Álcool

Usineiros querem que Estados Unidos reduzam taxas cobradas pelo etanol brasileiro

Agência Brasil
02/03/2007 00:00
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Os usineiros querem a redução das taxas cobradas pelos Estados Unidos para o etanol do Brasil. O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (01/03) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), que reúne os maiores produtores brasileiros de álcool combustível.

O presidente Lula encontra-se, no dia 9 deste mês, em São Paulo, com o presidente norte-americano, George W. Bush. Ao exportar etanol para os Estados Unidos, os produtores têm que pagar US$ 0,54 por galão, o equivalente a R$ 0,30 por litro, e mais imposto de 2,5%.

 “O mercado de petróleo é feito em livre comércio. O mercado de derivados de petróleo é feito em livre comércio. Não podemos aceitar que o comércio de etanol seja feito nos moldes do Século 19, com proteção de mercado, como acontece hoje”, afirmou o presidente da Única, Eduardo de Carvalho.

Segundo ele, a visita de Bush é a oportunidade para o governo brasileiro negociar “passos concretos para abertura do mercado norte-americano”.

Dos 3,5 bilhões de litros de álcool combustível exportados pelo Brasil no ano passado, 2 bilhões foram para os Estados Unidos. A produção total brasileira é de 18 bilhões de litros. Brasil e Estados Unidos são responsáveis por 70% da produção mundial do combustível. Os norte-americanos produzem etanol de milho, mais caro, e os brasileiros, de cana-de-açúcar.

Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o pedido dos usineiros pode não ser atendido durante a visita de Bush. “Não sei se tudo se resolverá de uma única vez, mas isso não deixará de estar sobre a mesa. Não houve nenhuma negociação prévia em relação a este tema, de modo que não acredito que se resolva agora, mas acho que é algo que virá com o tempo”, disse nesta quarta o chanceler.

Apesar de reivindicarem a negociação para o fim dos impostos do governo norte-americano, Eduardo Carvalho garantiu que a prioridade dos usineiros é atender a demanda interna. “O mercado está crescendo a uma velocidade fantástica. Tudo que exportamos é excedente”, explicou.

Outra reivindicação dos produtores de cana-de-açúcar é mais investimento em pesquisa. “O Brasil não pode perder a notória liderança que tem na produção de etanol”. A previsão dos usineiros é aumentar a fabricação de álcool combustível, em seis anos, para 30 bilhões de litros anuais.

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