Mercado

Tokio Marine fica com seguro de dez navios

<P>Enquanto a crise derruba as bolsas pelo mundo e o dólar dispara, o mercado de seguros brasileiro segue aquecido e com contratos milionários sendo disputados pelas seguradoras por conta de grandes projetos e investimentos do setor público e privado. A Tokio Marine acaba de vencer uma licitaçã...

Valor Econômico
07/10/2008 21:00
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Enquanto a crise derruba as bolsas pelo mundo e o dólar dispara, o mercado de seguros brasileiro segue aquecido e com contratos milionários sendo disputados pelas seguradoras por conta de grandes projetos e investimentos do setor público e privado. A Tokio Marine acaba de vencer uma licitação e ficar com o seguro da construção de dez navios que estão sendo feitos no estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco. A importância segurada é de R$ 2,6 bilhões, um dos maiores contratos disputados este ano no país no setor de seguros.

A concorrência foi disputada e movimentou as maiores seguradoras do mercado de grandes riscos. Foram dois grupos. De um lado, a Tokio Marine, como única seguradora, e as corretoras Cooper Gay e Marca. O outro grupo era formado pelas seguradoras Unibanco AIG, Bradesco, Itaú e SulAmérica, segundo fontes próximas à operação, e a corretora Four.

Os dez navios foram encomendados pela Transpetro, empresa de transportes da Petrobras, e começaram a ser construídos no mês passado. A apólice da Tokio cobre a construção desses navios até 2013, ano previsto para a entrega de todas as embarcações (o primeiro navio será entregue em 2010). As dez unidades fazem parte da primeira fase do programa de renovação da frota da estatal, que inclui 26 navios, ao custo de R$ 5 bilhões.

Felipe Smith, diretor da Tokio Marine Seguradora, conta que a abertura do mercado de resseguro brasileiro, que começou na prática em abril, foi fundamental para que a seguradora conseguisse vencer a concorrência. Neste novo cenário, a Tokio fez um contrato de resseguro (o seguro do seguro, fundamental para apólices de grandes riscos) que já prevê a retenção de riscos maiores. A seguradora conseguiu ficar assim com uma maior parcela do risco. A grande maioria, porém, foi colocada no IRB-Brasil Re, resseguradora que tinha o monopólio do setor até abril.

Smith não revela o valor do prêmio (de alguns milhões de reais) nem o percentual que foi retido pela Tokio e o que ficou com o IRB. Segundo ele, por motivos estratégicos, e como novas concorrências desse tipo vão acontecer, os dados não podem ser divulgados. O executivo diz apenas que a seguradora conseguiu ficar com parcela bem maior do risco do que conseguiria reter no mercado fechado de resseguro. A Tokio começou a apostar na área de grandes riscos recentemente e essa é uma de suas maiores apólices fechadas no Brasil.

A crise financeira, que vem provocando forte nervosismo pelo mundo, ainda não teve impactos no setor de seguros do Brasil. Segundo Smith, o mercado continua bastante aquecido, com novos projetos, que incluem plantas de etanol, novas concessões rodoviárias e hidrelétricas. Muitos desses projetos já estão sendo pensados há tempos pelo governo e o setor privado. Mas a medida que a crise provoque a revisão de projetos futuros das empresas, o mercado de seguros pode ser influenciado, diz ele.

Na área naval, estão previstos 338 novos empreendimentos para os próximos 8 anos, dos mais diferentes tipos de navios, segundo o Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval). Desse total, 70 são pedidos firmes. Ou seja, o setor ainda pode gerar novos contratos para o setor de seguros e resseguro.

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