Negócios

Sócio da Petrobras em etanol negocia venda

Turdus quer negociar participação na usina mineira Total.

Valor Econômico
31/08/2012 11:29
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A Turdus Participações, sócia da Petrobras Biocombustível (PBio) na usina mineira Total Agroindústria Canavieira, contratou o banco Credit Suisse para assessorá-la na venda de sua participação de 53% no negócio, segundo apurou o "Valor".
A unidade, que tem capacidade para processar 1,2 milhão de toneladas de cana por safra, está localizada em Bambuí e foi a primeira usina de etanol a ter uma participação comprada pela PBio no país. Pela fatia de 40,4%, a estatal fez um aumento de capital de R$ 150 milhões. A aquisição da Total foi anunciada no fim de 2009 e, no ano seguinte, a estatal consolidou sua posição em etanol ao anunciar as parcerias com as sucroalcooleiras Guarani e São Martinho.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a necessidade de integralizar mais capital ao negócio por causa das últimas quebras de safra e dos preços pouco remuneradores do etanol teriam desestimulado a continuidade da Turdus no negócio. Na região de Bambuí, onde fica a sede da usina, comenta-se que a empresa estaria insatisfeita com os prejuízos da operação com cana.
Mas ao "Valor", o sócio da Turdus, José Geraldo Ribeiro, negou que a empresa tenha fluxo de caixa negativo ou que a PBio esteja descumprindo com o plano de investimento já anunciado. "A relação com a PBio é excelente", garantiu.
Ele afirmou, no entanto, que foi procurado por três empresas interessadas em negociar a compra de sua participação na usina Total. Sem revelar nomes, disse que ainda não assinou nenhum acordo de confidencialidade, mas que deve fazê-lo com uma das pretendentes em breve. "Existem players interessados em ser sócios da Petrobras e a Total é uma alternativa. Fui procurado. Não foi uma iniciativa minha", esclareceu Ribeiro.
Ele reconheceu que contratou um banco de investimentos para assessorá-lo, mas não confirmou se é o Credit Suisse. Apesar de estar analisando as propostas recebidas, Ribeiro diz não enxergar ser agora um bom momento para vender sua participação. "O setor está com preços depreciados. Atualmente, o mercado fala de múltiplos de US$ 100 e US$ 110 por tonelada de capacidade instalada. Por esse valor, não tem negócio", disse.
Procurado, o Credit Suisse afirmou, por meio de sua assessoria, que não comentaria rumores de mercado. A PBio também preferiu não comentar.
Neste ano, a PBio afirmou que investirá entre 2012 e 2016 US$ 3,8 bilhões em "Biocombustíveis", US$ 300 milhões a menos do que o previsto para o período entre 2011 e 2015. A redução veio da menor demanda por investimentos em logística, uma vez que a maior parte dos aportes já foi feita em 2011. Mas a estatal avisou que cumprirá com investimentos anunciados, mas que não estão previstos novos aportes até que investir em etanol volte a ser rentável.

A Turdus Participações, sócia da Petrobras Biocombustível (PBio) na usina mineira Total Agroindústria Canavieira, contratou o banco Credit Suisse para assessorá-la na venda de sua participação de 53% no negócio, segundo apurou o "Valor".


A unidade, que tem capacidade para processar 1,2 milhão de toneladas de cana por safra, está localizada em Bambuí e foi a primeira usina de etanol a ter uma participação comprada pela PBio no país. Pela fatia de 40,4%, a estatal fez um aumento de capital de R$ 150 milhões. A aquisição da Total foi anunciada no fim de 2009 e, no ano seguinte, a estatal consolidou sua posição em etanol ao anunciar as parcerias com as sucroalcooleiras Guarani e São Martinho.


Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a necessidade de integralizar mais capital ao negócio por causa das últimas quebras de safra e dos preços pouco remuneradores do etanol teriam desestimulado a continuidade da Turdus no negócio. Na região de Bambuí, onde fica a sede da usina, comenta-se que a empresa estaria insatisfeita com os prejuízos da operação com cana.


Mas ao "Valor", o sócio da Turdus, José Geraldo Ribeiro, negou que a empresa tenha fluxo de caixa negativo ou que a PBio esteja descumprindo com o plano de investimento já anunciado. "A relação com a PBio é excelente", garantiu.


Ele afirmou, no entanto, que foi procurado por três empresas interessadas em negociar a compra de sua participação na usina Total. Sem revelar nomes, disse que ainda não assinou nenhum acordo de confidencialidade, mas que deve fazê-lo com uma das pretendentes em breve. "Existem players interessados em ser sócios da Petrobras e a Total é uma alternativa. Fui procurado. Não foi uma iniciativa minha", esclareceu Ribeiro.


Ele reconheceu que contratou um banco de investimentos para assessorá-lo, mas não confirmou se é o Credit Suisse. Apesar de estar analisando as propostas recebidas, Ribeiro diz não enxergar ser agora um bom momento para vender sua participação. "O setor está com preços depreciados. Atualmente, o mercado fala de múltiplos de US$ 100 e US$ 110 por tonelada de capacidade instalada. Por esse valor, não tem negócio", disse.


Procurado, o Credit Suisse afirmou, por meio de sua assessoria, que não comentaria rumores de mercado. A PBio também preferiu não comentar.


Neste ano, a PBio afirmou que investirá entre 2012 e 2016 US$ 3,8 bilhões em "Biocombustíveis", US$ 300 milhões a menos do que o previsto para o período entre 2011 e 2015. A redução veio da menor demanda por investimentos em logística, uma vez que a maior parte dos aportes já foi feita em 2011. Mas a estatal avisou que cumprirá com investimentos anunciados, mas que não estão previstos novos aportes até que investir em etanol volte a ser rentável.

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