Alternativa

TBG revela solução de curto prazo para baixa oferta de gás natural no Sul

A transportadora também apresentou seu plano de aumento de insumo.

Revista TN Petróleo/ Ascom SCGás
16/07/2013 17:59
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TBG revela solução de curto prazo para
baixa oferta de gás natural no Sul 
 
  
Reunida com as distribuidoras e Federação das Indústrias de PR, SC e RS na sede da FIESC, a transportadora do Gasbol anuncia alternativa que pode mitigar a falta de insumo de gás natural no Sul do Brasil em curto prazo 
 
 
 
 
  
Em reunião realizada no dia 11 de julho na sede da Fiesc, com a presença das distribuidoras de gás e as federações das indústrias do Sul do Brasil, Rogério Mattos, Diretor Superintendente da TBG (Transportadora Brasileira do Gasoduto Bolívia-Brasil), anunciou que a estrutura atual do gasoduto que abastece PR, SC e RS possui 2,7 milhões de metros cúbicos por dia ociosos dos 12,5 milhões disponíveis. Presentes na reunião, os presidentes da SCGÁS Cósme Polêse, da Sulgás Roberto Tejadas, da FIESC Glauco Côrte, da FIEP João Mohr e da FIERGS Ronaldo Langue estão em agenda permanente de busca de soluções para aumentar o escasso suprimento de gás natural para os três estados.
 
A transportadora também apresentou ao grupo o seu plano de aumento de insumo. Com ele, a empresa pretende disponibilizar aos três estados um adicional de 2,5 MMm³/d após conclusão dos investimentos. O principal projeto, a reforma na rede de estações de recompressão do gasoduto, exigirá investimento de R$700 milhões e 5 anos para sua completa implementação. Ele envolve a construção de mais duas estações de recompressão na rede e a troca simultânea entre as estações de Araucária (PR) e Biguaçu (SC). A mudança viabilizaria o aumento de insumo para o Sul por sistema de permuta entre o terminal de importação de GNL na Baía de Guanabara (RJ) e os usuários do Gasbol. O crescimento da oferta atenderia 50% da demanda projetada pelo Grupo de Economia da UFRJ para o Sul em 2030, que é de 30MMm³/dia.
Outra solução apontada foi a construção de Terminais de importação de GNL no Porto de Itapoá ou de Imbituba, ambos em Santa Catarina. De acordo com o Mattos, a dificuldade de se utilizar o GNL importado, atualmente, é o preço pouco competitivo do insumo. Com a perspectiva de entrada do gás de xisto dos EUA no cenário internacional, a expectativa é que os preços do gás despenquem a partir de 2015.
Roberto Tejadas, Presidente da Sulgás, comentou que todos os investimentos necessários devem ser feitos sem comprometer as tarifas e o caráter social do gás natural: “Precisamos pensar sobre a perspectiva do desenvolvimento, não apenas no retorno financeiro, pois temos como distribuidora uma missão social”. Ronaldo Langue, da FIERGS, reiterou a urgência de implantação das medidas. “Já temos empresas migrando para o carvão pela falta de gás”, contou. 
Para Cósme Polêse, Presidente da SCGÁS, o encontro apresentou a realidade apontada pelo Ministério de Minas e Energia. “Nosso desafio no curto prazo não é a capacidade de transporte, mas sim onde adquirir mais moléculas de gás. Contamos com o apoio da Petrobras para que no curto prazo tenhamos a necessidade atual atendida, mesmo sem a perspectiva de investimentos para suportar a demanda futura”.
 
 
 
 

 Reunida com as distribuidoras e Federação das Indústrias de PR, SC e RS na sede da FIESC, a transportadora do Gasbol anuncia alternativa que pode mitigar a falta de insumo de gás natural no Sul do Brasil em curto prazo  
   
Em reunião realizada no dia 11 de julho na sede da Fiesc, com a presença das distribuidoras de gás e as federações das indústrias do Sul do Brasil, Rogério Mattos, Diretor Superintendente da TBG (Transportadora Brasileira do Gasoduto Bolívia-Brasil), anunciou que a estrutura atual do gasoduto que abastece PR, SC e RS possui 2,7 milhões de metros cúbicos por dia ociosos dos 12,5 milhões disponíveis. Presentes na reunião, os presidentes da SCGÁS Cósme Polêse, da Sulgás Roberto Tejadas, da FIESC Glauco Côrte, da FIEP João Mohr e da FIERGS Ronaldo Langue estão em agenda permanente de busca de soluções para aumentar o escasso suprimento de gás natural para os três estados. 

 

A transportadora também apresentou ao grupo o seu plano de aumento de insumo. Com ele, a empresa pretende disponibilizar aos três estados um adicional de 2,5 MMm³/d após conclusão dos investimentos. O principal projeto, a reforma na rede de estações de recompressão do gasoduto, exigirá investimento de R$700 milhões e 5 anos para sua completa implementação. Ele envolve a construção de mais duas estações de recompressão na rede e a troca simultânea entre as estações de Araucária (PR) e Biguaçu (SC). A mudança viabilizaria o aumento de insumo para o Sul por sistema de permuta entre o terminal de importação de GNL na Baía de Guanabara (RJ) e os usuários do Gasbol. O crescimento da oferta atenderia 50% da demanda projetada pelo Grupo de Economia da UFRJ para o Sul em 2030, que é de 30MMm³/dia.


Outra solução apontada foi a construção de Terminais de importação de GNL no Porto de Itapoá ou de Imbituba, ambos em Santa Catarina. De acordo com o Mattos, a dificuldade de se utilizar o GNL importado, atualmente, é o preço pouco competitivo do insumo. Com a perspectiva de entrada do gás de xisto dos EUA no cenário internacional, a expectativa é que os preços do gás despenquem a partir de 2015.


Roberto Tejadas, Presidente da Sulgás, comentou que todos os investimentos necessários devem ser feitos sem comprometer as tarifas e o caráter social do gás natural: “Precisamos pensar sobre a perspectiva do desenvolvimento, não apenas no retorno financeiro, pois temos como distribuidora uma missão social”. Ronaldo Langue, da FIERGS, reiterou a urgência de implantação das medidas. “Já temos empresas migrando para o carvão pela falta de gás”, contou. 


Para Cósme Polêse, Presidente da SCGÁS, o encontro apresentou a realidade apontada pelo Ministério de Minas e Energia. “Nosso desafio no curto prazo não é a capacidade de transporte, mas sim onde adquirir mais moléculas de gás. Contamos com o apoio da Petrobras para que no curto prazo tenhamos a necessidade atual atendida, mesmo sem a perspectiva de investimentos para suportar a demanda futura”.  

  
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