importante e que precisa ser acelerado no Brasil", afirma.

Ao longo deste primeiro ano, a associação também desenvolveu iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento técnico e científico sobre sustentabilidade e mercado de carbono, além da criação de plataformas e serviços para apoiar projetos ambientais.

Entre as soluções oferecidas estão certificação de projetos de sequestro de carbono, consultoria técnica e científica, calculadora de pegada de carbono, base de dados metodológicos e um mapa global de impacto climático.

Com parceiros estratégicos em aproximadamente 15 países, a associação pretende ampliar sua participação em debates internacionais sobre descarbonização e incentivar o crescimento de iniciativas sustentáveis no Brasil.

A proposta da entidade é contribuir para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, incentivando ações que unam desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inovação sustentável.

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