Rio Oil & Gas 2012

Tecnologia é o que vai conciliar a preservação e o crescimento econômico

Destaque na Rio+20, a proteção dos oceanos foi debatida no terceiro dia da Rio Oil & Gas. Os compromissos assumidos pelo Brasil no documento final da Conferência foram considerados um tanto arrojados, sobretudo quando se considera que deverão ser compatíveis

Redação
19/09/2012 20:51
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Destaque na Rio+20, a proteção dos oceanos foi debatida no terceiro dia da Rio Oil & Gas. Os compromissos assumidos pelo Brasil no documento final da Conferência foram considerados um tanto arrojados, sobretudo quando se considera que deverão ser compatíveis com o crescimento do país em atividades econômicas importantes como a exploração de petróleo e gás. "Preservar, simplesmente, já seria um desafio. Mas aliar a preservação ao desenvolvimento é o que requer nossa máxima atenção", destacou André Loubet Guimarães, Diretor Executivo da ONG Conservação Internacional (CI) no Brasil.


André lembrou que, entre outras metas, os países se comprometeram com a proteção de 10% dos oceanos até 2020 e com a restauração de estoques pesqueiros até 2015. "São metas importantes, que devemos perseguir, mas que, por vezes, nos parecem inatingíveis. Atualmente, protegemos menos de 1% dos nossos oceanos", afirmou, acrescentando que a pontuação do Brasil no Ocean Health Index (Índice de Saúde do Oceano), superior à média mundial, não deve trazer tranquilidade, porque o estágio de crescimento do país impõe ações imediatas e amplas para a preservação.


"O setor de óleo e gás deve liderar as discussões sobre esse tema, pois, no Brasil, sua atuação é majoritariamente marinha. Mais de 70% da população brasileira vive à beira mar. Não se pode explorar sob pena de degradar. É preciso conciliar as agendas dos diferentes setores", defendeu.


Para o professor Segen Estefen, Diretor de Tecnologia e Inovação da COPPE/UFRJ, a conciliação virá com o desenvolvimento de tecnologias. "O que se propõe não é deixar o oceano intocado. Não há como se recusar uma riqueza como a do pré-sal. Mas é preciso desenvolver tecnologias para preservação. E, para isso, a comunidade científica deve andar mais próxima da indústria", disse.
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