Setor Elétrico

Tolmasquim nega crise no setor elétrico

Estiagem e endividamento no setor.

O Estado de São Paulo
20/10/2014 09:35
Visualizações: 467

 

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou ontem que a queda do preço internacional do petróleo não traz “o mínimo risco” à Petrobrás e seu plano de investimento. Tolmasquim participou de debate com o consultor Adriano Pires, sobre o cenário de energia para o futuro governo. Pires, que auxilia a campanha do PSDB, avaliou que há uma “crise sem precedentes” no setor, destacando que o País só não enfrenta novo racionamento em função do baixo crescimento econômico.
“O pré-sal é viável com petróleo entre US$ 41 a US$ 57 no Brasil. Antes de o petróleo da Petrobrás ficar inviável, muitos outros produtores no mundo cairiam. Não tem o mínimo risco, nenhum risco”, afirmou Tolmasquim, após participar do debate promovido no canal GloboNews.
Segundo o executivo, o cenário atual é mais confortável à empresa, apesar da desconfiança do mercado com o impacto sobre seus investimentos. “A situação da Petrobrás ficou mais confortável. Vai entrar no período em que provavelmente vai ter recuperação de caixa.”
Ele defendeu a política de não passar volatilidade do preço internacional para o mercado interno. “A decisão de aumentar ou não é da Petrobrás, do conselho”, disse.
A queda no preço do óleo Brent, que fechou ontem com cotação de US$ 84, alivia a perda acumulada com a defasagem de preços da companhia, atualmente estimada em cerca de R$ 60 bilhões. Por outro lado, traz reflexos negativos sobre o plano de investimentos da empresa, calculado com uma cotação entre US$ 100 e US$ 120.
Na avaliação do consultor Adriano Pires, a mudança no cenário “ameaça os investimentos”, uma vez que o caixa da empresa está sacrificado pela atual política de preços. “O Brasil é o único País onde quem determina o preço do petróleo e da gasolina é o IPCA”, disse. “Vamos parar de administrar preços de gasolina e diesel, retomar a Cide. Vamos tratar a Petrobrás como empresa, de maneira que volte a retomar o caminho da lucratividade e eficiência.”
Polarização. A comparação partidária marcou o embate entre os representantes das duas campanhas presidenciais. Os participantes criticaram, de um lado, o racionamento de 2001, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e do outro, o alto endividamento das distribuidoras de energia, socorridas em mais de R$ 17 bilhões pelo governo.
Tolmasquim afirmou que as propostas tucanas são “demagógicas” e negou que haja uma crise no setor. “Você prioritariamente gera hidrelétrica, com custo baixo, e as térmicas ficam paradas, porque é caro. Para despachar essas térmicas tem de pagar combustível. Não tem milagre. Quem paga é o consumidor”, afirmou.
Pires acusou o governo de ser “autoritário” e fazer “populismo tarifário”, em referência ao corte das tarifas, feito em 2013 via medida provisória. Ele classificou de “irresponsabilidade” o baixo nível dos reservatórios, o que acarreta um “risco elétrico enorme”, e avaliou a atual política de “improviso” e uma “sequência de erros e barbeiragens”. “O governo optou pela modicidade tarifária e esqueceu a segurança do abastecimento. Desde 2012 as térmicas já estavam sendo ligadas, o custo já estava crescendo”, disse. “Vamos viver um verão de muitos apagões e apaguinhos.”

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou ontem que a queda do preço internacional do petróleo não traz “o mínimo risco” à Petrobras e seu plano de investimento.

Tolmasquim participou de debate com o consultor Adriano Pires, sobre o cenário de energia para o futuro governo.

Pires, que auxilia a campanha do PSDB, avaliou que há uma “crise sem precedentes” no setor, destacando que o País só não enfrenta novo racionamento em função do baixo crescimento econômico.

“O pré-sal é viável com petróleo entre US$ 41 a US$ 57 no Brasil. Antes de o petróleo da Petrobras ficar inviável, muitos outros produtores no mundo cairiam. Não tem o mínimo risco, nenhum risco”, afirmou Tolmasquim, após participar do debate promovido no canal GloboNews.

Segundo o executivo, o cenário atual é mais confortável à empresa, apesar da desconfiança do mercado com o impacto sobre seus investimentos. “A situação da Petrobras ficou mais confortável. Vai entrar no período em que provavelmente vai ter recuperação de caixa”.

Ele defendeu a política de não passar volatilidade do preço internacional para o mercado interno. “A decisão de aumentar ou não é da Petrobras, do conselho”, disse.

A queda no preço do óleo Brent, que fechou ontem com cotação de US$ 84, alivia a perda acumulada com a defasagem de preços da companhia, atualmente estimada em cerca de R$ 60 bilhões. Por outro lado, traz reflexos negativos sobre o plano de investimentos da empresa, calculado com uma cotação entre US$ 100 e US$ 120.

Na avaliação do consultor Adriano Pires, a mudança no cenário “ameaça os investimentos”, uma vez que o caixa da empresa está sacrificado pela atual política de preços. “O Brasil é o único País onde quem determina o preço do petróleo e da gasolina é o IPCA”, disse. “Vamos parar de administrar preços de gasolina e diesel, retomar a Cide. Vamos tratar a Petrobrás como empresa, de maneira que volte a retomar o caminho da lucratividade e eficiência”.

Polarização. A comparação partidária marcou o embate entre os representantes das duas campanhas presidenciais.

Os participantes criticaram, de um lado, o racionamento de 2001, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e do outro, o alto endividamento das distribuidoras de energia, socorridas em mais de R$ 17 bilhões pelo governo.

Tolmasquim afirmou que as propostas tucanas são “demagógicas” e negou que haja uma crise no setor. “Você prioritariamente gera hidrelétrica, com custo baixo, e as térmicas ficam paradas, porque é caro. Para despachar essas térmicas tem de pagar combustível. Não tem milagre. Quem paga é o consumidor”, afirmou.

Pires acusou o governo de ser “autoritário” e fazer “populismo tarifário”, em referência ao corte das tarifas, feito em 2013 via medida provisória.

Ele classificou de “irresponsabilidade” o baixo nível dos reservatórios, o que acarreta um “risco elétrico enorme”, e avaliou a atual política de “improviso” e uma “sequência de erros e barbeiragens”. “O governo optou pela modicidade tarifária e esqueceu a segurança do abastecimento. Desde 2012 as térmicas já estavam sendo ligadas, o custo já estava crescendo”, disse. “Vamos viver um verão de muitos apagões e apaguinhos”.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Parceria
Grupo Bravante firma parceria oficial com a WISTA Brazil...
01/06/26
Combustíveis
Etanol encerra maio com mercado atento ao avanço da safra
01/06/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
A SBM Offshore assinou contratos para as FPSOs SEAP-I e ...
31/05/26
BOGE 2026
Oil States reforça compromisso com inovação e excelência...
30/05/26
BOGE 2026
Bahiagás destaca protagonismo da Bahia na Transição Ener...
29/05/26
BOGE 2026
Benel marca presença no Bahia Oil & Gas Energy e anuncia...
29/05/26
Investimentos
Petrobras anuncia aportes de mais de R$ 70 bilhões em Se...
29/05/26
PPSA
PPSA publica Relato Integrado e Carta Anual
29/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
29/05/26
BOGE 2026
PetroReconcavo discute futuro de Óleo e Gás na Bahia Oil...
29/05/26
BOGE 2026
Lumina Group marca presença na Bahia Oil & Gas Energy 20...
29/05/26
Gás Natural
Naturgy destaca importância do gás natural na matriz ene...
29/05/26
IBP
Manifesto em defesa da regulação adequada na valoração d...
29/05/26
BOGE 2026
Bahia reúne indústria, inovação e negócios na abertura d...
28/05/26
Biometano
Equinor, Embrapii, Unicamp e CNPEM lançam projeto para a...
28/05/26
Royalties
Valores referentes à produção de março para contratos de...
28/05/26
BOGE 2026
Expansão do óleo e gás amplia demanda por hubs de transf...
28/05/26
Combustíveis
ANP participa da "Operação Fluxo Oculto" para combater d...
28/05/26
Investimentos
Retomada dos investimentos da Petrobras no Amazonas
27/05/26
BOGE 2026
BRAVA Energia marca presença no Bahia Oil & Gas Energy 2...
27/05/26
IBP
Brasil pode ampliar protagonismo como fornecedor global ...
27/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.