Gás

Vice de Morales tira poder de Soliz nas tratativas com Brasil

Folha de São Paulo
25/08/2006 00:00
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Em mais uma tentativa de resolver os impasses com a Petrobras em torno da nacionalização do gás, o vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, anunciou ontem a retomada das negociações com a estatal brasileira após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na Bolívia, no entanto, o ministro dos Hidrocarbonetos, Andrés Soliz Rada, acusou a empresa de sabotar o governo.

O número dois do governo Evo Morales também informou ao Planalto que o tema passará a ser tratado por quatro ministros. Com isso, a negociação deixa de ser exclusividade de Soliz Rada, de longe o mais duro crítico da Petrobras do gabinete do líder socialista.

Ontem, enquanto García Linera buscava retomar o diálogo, Soliz Rada acusou a Petrobras de "recolher fundo para promover o fracasso da nacionalização".

Na quarta-feira, o ministro dos Hidrocarbonetos foi censurado pelo Senado, controlado pela oposição, pela falta de avanços na nacionalização. Morales o ratificou no cargo.

Agora, Soliz Rada compartilhará a tarefa com ministros mais moderados. São eles Juan Ramon Quintana (Presidência), Carlos Villegas (Planejamento) e Luis Arce (Fazenda).

"O tema central do nosso encontro foi o tema energético. Definimos que é necessário reiniciar de maneira imediata o tratamento dos diferentes temas de interesse no âmbito energético que estavam suspensos ou atrasados nos últimos meses", disse García Linera em entrevista coletiva concedida no Palácio do Itamaraty.

"Informamos tanto ao presidente como aos ministros da Casa Civil [Dilma Rousseff] e de Minas e Energia [Silas Rondeau] que esse trabalho de retomar o diálogo e os acordos em torno do tema energético, acompanharão outros ministros", disse García. Segundo ele, o motivo não é tirar poder de Soliz Rada, mas "reforçar e acelerar" as negociações.

Além de Lula, García Linera se reuniu com o assessor internacional, Marco Aurélio Garcia, os ministros Silas Rondeau e Dilma Rousseff e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

As negociações com a Petrobras sobre o decreto de nacionalização, assinado em 1º de maio, estão paralisadas há dois meses, sem nenhum acordo. A negociação sobre o preço do gás foi estendida até 11 de outubro.

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