Capitalização

União terá até 55% do capital da Petrobras

Jornal do Commercio - PE
24/09/2009 03:10
Visualizações: 211

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirmou ontem que a capitalização da Petrobras pode ser um meio de elevar a participação da União no capital da empresa dos atuais 32% para cerca de “50 a 55%”. Para capitalizar a Petrobras, o governo definiu um mecanismo em que autoriza a empresa a explorar uma área de 5 bilhões de barris na camada pré-sal em troca de ações da companhia. “Com isso, talvez, se consiga ampliar a participação da União no capital da Petrobras”, disse Lima, que participou de audiência pública na Câmara dos Deputados.

 


Para que a participação da União na Petrobras aumente, pelo menos parte dos acionistas minoritários terão que abrir mão do direito de participar do processo de capitalização, que visa dar fôlego para a empresa investir na exploração do pré-sal.

 

Depois da audiência pública, em entrevista, Lima afirmou que o direito dos acionistas minoritários de participarem da capitalização da empresa será preservado. “Todos vão ter o direito de aderir”, disse. Segundo ele, a elevação da participação da União no capital da petroleira para cerca de 50% a 55%, mencionada na audiência, foi “um chute”. Lima disse que a ideia era mostrar a possibilidade de elevação da fatia da União na empresa, mas não deixou claro se isso é uma intenção pela qual o governo vai trabalhar.

 

De qualquer forma, o diretor-geral da ANP demonstrou na audiência que há desconforto do governo com a forte presença de capital privado na Petrobras. Ele explicou que, pelo fato de a companhia ter hoje mais de 60% de ações em mãos privadas, o governo considerou que não seria apropriado que ela fosse a representante da União nos consórcios de exploração do pré-sal.

 

Por isso, na elaboração do marco regulatório, foi definida a criação da Petro-Sal, a nova empresa com capital 100% estatal, que será o “olho” do governo nos consórcios.

 

Segundo Lima, o papel da Petro-Sal é, entre outras coisas, verificar se os custos de produção informados pelos consórcios são adequados, de modo a garantir que a União receba corretamente a sua parte na renda do petróleo.

 

Na audiência pública, Lima defendeu o sistema de partilha para exploração do pré-sal e afirmou que a escolha desse regime visa a “potencializar a renda do petróleo para a União”.

 

Ele destacou que esse regime é utilizado em países que têm muitas reservas, enquanto o de concessão, atualmente vigente no Brasil, é mais comum em países com baixa quantidade de petróleo. “O contrato de partilha permite a melhor apropriação dos recursos do petróleo pela União”, afirmou.

 

Outra vantagem da partilha, segundo Lima, é dar à União maior controle da produção, que seria programada conforme o desenvolvimento do parque fabril brasileiro e sua capacidade de atender as demandas geradas pelo pré-sal.

 

Ele defendeu a adoção de uma política de estímulo ao desenvolvimento de pequenos e médios produtores de petróleo no Brasil. Segundo ele, esse mercado é pouco desenvolvido no País, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos. Lima disse que a ANP está tentando estimular esse setor, mas é preciso rever a legislação de petróleo para que se dê tratamento diferenciado aos pequenos e médios. Como exemplo, ele citou a legislação de royalties, que poderia ser mais flexível para baratear o custo aos produtores.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
REFAP
Produção de gasolina e diesel S-10 tem recorde de produç...
15/01/26
Internacional
Petrobras amplia presença no mercado internacional com v...
15/01/26
Resultado
Ministério de Portos e Aeroportos realizou 21 leilões em...
14/01/26
Combustíveis
Diesel Podium e Diesel Verana são os novos combustíveis ...
14/01/26
Pré-Sal
Campo de Tupi/Iracema volta a atingir produção de 1 milh...
13/01/26
Gás Natural
Tarifas da Naturgy terão redução em fevereiro
13/01/26
Fertilizantes
FAFENs Bahia e Sergipe entram em operação
13/01/26
Pré-Sal
Cinco empresas estão habilitadas para disputar leilão de...
13/01/26
Inteligência Artificial
PRIO usa tecnologia para acelerar a produção audiovisual...
13/01/26
Posicionamento IBP
Sanção do PLP 125/22 fortalece o mercado legal de combus...
13/01/26
Resultado
Portos do Sudeste movimentam 635 milhões de toneladas at...
12/01/26
Negócio
Vallourec conquista contrato expressivo com a Shell no B...
12/01/26
Brasil e Venezuela
Petróleo venezuelano vira peça-chave da disputa geopolít...
12/01/26
Combustíveis
Etanol mantém trajetória de alta no início de 2026, apon...
12/01/26
Navegação
Shell obtém licença inédita como Empresa Brasileira de N...
09/01/26
Resultado
Petróleo é o principal produto da exportação brasileira ...
09/01/26
Petrobras
Revap irá ampliar em 80% produção de diesel S-10
09/01/26
Reconhecimento
ENGIE Brasil obtém nota máxima no CDP, entidade global q...
08/01/26
Ceará
Empresas cearenses lideram projeto H2MOVER-Pecém, seleci...
07/01/26
Apoio Marítimo
Ambipar realiza mais de 600 atendimentos no ano em respo...
06/01/26
Santos
Petrobras celebra 20 anos da Unidade da Bacia de Santos
06/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.