Petróleo e Gás

Terceirização tecnológica pode ser empecilho aos projetos no pré-sal

País não cria legado e promove retrabalho.

Agência Brasil
20/08/2012 09:37
Terceirização tecnológica pode ser empecilho aos projetos no pré-sal Imagem: Divulgação Visualizações: 491

 

Na área de tecnologia da informação (TI), como na maior parte dos demais setores econômicos no Brasil, existe hoje carência de mão de obra. Isso se deve, segundo o presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet regional Rio de Janeiro (Assespro-RJ), Ilan Goldman, ao “rápido crescimento do país nos últimos anos”.
Para ele, mesmo que o Brasil experimente agora uma diminuição no crescimento econômico, essa carência vai se manter, porque já estava ocorrendo. Goldman lembrou, entretanto, que o setor de TI não tem a percepção de que a falta de mão de obra possa ser uma barreira à exploração específica do petróleo na camada pré-sal. O problema no setor de TI para o pré-sal, disse ele, está no modelo com que as empresas contratam, de fato, a tecnologia nacional.
“O modelo hoje é de terceirização. E a terceirização envolve um retrabalho. Ou seja, cada vez que você faz um projeto, tem que aprender de novo sobre aquele assunto, implantar o projeto e colocar para funcionar”. O modelo defendido pela Assespro para o pré-sal e, por extensão, para todo o setor de petróleo e gás, é a retenção e a transferência do conhecimento.
Nesse modelo, as empresas vão se especializando em determinados assuntos ligados a óleo e gás. “Com isso, você começa a construir um legado e esse legado você pode repetir e ir melhorando ao longo do tempo, nas várias situações que vão se criando”. Com o conhecimento, o presidente da Assespro-RJ acredita que o Brasil conseguiria minimizar em grande parte o problema da escassez de mão de obra e trazer para dentro da TI nacional os projetos ligados à área de tecnologia em óleo e gás. “Essa é a nossa visão”.
O novo modelo evitaria que o conhecimento fosse exportado, deixando de ser  retido no Brasil. “É exatamente o que acontece. Como nós não criamos legado, cada vez que a gente faz um projeto, a gente gasta o dinheiro, mas não sobra nada após o fim do projeto, exceto o próprio projeto. As empresas e as pessoas que participaram dele  não dão continuidade, não detêm o conhecimento, não são as proprietárias, você não gera esse conhecimento, você não transforma isso em benefício para a sociedade. Se alguém pedir alguma coisa parecida, você vai fazer tudo de novo”.
Esse é o oposto do modelo adotado fora do Brasil. Ele citou, particularmente, o caso da Noruega, que era um país com as mesmas dificuldades do Brasil mas que, quando encontrou petróleo no pré-sal, ”teve a percepção de valor e decidiu construir conhecimento da informação, mesmo que isso custasse um pouco mais no início. Mas, vou ganhar lá na frente. E foi o que aconteceu”. O Brasil, reiterou Goldman, não está repetindo esse modelo, apesar de já ser consagrado e conhecido.

Na área de tecnologia da informação (TI), como na maior parte dos demais setores econômicos no Brasil, existe hoje carência de mão de obra. Isso se deve, segundo o presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet regional Rio de Janeiro (Assespro-RJ), Ilan Goldman, ao “rápido crescimento do país nos últimos anos”.


Para ele, mesmo que o Brasil experimente agora uma diminuição no crescimento econômico, essa carência vai se manter, porque já estava ocorrendo. Goldman lembrou, entretanto, que o setor de TI não tem a percepção de que a falta de mão de obra possa ser uma barreira à exploração específica do petróleo na camada pré-sal. O problema no setor de TI para o pré-sal, disse ele, está no modelo com que as empresas contratam, de fato, a tecnologia nacional.


“O modelo hoje é de terceirização. E a terceirização envolve um retrabalho. Ou seja, cada vez que você faz um projeto, tem que aprender de novo sobre aquele assunto, implantar o projeto e colocar para funcionar”. O modelo defendido pela Assespro para o pré-sal e, por extensão, para todo o setor de petróleo e gás, é a retenção e a transferência do conhecimento.


Nesse modelo, as empresas vão se especializando em determinados assuntos ligados a óleo e gás. “Com isso, você começa a construir um legado e esse legado você pode repetir e ir melhorando ao longo do tempo, nas várias situações que vão se criando”. Com o conhecimento, o presidente da Assespro-RJ acredita que o Brasil conseguiria minimizar em grande parte o problema da escassez de mão de obra e trazer para dentro da TI nacional os projetos ligados à área de tecnologia em óleo e gás. “Essa é a nossa visão”.


O novo modelo evitaria que o conhecimento fosse exportado, deixando de ser  retido no Brasil. “É exatamente o que acontece. Como nós não criamos legado, cada vez que a gente faz um projeto, a gente gasta o dinheiro, mas não sobra nada após o fim do projeto, exceto o próprio projeto. As empresas e as pessoas que participaram dele  não dão continuidade, não detêm o conhecimento, não são as proprietárias, você não gera esse conhecimento, você não transforma isso em benefício para a sociedade. Se alguém pedir alguma coisa parecida, você vai fazer tudo de novo”.


Esse é o oposto do modelo adotado fora do Brasil. Ele citou, particularmente, o caso da Noruega, que era um país com as mesmas dificuldades do Brasil mas que, quando encontrou petróleo no pré-sal, ”teve a percepção de valor e decidiu construir conhecimento da informação, mesmo que isso custasse um pouco mais no início. Mas, vou ganhar lá na frente. E foi o que aconteceu”. O Brasil, reiterou Goldman, não está repetindo esse modelo, apesar de já ser consagrado e conhecido.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
Ocyan anuncia seu novo diretor Jurídico e de Governança
29/03/26
Energia Elétrica
USP desenvolve modelos para reduzir curtailment e amplia...
29/03/26
Biocombustíveis
Acelen Renováveis e Dia Mundial da Água: cultivo da maca...
29/03/26
iBEM26
Goldwind avança na Bahia com fábrica em Camaçari e proje...
27/03/26
iBEM26
Bahia apresenta potencial da bioenergia e reforça protag...
27/03/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos
26/03/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de janeiro para...
26/03/26
IBEM26
Práticas ESG do setor de energias renováveis são destaqu...
26/03/26
IBEM26
Jerônimo Rodrigues destaca potencial da Bahia na transiç...
26/03/26
Bacia de Campos
Petrobras irá investir R$ 25,4 milhões em novos projetos...
26/03/26
IBEM26
ABPIP destaca papel dos produtores independentes na inte...
25/03/26
Workshop
Governo de Sergipe e FGV Energia debatem futuro do offsh...
25/03/26
iBEM26
Bahia Gás aposta em gás natural e biometano para impulsi...
25/03/26
iBEM26
iBEM 2026 começa em Salvador com debates sobre segurança...
25/03/26
Indústria Naval
BR Offshore lança pedra fundamental de complexo logístic...
24/03/26
Resultado
Constellation Oil Services registra EBITDA ajustado de U...
24/03/26
Bacia de Campos
Equinor inicia campanha de perfuração do projeto Raia
24/03/26
Macaé Energy
Atlas Copco Rental tem participação destaque na Macaé En...
24/03/26
Energia Eólica
Equinor fortalece portfólio de energia no Brasil
23/03/26
Macaé Energy
LAAM Offshore fortalece presença estratégica no Macaé En...
23/03/26
IBEM26
iBEM 2026 reúne especialistas e discute futuro da energia
23/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23