Eletricidade

Subestação no Pecém já está em operação

SE Pecém II terá capacidade de transformar até 3.600 MVA.

Diário do Nordeste
08/10/2013 12:02
Visualizações: 1727

 

Um empecilho a menos à construção da refinaria de Petróleo Premium II, em São Gonçalo de Amarante, no Ceará. A Transmissora Delmiro Gouveia (TDG), sociedade de propósito específico (SPE) da qual a Chesf é sócia, com 49% de participação, concluiu e energizou no último domingo, o primeiro dos três autotransformadores de energia elétrica da subestação de Pecém, a SE Pecém II - maior empreendimento do tipo no Nordeste.
Composta de três bancos de autotransformadores monofásicos de 500/230/13,8 kV (kilo Volt), a SE Pecém II terá capacidade de transformar até 3.600 MVA (Mega Volt Ampére) - 1.200 MVA, em cada; energia suficiente para alimentar a siderúrgica, a refinaria e todo o Complexo Industrial do Porto do Pecém (Cipp). Os dois autotransfomadores restantes serão energizados nesse fim de semana.
Capacidade
Antecipadas pela Chesf, as informações foram confirmadas no fim da tarde de ontem, pelo diretor da TDG, Bernardo Feldman Neto. Segundo ele, a SE Pecém tem uma característica peculiar, em relação às demais subestações de energia que, em geral, reduzem blocos de tensão elétrica específica, para que seja distribuídas às concessionárias ou ao mercado, às indústrias.
No caso da SE Pecém, como terá dois troncos de recepção, ela poderá receber 500 KV da linha que vem de Sobral para o Pecém, por exemplo, ou 230 KV, das termelétricas instaladas no Cipp e, então, reduzir a tensão, de acordo com a demanda ou tipo de empreendimento.
"Para se ter ideia da magnitude dessa subestação, a sua capacidade de transformação é superior a potência de Xingó, maior usina da Chesf, que é de 3.162 MW", destacou Feldman Neto. As obras foram iniciadas em 2011 e absorveram recursos da ordem de R$ 263 milhões.
Ele explicou, ainda, que, inicialmente, a subestação já está pronta para receber e transformar os 1.080 megawatts (MW) gerados pela térmica MPX e mais 324 MW de usinas eólicas que estão se instalando no estado. Com isso, informa, a SE Pecém estará contribuindo para aumentar a oferta de energia elétrica para todo o Cipp e para o Sistema Interligado Nacional - SIN. Durante a construção, foram gerados 850 empregos.
Além de Pecém, a TDG está concluindo a construção da subestação de Aquiraz, com três transformadores de 230/69 kV - 150 MVA, totalizando 450 MVA, destinados a atender empreendimento no litoral leste cearense.
Pendências
Apesar de concluída, a subestação do Pecém só poderá transferir energia para a poligonal da refinaria Premium II, quando a Petrobras concluir uma linha de transmissão de energia elétrica de 230 KV, para fazer a conexão com o terreno de 1.954 hectares, onde deverá ser implantado o empreendimento.
Com aproximadamente cinco quilômetros de extensão, a nova linha deverá carregar 200 MVA (MegaWalt/Ampere) de energia e servirá para alimentar a refinaria quando esta estiver concluída - sobre o que ainda não há previsão.

Um empecilho a menos à construção da refinaria de Petróleo Premium II, em São Gonçalo de Amarante, no Ceará. A Transmissora Delmiro Gouveia (TDG), sociedade de propósito específico (SPE) da qual a Chesf é sócia, com 49% de participação, concluiu e energizou no último domingo, o primeiro dos três autotransformadores de energia elétrica da subestação de Pecém, a SE Pecém II - maior empreendimento do tipo no Nordeste.

Composta de três bancos de autotransformadores monofásicos de 500/230/13,8 kV (kilo Volt), a SE Pecém II terá capacidade de transformar até 3.600 MVA (Mega Volt Ampére) - 1.200 MVA, em cada; energia suficiente para alimentar a siderúrgica, a refinaria e todo o Complexo Industrial do Porto do Pecém (Cipp). Os dois autotransfomadores restantes serão energizados nesse fim de semana.



Capacidade


Antecipadas pela Chesf, as informações foram confirmadas no fim da tarde de ontem, pelo diretor da TDG, Bernardo Feldman Neto. Segundo ele, a SE Pecém tem uma característica peculiar, em relação às demais subestações de energia que, em geral, reduzem blocos de tensão elétrica específica, para que seja distribuídas às concessionárias ou ao mercado, às indústrias.

No caso da SE Pecém, como terá dois troncos de recepção, ela poderá receber 500 KV da linha que vem de Sobral para o Pecém, por exemplo, ou 230 KV, das termelétricas instaladas no Cipp e, então, reduzir a tensão, de acordo com a demanda ou tipo de empreendimento.

"Para se ter ideia da magnitude dessa subestação, a sua capacidade de transformação é superior a potência de Xingó, maior usina da Chesf, que é de 3.162 MW", destacou Feldman Neto. As obras foram iniciadas em 2011 e absorveram recursos da ordem de R$ 263 milhões.

Ele explicou, ainda, que, inicialmente, a subestação já está pronta para receber e transformar os 1.080 megawatts (MW) gerados pela térmica MPX e mais 324 MW de usinas eólicas que estão se instalando no estado. Com isso, informa, a SE Pecém estará contribuindo para aumentar a oferta de energia elétrica para todo o Cipp e para o Sistema Interligado Nacional - SIN. Durante a construção, foram gerados 850 empregos.

Além de Pecém, a TDG está concluindo a construção da subestação de Aquiraz, com três transformadores de 230/69 kV - 150 MVA, totalizando 450 MVA, destinados a atender empreendimento no litoral leste cearense.



Pendências

Apesar de concluída, a subestação do Pecém só poderá transferir energia para a poligonal da refinaria Premium II, quando a Petrobras concluir uma linha de transmissão de energia elétrica de 230 KV, para fazer a conexão com o terreno de 1.954 hectares, onde deverá ser implantado o empreendimento.

Com aproximadamente cinco quilômetros de extensão, a nova linha deverá carregar 200 MVA (MegaWalt/Ampere) de energia e servirá para alimentar a refinaria quando esta estiver concluída - sobre o que ainda não há previsão.

 

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