Energia Elétrica

Tarifa deve subir 27,8% até 2015, calcula consultoria

Valor Econômico
19/08/2010 10:07
Visualizações: 1339
A intensa contratação de usinas térmicas deve elevar os preços da energia elétrica nos próximos anos, prevê o consultor Mario Veiga, sócio da Consultoria PSR. A expectativa é que, entre este ano e 2015, haja elevação de 27,8% do preço médio da tarifa, hoje em R$ 115 por MWh (megawatt-hora), podendo chegar a R$ 147 MWh.

De acordo com estudos realizados por Veiga, cerca de 60% do aumento está relacionado à contratação de energia nova. O restante está relacionado a contratos já existentes, que precisarão ser renovados a partir de 2013.


A estimativa de preços para 2015 é superior à média dos preços da energia já existente, de R$ 117 MWh, e da energia para 2011 - contratada no leilão de A-3 (R$ 130 MWh) - e a 2013, no leilão de A-5 (R$ 146 MWh). Isso se deve, segundo o consultor, ao fato de o governo ter subestimado nos leilões de energia a frequência com que as térmicas são operadas.


"A história mostra que, por motivos diversos, as térmicas são muito mais operadas do que se previa. Se isso se verificar também nas novas usinas, cujo preço de energia levou em conta uma determinada frequência, haverá maior custo de combustível e os preços vão subir", disse Veiga.


A energia também fica mais cara por causa da conta de consumo de combustível (CCC), criada para compensar o uso de térmicas na região Norte. Devidos às mudanças na legislação, que obrigam o governo a compensar perdas de ICMS dos Estados onde as térmicas deixam de gerar, deverá haver gasto de R$ 16 bilhões acima do previsto até 2014.


Apesar da alta de preços, Veiga disse que o setor não tem com que se preocupar em relação ao fornecimento. "A boa notícia é que tem muita energia. A má notícia é que vai ser muito cara", disse. Mesmo nos piores cenários de seca, o atendimento está garantido, se a economia crescer até 7,1% ao ano até 2013. A previsão já leva em conta a possibilidade de atraso nas obras das térmicas contratadas em 2008.

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