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Mão de Obra

Vale diz que vai contratar 40 mil pessoas até 2015

09/04/2012 | 11h24
Apesar da "nuvem sombria" que paira sobre a companhia com cobrança de impostos extras no Brasil e na Suíça, além da perda de ritmo da economia chinesa, a Vale mantém os planos para ampliar o número de funcionários nos próximos anos.

Serão 10 mil novos empregados, em média, a cada ano até 2015, antecipou à 'Folha' Vânia Somavilla, diretora-executiva de RH, Energia e Sustentabilidade. Até lá, diz, a companhia manterá "forte ritmo de expansão".

Para 2012 estão previstas 8.100 contratações - destes, 800 serão engenheiros. Atualmente a empresa tem 134 mil empregados em todo o mundo.

A maior aposta da Vale na hora de recrutar trabalhadores não está no salário nem no pacote de benefícios oferecidos, mas nas possibilidade do jovem "vislumbrar uma carreira", afirma a diretora.

Somavilla diz que há carência de profissionais e dificuldade em contratar em todos os níveis, mas os problemas são maiores para achar pessoal de formação superior, sobretudo engenheiros e geólogos.

O problema de restrição de mão-de-obra, afirma, afeta também as empreiteiras contratadas para tocar as obras da companhia, o que resulta em aumento de custo dos projetos.

"O Brasil está crescendo. São muitos projetos e há uma competição muito grande pela força de trabalho", diz a diretora. A executiva afirma que a mineradora oferece salários competitivos, mas o diferencial é melhorar a formação do profissional e oferecer a possibilidade de galgar degraus dentro da companhia.

O objetivo, segundo ela, é contratar jovens e retê-los na companhia. "Temos preferência para recrutar pessoal que começa na Vale [para postos de comando]".

O ritmo das novas contratações, afirma, segue o da implantação de novos projetos e há um "balizamento" da força de trabalho à medida que as licenças ambientais para início das obras e das operação de unidades vão sendo obtidas.

A Vale tem um plano de investimento de US$ 21,4 bilhões em 2012.


China forte

Para Pedro Galdi, analista da SLW, a mineradora "vai demandar muitos funcionários" para fazer frente aos novos empreendimentos.

Quanto à China, o especialista diz que as previsões sobre a retração econômica do país são "exageradas".

A retomada dos EUA, diz, também sinaliza "ponto a favor na recuperação da economia mundial".

"Não vejo problemas para a Vale neste ano em termos de demanda pelos seus produtos", disse.

Galdi ressalta, porém, que o preço das ações da companhia "pode continuar sendo contaminado". O motivo: cobrança de royalties maiores na mineração (proposta sob análise), questionamento sobre Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (que podem gerar um passivo de até R$ 30 bilhões) e de Imposto de Renda de controladas no exterior, além dos problemas com seus supernavios.


Fonte: Folha de São Paulo
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