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Premiação

Sonia Maria Menezes, engenheira da Petrobras recebe prêmio internacional em defesa da diversidade na pesquisa científica

07/10/2020 | 14h55

A engenheira Sonia Maria Cabral de Menezes (foto), da Petrobras, é uma das três brasileiras premiadas por uma das mais importantes organizações científicas do mundo, como forma de promover a diversidade na pesquisa e no campo da química.

A pesquisadora da Petrobras receberá o Prêmio Mulheres Brasileiras em Química e Ciências Relacionadas, oferecido pela Sociedade Americana de Química (ACS, sigla em inglês) em parceria com a Sociedade Brasileira de Química (SBQ).

Os prêmios têm o objetivo de promover a igualdade de gênero em ciência, tecnologia, engenharia e matemática no Brasil e de avançar na compreensão do impacto da diversidade na pesquisa científica e no campo da química. As vencedoras serão homenageadas no dia 15 de outubro durante o simpósio sobre o combate à desigualdade na ciência, que fará parte do 43ª Reunião Anual da SBQ.

Engenheira química da Petrobras na área de petróleo, Sonia Maria Cabral de Menezes conquistou o prêmio de liderança na indústria. Esta premiação reconhece a química industrial cujas pesquisas e inovações criativas levaram a descobertas que contribuíram para o sucesso comercial e o bem da comunidade e da sociedade. Seu trabalho envolve áreas de refino, biotecnologia e meio-ambiente, com destaque em espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) no Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES).

"É uma honra receber um prêmio que reconhece a contribuição das mulheres brasileiras na química como este concedido pela ACS/SBQ. Ele só engrandece e estimula o trabalho destas cientistas que, além de cumprirem com suas outras funções como mulheres, vêm desempenhando papel relevante para colocar a química e a ciência brasileiras em patamares internacionais", afirma a engenheira química da Petrobras.

A pesquisadora foi responsável pela implantação da RMN no estado sólido no país, na década de 1980, tornando-se referência na área, incluindo a capacitação de pesquisadores em universidades, onde a técnica passou a ser amplamente utilizada.

As outras ganhadoras são as professoras associadas em química Ana Flávia Nogueira, da Unicamp (SP), na categoria liderança na academia, e Paola de Azevedo Mello, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), na categoria líder emergente.

Momento histórico para as mulheres na ciência

Este prêmio internacional coincide com um momento histórico para as mulheres na ciência. Pela primeira vez, duas pesquisadoras dividiram o Nobel de Química, anunciado nesta quarta-feira (7/10): a francesa Emmanuelle Charpenter e a americana Jennifer A. Doudna, premiadas por trabalho revolucionário na área de edição genética.

"Por meio de nossa colaboração com a Sociedade Brasileira de Química e outras organizações de apoio, pudemos identificar três mulheres notáveis que estão trabalhando para o avanço das ciências químicas no Brasil", afirma Bibiana Campos-Seijo, editora-chefe do periódico de notícias semanais da ACS Chemical & Engineering News (C&EN) e vice-presidente do C&EN Media Group. "Vamos comemorar o talento dessas pesquisadoras e suas contribuições em um evento que reunirá grandes cientistas para desenvolver ações para criar um ambiente mais diverso e inclusivo para todos, num momento excepcional, onde as mulheres estão assumindo posições de liderança, como reconhecido pelo Nobel de Química deste ano", diz a editora.

Este é o terceiro ano que o prêmio é oferecido. Pela conquista, as vencedoras receberão o equivalente a US$ 2.000 (cerca de R$ 11 mil) cada uma, além de assinatura do CAS SciFinder e associação ACS por três anos, mais o certificado da premiação.

Inovação e inspiração

A cerimônia virtual do próximo dia 15 contará com a participação da Dra. Alexa Dembek, diretora de Tecnologia e Sustentabilidade da DuPont, também apoiadora da premiação. "Inovação é e sempre foi sobre pessoas e sua visão e propósito excepcionais e inspiradores. E a DuPont é uma defensora implacável da inovação, para buscarmos soluções para o nosso dia-a-dia, nossos negócios e para um planeta mais sustentável. Este prêmio trata sobre isso e ainda destaca a diversidade e o papel da mulher na ciência, com contribuições impactantes e pelo trabalho notável, com o compromisso pessoal e experiência em inovação científica, tecnologia e engenharia em seus respectivos campos", afirma a Dra. Dembek. Ela fará parte de uma discussão durante o evento sobre a diversidade, equidade e inclusão na ciência ao lado da editora Bibiana Campos-Seijo, da ACS Chemical & Engineering News, e da Dra. Denise Ferreira, diretora para o Brasil da ACS Internacional.

Sobre a ACS e seus parceiros

A American Chemical Society (ACS) é uma organização sem fins lucrativos, licenciada pelo Congresso dos EUA. A missão da ACS é promover o empreendimento químico mais amplo e seus profissionais para o benefício do planeta e de sua população. A Sociedade é líder global no fornecimento de acesso a informações e pesquisas relacionadas à química por meio de várias soluções de pesquisa, periódicos revisados por parceiros, conferências científicas, e-books e periódicos semanais de notícias sobre Química e Engenharia. Os periódicos da ACS estão entre os mais citados, mais confiáveis e mais lidos na literatura científica. Entretanto, a própria ACS não realiza pesquisas químicas. Como especialista em soluções de informação científica (incluindo SciFinder® e STN®), sua divisão CAS capacita pesquisa, descoberta e inovação global. Os escritórios principais da ACS estão em Washington, D.C. e Columbus, Ohio.



Fonte: Redação TN Petróleo, Agência Petrobras
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