Petroquímica

Technip vai desenvolver projetos de engenharia da refinaria do Rio

Valor Econômico
08/11/2005 00:00
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Os três sócios já definidos no projeto de construção de uma refinaria petroquímica à base de óleo pesados no Estado do Rio de Janeiro - , Petrobras, grupo Ultra e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES - , contrataram a empresa de engenharia italiana Technip para atuar como agregadora do projeto, ou seja, compatibilizar as várias tecnologias envolvidas em todas as fases operacionais da futura unidade petrolífera.

A refinaria, denominada Unidade Petroquímica Básica (UPB) será construída no Rio em localização ainda em fase de escolha pela direção da Petrobras. O projeto está orçado em US$ 3 bilhões.

O diretor da Área de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, responsável pela área petroquímica da estatal, admitiu que a escolha da localização da refinaria está atrasada em relação ao cronograma, mas ressaltou que outros trabalhos prévios estão sendo adiantados para facilitar as ações após a escolha do local que está entre o município de Itaguaí, na região metropolitana do Rio, onde a Petrobras já possui um terreno, e a região de Campos, no Norte do Estado, localização preferida pelo governo do Rio.

A direção da Petrobras vem ao mesmo tempo fazendo algumas negociações com governo fluminense, como discussão de incentivos ao projeto, disse uma fonte.

Além da contratação da Technip como agregadora das tecnologias, Costa disse que os sócios estão trabalhando a todo o vapor no desenvolvimento da segunda fase do projeto que representará investimento adicional estimado em US$ 3,5 bilhões. A primeira fase, a UPB propriamente dita, vai gerar matéria-prima (eteno) para uso na indústria petroquímica. A segunda fase vai agregar instalações para a transformação dessa matéria-prima em resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos.

Segundo Costa, o ideal teria sido que a localização já estivesse definida desde setembro, mas ele afirmou que essa definição está bem próxima e que será possível licitar a obra no começo do próximo ano. A decisão sobre o local da planta envolve um problema de custo. A definição pela área de Campos envolve a construção de um novo porto, o que pode elevar o custo, segundo cálculos do mercado, em aproximadamente US$ 600 milhões. Sem confirmar o valor, Costa ressaltou que há também aspectos fiscais, tributários e ambientais que estão sendo colocados na balança para a tomada de decisão.

Sobre a escolha de um novo sócio, provavelmente estrangeiro e que venha agregar tecnologia ao projeto, Costa disse que os sócios atuais concluíram que a procura por esse parceiro ficará mais fácil após a decisão sobre o local da UPB. A chinesa Sinopec já esteve cotada para ocupar o lugar de quarto sócio, mas a constatação de que ela não iria agregar tecnologia àquela já conhecida no Brasil reduziu as suas possibilidades. O certo é que Petrobras, Ultra e BNDES vão procurar pelo menos mais um parceiro que possa ratear os pesados investimentos previstos.

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