Aço

ThyssenKrupp não vai alterar projeto

Jornal do Commercio
26/03/2008 10:02
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A produção da usina ThyssenKrupp CSA Siderúrgica do Atlântico continua sendo destinada ao mercado exterior, afirmou o diretor presidente da CSA, Aristides Corbellini. Segundo ele, o projeto não será alterado, mesmo com a preocupação do governo brasileiro com a falta de aço no País em momento de demanda aquecida.

 

 

"O governo não está preocupado apenas com isso. Está preocupado também em gerar emprego e divisa. Nossas exportações vão gerar mais de US$ 1 bilhão na balança comercial", disse Corbellini, que participou ontem de evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

 

 

 

Os dois assinaram convênio com o Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ) que destinará R$ 4,6 milhões em investimentos na Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema). Os recursos virão da CSA e serão investidos em instalações, aquisições de equipamentos e informatização do sistema ambiental estadual. A execução do plano de trabalho ficará sob responsabilidade do CIRJ.

 

 

O diretor presidente da CSA disse que a usina deve exportar cerca de 5 milhões de placas de aço por ano. "Nosso projeto tem total apoio do governo federal e é voltado para a exportação. O projeto foi concebido assim e é assim que está sendo conduzido."

 

 

Corbellini disse que 2 milhões de toneladas, das 5 milhões de toneladas produzidas na usina, serão exportadas para a Europa. As outras 3 milhões de toneladas vão atender Estados Unidos, Canadá e México. Segundo o executivo, a desaceleração econômica nos Estados Unidos não vai afetar a companhia, já que o país não é o único consumidor do aço da CSA.

 

 

Corbellini também comentou as informações veiculadas pelo jornal japonês The Nikkei de que a Nippon Steel, segundo maior grupo de aço do mundo, e a Usiminas fariam uma joint venture em Cubatão, em São Paulo.

 

 

Segundo o presidente da CSA, a informação já circula há muito tempo no mercado e não vai afetar o planejamento da companhia. "Essa história da Nippon Steel é a mais velha do mundo", disse.

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