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Paralisação

Trabalhadores do Porto do Açu encerram greve

02/03/2012 | 14h16
Os trabalhadores da obra do Porto do Açu encerram a greve que faziam desde a última segunda-feira (27). A decisão foi tomada após uma reunião entre os trabalhadores e representantes do consócio ARG Civil Port, responsável pela obra, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Imobiliários do Norte Fluminense (Sticoncimo), em Campos dos Goytacazes.

“Daqui a pouco o pessoal já vai desfazer a barricada, e amanhã volta a trabalhar”, afirmou o presidente do Sticoncimo, José Carlos Eulálio. “Estamos encerrando a primeira fase da reunião que começou hoje às 10h. Ficou definido que o pessoal retoma o trabalho amanhã e as negociações continuam amanhã com a empresa a partir das 10h”, acrescentou, ressaltando que os trabalhadores percebem que “há o compromisso da empresa [o consórcio Civil Port] em fazer isso [negociar]”.

Ficou definido que os 1.120 trabalhadores que cruzaram os braços não serão descontados. Além disso, decidiu-se também pela retirada da escala de trabalho de seis dias por três dias de folga.

Ainda segundo o sindicato, a equiparação dos salários dos operários do Açu aos trabalhadores do Porto Sudeste - da MMX -, o reajuste de horas extras e adicionais noturnos e o pagamento de adicionais de insalubridade e periculosidade retroativos a 2010 também foram aceitos pelo consórcio ARG Civil Port. Os valores dos adicionais de insalubridade e periculosidade, no entanto, devem ser definidos só após uma perícia no canteiro de obras.

Como nem todas as reivindicações foram discutidas, uma nova reunião entre trabalhadores e representantes do consórcio foi marcada para amanhã. “É preciso muita calma nessa hora. São muitos itens e a negociação de cada um é muito demorada. As reuniões vão continuar até se esgotarem todos os itens, mas no dia 5, de qualquer forma, nós teremos a reunião final [na sede do sindicato patronal, no Rio de Janeiro]”, afirmou o sindicalista.

Os trabalhadores reivindicam ainda reajuste salarial de 18%, a regulamentação do pagamento de horas trabalhadas aos domingos e das horas de deslocamento dos empregados ao local de trabalho - as chamadas horas “in itinere” - e melhorias na alimentação no canteiro de obras.

De acordo com o sindicalista, a negociação contou com representantes das oito empresas que compõem o consórcio ARG Civil Port. O Porto do Açu é um empreendimento da LLX, empresa do bilionário Eike Batista.

Em nota, as empresas LLX e OSX afirmaram que acompanham a negociação entre os trabalhadores e a ARG e que cumprem rigorosamente todas as normas e determinações da legislação brasileira e exigem em contrato o mesmo padrão de seus parceiros.


Fonte: Valor Econômico
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