Mineração

Vale vai investir R$ 10 bi em MG

A mineradora Vale anunciará hoje investimentos de grande porte em Minas Gerais, informou ontem o governador do Estado, Aécio Neves (PSDB). O governador não revelou o valor que será anunciado. "Estou otimista quanto ao anúncio e me parece que é algo abso

Jornal do Commercio
14/10/2009 06:53
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A mineradora Vale anunciará hoje investimentos de grande porte em Minas Gerais, informou ontem o governador do Estado, Aécio Neves (PSDB). O governador não revelou o valor que será anunciado. "Estou otimista quanto ao anúncio e me parece que é algo absolutamente expressivo", disse ele. Segundo fonte do setor, a Vale deverá anunciar aportes que totalizam cerca de R$ 10 bilhões. Os recursos, conforme a fonte, deverão ser usados principalmente para expansões de seus projetos em Minas Gerais.

No dia 22 de setembro, durante o 13º Congresso Brasileiro de Mineração, promovido pelo Ibram, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Sérgio Barroso, revelou que a Vale deveria anunciar investimentos em novos projetos e expansões de minas no Estado. Mas, na ocasião, Barroso afirmou que os investimentos seriam de aproximadamente R$ 6 bilhões.

Segundo Barroso, um dos projetos, denominado Apolo, fica entre os municípios de Santa Bárbara e Caeté, na região Central do Estado, e tem capacidade para a produção de aproximadamente 24 milhões de toneladas de minério de ferro. Ele deverá demandar investimentos em torno de R$ 4 bilhões.

Outro plano que poderá ser incluído neste programa é a expansão da mina de Conceição, em Itabira, também na região Central de Minas e considerado o berço da Vale. Nesta localidade, a mineradora explora ainda a mina de Cauê, que juntas têm capacidade para a exploração de 50 milhões de toneladas de minério de ferro/ano. retomada. O mercado já espera uma retomada nos negócios da Vale em 2010, depois de um forte revés no final do ano passado, que provocou demissões e a redução dos investimentos programados para 2009. As melhores perspectivas para o setor siderúrgico indicam uma recuperação mais consistente na demanda por minério de ferro tanto no Brasil quanto nos países desenvolvidos.

Em reuniões com analistas, a empresa sinalizou que sua produção pode voltar a operar com plena capacidade em 2010, gerando uma onda de revisões favoráveis à companhia, como relatórios divulgados pelos bancos Goldman Sachs, J.P.Morgan e Merrill Lynch na semana passada, com previsões de vendas maiores de minério de ferro e preços melhores para o insumo e para os metais básicos, como o níquel. Para 2010, o mercado vê espaço para uma alta de 10% no preço do minério, que recuou cerca de 30% neste ano. A demanda pelo insumo em todo o mundo será um fator chave para a recuperação das vendas da Vale.

De acordo com a Worldsteel Association (WSA), Associação Mundial do Aço, o consumo aparente global deve crescer 9,2%, para 1,206 bilhão de toneladas, em 2010, depois de cair 8,6% neste ano. Além da demanda chinesa, que permanecerá firme, o crescimento será estimulado pela retomada do consumo nos demais países do mundo, que sofreu forte retração em 2009 e deixou a maior parte da demanda nas mãos dos chineses neste ano. Segundo o WSA, a China deve ter uma alta de quase 19% no consumo de aço esse ano e de 5% em 2010. Nas economias emergentes, o consumo de aço deve cair 17% em 2009, mas terá um aumento de 12% no ano que vem. Nos países desenvolvidos, onde o consumo cairá 34% em 2009, a recuperação deve ser de 15% em 2010. MERCADO DOMÉSTICO. O mercado doméstico terá um papel importante na retomada das vendas. Segundo o Instituto Aço Brasil (IABr), nova denominação do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o consumo de aço no Brasil deve crescer 8,6% no ano que vem, passando para 20,3 milhões de toneladas. De acordo com o vice-presidente executivo da entidade, Marco Polo de Mello Lopes, este número poderá ser revisado para cima devido aos jogos Olímpicos, que ocorrerão no Rio de Janeiro em 2016. "Ainda estávamos mais pessimistas quando fizemos a previsão", afirmou.

No ano passado, foram consumidas 24 milhões de toneladas, e a expectativa para esse ano é de 18,7 milhões de toneladas, queda de 22,2%. No segundo trimestre de 2008, o mercado brasileiro de siderurgia representava quase 20% das vendas da Vale, mas passou a representar apenas 8,2% da demanda no mesmo trimestre deste ano. Neste período, a participação da China nas vendas da mineradora saltou de 31,8% para 66,2%.

Segundo o analista da SLW Pedro Galdi, a China continuará a ser o carro chefe do mercado de mineração, mas sua participação nas vendas da Vale tende a cair devido à retomada nas demais regiões. Isso é vantajoso porque reduz os riscos e diminui a exposição ao mercado chinês, que é mais agressivo em relação a preços.

As informações concedidas pela Vale a analistas trouxeram um maior otimismo ao mercado. Em relatório, o banco Goldman Sachs informou que a empresa está operando com cerca de 95% da sua capacidade, depois de operar com apenas 58% da capacidade no primeiro semestre deste ano. Para 2010, a previsão é de utilizar a capacidade plena. "Isso é surpreendente comparado aos níveis do primeiro semestre e levando em conta que não está ocorrendo uma alta significativa da produção de aço na Europa", informou o banco em relatório. O analista Marcelo Aguiar, que assina o relatório, prevê embarques de 344 milhões de toneladas de minério e pelotas da Vale em 2010, muito próximo da capacidade total da mineradora.

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