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Tecnologia brasileira redefine a produção em campos maduros de petróleo

Redação TN Petróleo/Assessoria
13/02/2026 11:21
Tecnologia brasileira redefine a produção em campos maduros de petróleo Imagem: Divulgação Visualizações: 1385

A recente decisão da Venezuela de antecipar e ampliar sua produção de petróleo provocou uma reavaliação estratégica em escala global. Grandes operadoras passaram a revisar projetos, acelerar cronogramas e buscar soluções capazes de reduzir riscos operacionais, aumentar previsibilidade e garantir segurança de suprimento. No Oriente Médio, países produtores já indicam aumento de estoques fora do poço; na Noruega e no Norte da Europa, novos investimentos em tecnologias voltadas a campos maduros e ambientes severos foram anunciados. É nesse novo ciclo de decisões que uma tecnologia brasileira inédita passa a ocupar posição central.

Desenvolvida para evitar a formação de hidratos e parafinas, um dos maiores gargalos técnicos e econômicos da indústria do petróleo, a tecnologia permite que colunas de produção operem de forma contínua por mais de 20 anos sem necessidade de intervenção, mesmo sob condições térmicas extremas. O resultado é a antecipação de produção, redução expressiva de OPEX, eliminação de paradas não programadas e prolongamento da vida útil de campos maduros, tanto onshore quanto offshore.

A solução é fruto do desenvolvimento conjunto entre a empresa Sião Petróleo, fundador e CEO Marcos Pegoretti, detentora da tecnologia e a LVA Engenharia e Consultoria Ltda., com participação direta de seu sócio fundador, Luciano Magno Costalonga Varejão, integrando engenharia de materiais, transferência de calor e isolamento térmico avançado aplicado à indústria de óleo e gás. Essa cooperação técnica foi determinante para transformar o conceito em uma solução robusta, compatível com os mais rigorosos padrões operacionais do setor.

 A tecnologia atua com elevada eficiência em poços offshore, inclusive em águas profundas, e também nos tubos de produção de campos onshore localizados em regiões críticas de temperatura ambiente, como os invernos rigorosos do Canadá, do Norte da Europa e de áreas continentais do Oriente Médio. Nessas regiões, variações térmicas severas historicamente exigem aquecimento contínuo, injeção química e intervenções mecânicas frequentes — práticas que elevam custos, aumentam riscos operacionais e reduzem a eficiência do barril produzido.

 Segundo os idealizadores, as colunas atuais de produção podem ser utilizadas como base para a confecção das colunas isoladas, sempre a critério da operadora. Mantêm-se integralmente as condições dimensionais e os materiais atualmente empregados nos tubos de produção, inserindo-se exclusivamente o sistema de isolamento térmico. O conjunto é finalizado com uma tubulação externa de maior diâmetro, sempre especificada conforme normas API OCTG, plenamente compatível com o poço e com os requisitos técnicos da indústria.

De acordo com Luciano Varejão, da LVA, o grande diferencial da solução está na capacidade de integrar isolamento térmico de alto desempenho sem alterar a lógica estrutural dos poços. "Estamos falando de uma tecnologia que respeita a engenharia existente, reduz drasticamente intervenções e entrega estabilidade térmica de longo prazo, algo crítico para campos maduros e ambientes severos", afirma.

Ao aproveitar as colunas de produção existentes, a tecnologia reduz significativamente a necessidade de substituições estruturais, minimiza CAPEX, encurta prazos de implementação e diminui riscos operacionais. Esse aspecto tem sido apontado como fator decisivo para a aceitação da solução pelas operadoras globais, especialmente em campos maduros, onde qualquer parada ou modificação pode representar perdas relevantes de produção e receita.

Do ponto de vista energético e ambiental, os benefícios são igualmente expressivos. A eliminação de sistemas de aquecimento contínuo, produtos químicos e intervenções recorrentes resulta em menor consumo energético, redução de emissões indiretas e maior eficiência operacional, alinhando a tecnologia às exigências globais de sustentabilidade, descarbonização e transição energética responsável.

Como parte de sua estratégia de expansão industrial, a empresa responsável pela tecnologia, em conjunto com seus parceiros, tem como foco a implantação de uma fábrica no Oriente Médio e outra nos Estados Unidos, destinadas a atender demandas locais e regionais com escala industrial e eficiência logística. As unidades serão implementadas após a aprovação dos projetos-piloto, consolidando a tecnologia como uma solução industrial de alcance global.

Em um cenário em que o setor energético busca simultaneamente segurança de abastecimento, eficiência econômica e redução de impactos ambientais, a tecnologia brasileira, desenvolvida com a participação da LVA e de Luciano Varejão, se apresenta como uma resposta concreta e imediata. Mais do que uma inovação incremental, trata-se de uma mudança estrutural na forma como campos maduros podem ser operados, transformando ativos historicamente limitados em fontes estáveis, previsíveis e altamente competitivas de produção de petróleo.

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