Gasoduto

Valorização do real afeta o resultado da TBG em 2004

Valor Econômico
16/02/2005 00:00
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A Transportadora Brasileira do Gasoduto (TBG) encerrou o ano passado com lucro líquido inferior ao de 2003 - R$ 869 milhões. A empresa, que controla o trecho brasileiro do gasoduto Bolívia Brasil, alcançou receita operacional de R$ 1,242 bilhão. Com isso, contribuiu com R$ 668 milhões para o superávit primário do Tesouro.
No ano anterior, o lucro foi de R$ 1,33 bilhão. Mas o presidente da TBG, José Zonis, explica: o resultado menor é fruto de efeito cambial e se deve principalmente à desvalorização do dólar frente ao real, que impacta a receita da companhia, fixada em dólar. A empresa cobra tarifa de US$ 1,21 por cada milhão de BTU transportado (BTU é a sigla de British Termal Unit, unidade usada para calcular o valor calorífero do gás natural.
Zonis destacou ainda que houve aumento da movimentação e dos volumes de gás comercializados no país. Ele aponta entre os fatores de aumento das vendas de gás no Brasil o fato de que o gás da Bolívia está com preço congelado há dois anos - US$ 3,36 cada milhão de BTU. isso, diz, ajudou a impulsionar o consumo no país do gás boliviano.
Em 2004 as vendas médias de gás (tanto nacional quanto importado) de todas as distribuidoras do país fecharam em 35,95 milhões de metros cúbicos/dia, excluído o consumo da Petrobras em suas refinarias e outras instalações em terra, além das plataformas em alto mar.
Segundo Zonis, a transportadora fechou 2004 com movimentação média diária de 20 milhões de metros cúbicos, 53,8% maior do que a média de 13,7 milhões de metros em 2003. Considerando-se que 20 milhões de metros cúbicos foram movimentados pela TBG no ano passado, conclui-se que por seus dutos passam hoje 56% do gás consumido no Brasil. A demanda por gás tem sido crescente, tanto que no final de janeiro o volume movimentado ultrapassou a média diária de 24 milhões de metros cúbicos.
"Mais importante ainda é o perfil do escoamento desse gás, que foi distribuído para os grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, sem contar que o trecho sul do gasoduto já está chegando próximo ao limite de ocupação - 6 milhões de metros cúbicos ao dia", observa Zonis, que assumiu a presidência da TBG no ano passado. Ele veio da gerência geral de marketing e comercialização de gás natural da Petrobras.
Se os números referentes ao consumo continuarem em alta, o executivo acredita que a TBG deve fechar 2005 "caminhando" para uma média de 26 milhões de metros cúbicos diários este ano. A previsão é que atinja a capacidade máxima de 30 milhões de metros cúbicos no fim do próximo ano.
A limitação física mais evidente do gasoduto se verifica no trecho Sul do país, para onde só podem ser levados 6 milhões de metros cúbicos por dia. Esse limite de escoamento pode acelerado caso a térmica de Araucária, no Paraná, entre em operação. "Pode-se vislumbrar que o gasoduto vá atingir sua capacidade máxima em 2006", prevê Zonis.
A TBG é uma companhia controlada pela Gaspetro, subsidiária da Petrobras, com 51%. São sócias na empresa a Shell, Enron, El Paso, Total e BG. Isso significa que metade do seu resultado será consolidado no balanço da estatal, com data marcada para ser divulgado dia 25 deste mês.
A TBG tem apenas dois clientes, a própria Petrobras, que contratou toda a capacidade de transporte do duto por 20 anos, e a BG, que tem contrato para entrega de gás produzido por ela na Bolívia para a Comgás, da qual é sócia junto com a Shell.
Em 2005, a TBG vai investir US$ 35 milhões. Desse valor, US$ 13 milhões serão destinados à construção de cinco novas estações de entrega: no Estado de São Paulo em Rio Claro, Porto Feliz e Paulínia (projeto Gemini), Campo Largo (PR) e Igrejinha (RS).

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