Reconhecimento

Society of Petroleum Engineers premia estagiária do PEQ

Projeto é sobre um novo processo de separação por membranas.

Redação/ Ascom Coppe
09/07/2013 09:46
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Society of Petroleum Engineers premia estagiária do PEQ
Com apenas 22 anos, Aline Marques Ferreira é um orgulho do Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do Programa de Engenharia Química da Coppe (PEQ). No último dia 11 de junho, em Macaé, seu trabalho foi o terceiro colocado na categoria Alunos de Graduação no South American/Caribbean Region Paper Contest 2013, evento bienal promovido pela Society of Petroleum Engineers (SPE), uma das mais importantes instituições mundiais do setor.
Para Aline, que está no nono período do curso de Química Industrial da UFRJ, apresentar o trabalho em inglês, e responder perguntas no idioma, foi o maior desafio que enfrentou na premiação da SPE. Mas prêmios não são novidade na sua vida. Ela ficou em segundo lugar no Colóquio de Engenharia Química do PEQ em 2011, e em 2012, foi a primeira colocada no mesmo colóquio. Na Semana de Engenharia de Petróleo 2012, da Sociedade de Engenharia de Petróleo, realizada na UFRJ, Aline ficou em primeiro lugar e então surgiu o convite para se apresentar no evento da SPE.
Apesar de muito jovem, Aline tem na determinação uma de suas maiores características. Ainda no segundo semestre da faculdade, começou a procurar um estágio. Queria logo ingressar no mundo dos laboratórios com que sonhava desde os 14 anos, quando um professor despertou nela o fascínio pela química. Tentou, tentou, até que conseguiu, em agosto de 2010, ingressar como aluna de iniciação científica em um premiado projeto do Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do PEQ.
“Apesar de inexperiente, pois estava ainda no quarto período, eu queria ter uma experiência além das disciplinas da faculdade. E logo que entrei comprovei que o laboratório era realmente o que eu realmente queria para a minha vida. Fui me envolvendo e gostando cada vez mais, conta Aline, hoje estagiária no Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do Programa de Engenharia Química da Coppe.
O projeto em que Aline ingressou estuda um novo processo de separação por membranas da mistura dos gases propano e propeno, importantes materiais primas da indústria petroquímica. O trabalho estava sendo conduzido então pela doutoranda Liliane Pollo, orientada pelos professores Cláudio Habert e Cristiano Borges. Aline Interessou-se particularmente pelas nanopartículas de prata contidas nas membranas poliméricas que fazem a separação dos gases na nova tecnologia proposta no trabalho.
Com muita dedicação, Aline começou a fazer uma caracterização das nanopartículas de prata e, ao longo do tempo, foi encontrando condições ótimas de síntese delas. Suas pesquisas contribuíram para melhorar o desempenho das membranas e para o amadurecimento da tecnologia que poderá substituir as torres de destilação utilizadas hoje para fazer a separação dos gases propano e propeno.
“Aline não só é excelente pesquisadora como muito boa aluna. Desejo que ela mantenha essa vontade de descobrir e ingresse mesmo na área de pesquisa. Por toda a sua dedicação, é mais do que justo o premio que ela recebeu. Ficamos muito contentes com isso” diz o professor Cláudio Habert.
Paixão por pesquisar
Além de precoce, a vocação de Aline para a química pode parecer inesperada. Filha de pai da área de contabilidade e de uma mãe pedagoga, ela não convivia em criança com nada que lembrasse laboratórios. Na oitava série, seu interesse foi despertado por um professor, começou a estudar mais a química e se encantou: “Pensava em combinar as substâncias, fazer as reações, obter coisas novas”, lembra a simpática Aline, que hoje tem planos de fazer mestrado e continuar na área de pesquisa.
Depois de concluir o ensino médio, Aline fez o vestibular e ingressou na UFRJ com 17 anos. Hoje ela defende a importância da área que escolheu: “Todos os avanços dependem da química. O propeno, por exemplo, é essencial para as embalagens e diversos materiais do nosso dia a dia, embora nem todos saibam disso”, diz ela.
Com a segurança de quem nunca teve dúvidas em relação ao que vai fazer no futuro, Aline aconselha o estudo da química a todos os jovens. Existe, sim, um preconceito dos estudantes com a área, segundo ela, pois a crença nas dificuldades da química é grande. Mas quem apostar na química terá muito a ganhar, na opinião de Aline: “Eu acho a química um ramo maravilhoso, há muito o que fazer, várias possibilidades, e eu gosto dos desafios das inovações, é fascinante participar disso.”
Outro projeto do Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do PEQ que conta com a contribuição de Aline é o que pesquisa membranas de fibras ocas para hemodiálise. O objetivo é que as fibras substituam com vantagens as atualmente importadas e permitam a fabricação dos cartuchos de hemodiálise no País. Isso viabilizaria um maior acesso a esse tratamento, essencial para pessoas com problemas renais crônicos.
“Felizmente Aline vive numa época de maior maturidade no Brasil em relação à pesquisa, há muitas oportunidades, ela pode fazer muitas escolhas. Se o seu exemplo servir para despertar vocações em outros jovens para a engenharia química, será ótimo”, diz o professor Cláudio Habert.
Laboratório de referência no Brasil
A nova tecnologia para separação por membranas da mistura dos gases propano e propeno do Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do PEQ foi objeto de patente conjunta recente Coppe e Petrobras. A novidade já conquistou os prêmios Petrobras de Tecnologia 2007, Dow de Inovação em Sustentabilidade 2008, Abiquim de Tecnologia 2010, e o Prêmio Inventor 2011 da Petrobras. As maiores contribuições da nova tecnologia são a redução de custos do processo e a diminuição de danos ao ambiente.
Hoje, o laboratório está trabalhando na mudança da escala de fabricação das membranas, pois a ideia é testar a tecnologia com um módulo piloto, processando correntes petroquímicas da refinaria Duque de Caxias. Segundo o professor Habert, a técnica desenvolvida no PEQ de gerar nanoparticulas de prata dispersas na membrana polimérica enquanto esta é fabricada é inédito. “O processo de separação que propomos, com as chamadas membranas de transporte facilitado, tem potencial de aplicação a outro sistemas de importância estratégicas nas áreas petroquímicas, da saúde e de energia. É uma demonstração do poder de inovação que tem a nanotecnologia, criando novos materiais funcionais ”, diz o professor.
Muitas destas novidades serão objeto de divulgação e discussão no Simpam 2013, evento internacional que o laboratório organizará entre 29 de julho de 13 e 2 de agosto, no Centro de Convenções do Cenpes/Petrobras. A programação do evento, que reserva incentivo especial à participação de estudantes, pode ser conferida no site

Com apenas 22 anos, Aline Marques Ferreira é um orgulho do Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do Programa de Engenharia Química da Coppe (PEQ). No último dia 11 de junho, em Macaé, seu trabalho foi o terceiro colocado na categoria Alunos de Graduação no South American/Caribbean Region Paper Contest 2013, evento bienal promovido pela Society of Petroleum Engineers (SPE), uma das mais importantes instituições mundiais do setor.

 

Para Aline, que está no nono período do curso de Química Industrial da UFRJ, apresentar o trabalho em inglês, e responder perguntas no idioma, foi o maior desafio que enfrentou na premiação da SPE. Mas prêmios não são novidade na sua vida. Ela ficou em segundo lugar no Colóquio de Engenharia Química do PEQ em 2011, e em 2012, foi a primeira colocada no mesmo colóquio. Na Semana de Engenharia de Petróleo 2012, da Sociedade de Engenharia de Petróleo, realizada na UFRJ, Aline ficou em primeiro lugar e então surgiu o convite para se apresentar no evento da SPE.

 

Apesar de muito jovem, Aline tem na determinação uma de suas maiores características. Ainda no segundo semestre da faculdade, começou a procurar um estágio. Queria logo ingressar no mundo dos laboratórios com que sonhava desde os 14 anos, quando um professor despertou nela o fascínio pela química. Tentou, tentou, até que conseguiu, em agosto de 2010, ingressar como aluna de iniciação científica em um premiado projeto do Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do PEQ.

 

“Apesar de inexperiente, pois estava ainda no quarto período, eu queria ter uma experiência além das disciplinas da faculdade. E logo que entrei comprovei que o laboratório era realmente o que eu realmente queria para a minha vida. Fui me envolvendo e gostando cada vez mais, conta Aline, hoje estagiária no Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do Programa de Engenharia Química da Coppe.

 

O projeto em que Aline ingressou estuda um novo processo de separação por membranas da mistura dos gases propano e propeno, importantes materiais primas da indústria petroquímica. O trabalho estava sendo conduzido então pela doutoranda Liliane Pollo, orientada pelos professores Cláudio Habert e Cristiano Borges. Aline interessou-se particularmente pelas nanopartículas de prata contidas nas membranas poliméricas que fazem a separação dos gases na nova tecnologia proposta no trabalho.

 

Com muita dedicação, Aline começou a fazer uma caracterização das nanopartículas de prata e, ao longo do tempo, foi encontrando condições ótimas de síntese delas. Suas pesquisas contribuíram para melhorar o desempenho das membranas e para o amadurecimento da tecnologia que poderá substituir as torres de destilação utilizadas hoje para fazer a separação dos gases propano e propeno.

 

“Aline não só é excelente pesquisadora como muito boa aluna. Desejo que ela mantenha essa vontade de descobrir e ingresse mesmo na área de pesquisa. Por toda a sua dedicação, é mais do que justo o premio que ela recebeu. Ficamos muito contentes com isso” diz o professor Cláudio Habert.

 

Paixão por pesquisar

 

Além de precoce, a vocação de Aline para a química pode parecer inesperada. Filha de pai da área de contabilidade e de uma mãe pedagoga, ela não convivia em criança com nada que lembrasse laboratórios. Na oitava série, seu interesse foi despertado por um professor, começou a estudar mais a química e se encantou: “Pensava em combinar as substâncias, fazer as reações, obter coisas novas”, lembra a simpática Aline, que hoje tem planos de fazer mestrado e continuar na área de pesquisa.

 

Depois de concluir o ensino médio, Aline fez o vestibular e ingressou na UFRJ com 17 anos. Hoje ela defende a importância da área que escolheu: “Todos os avanços dependem da química. O propeno, por exemplo, é essencial para as embalagens e diversos materiais do nosso dia a dia, embora nem todos saibam disso”, diz ela.

 

Com a segurança de quem nunca teve dúvidas em relação ao que vai fazer no futuro, Aline aconselha o estudo da química a todos os jovens. Existe, sim, um preconceito dos estudantes com a área, segundo ela, pois a crença nas dificuldades da química é grande. Mas quem apostar na química terá muito a ganhar, na opinião de Aline: “Eu acho a química um ramo maravilhoso, há muito o que fazer, várias possibilidades, e eu gosto dos desafios das inovações, é fascinante participar disso.”

 

Outro projeto do Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do PEQ que conta com a contribuição de Aline é o que pesquisa membranas de fibras ocas para hemodiálise. O objetivo é que as fibras substituam com vantagens as atualmente importadas e permitam a fabricação dos cartuchos de hemodiálise no País. Isso viabilizaria um maior acesso a esse tratamento, essencial para pessoas com problemas renais crônicos.

 

“Felizmente Aline vive numa época de maior maturidade no Brasil em relação à pesquisa, há muitas oportunidades, ela pode fazer muitas escolhas. Se o seu exemplo servir para despertar vocações em outros jovens para a engenharia química, será ótimo”, diz o professor Cláudio Habert.

 

Laboratório de referência no Brasil

 

A nova tecnologia para separação por membranas da mistura dos gases propano e propeno do Laboratório de Processos de Separação por Membranas e Polímeros do PEQ foi objeto de patente conjunta recente Coppe e Petrobras. A novidade já conquistou os prêmios Petrobras de Tecnologia 2007, Dow de Inovação em Sustentabilidade 2008, Abiquim de Tecnologia 2010, e o Prêmio Inventor 2011 da Petrobras. As maiores contribuições da nova tecnologia são a redução de custos do processo e a diminuição de danos ao ambiente.

 

Hoje, o laboratório está trabalhando na mudança da escala de fabricação das membranas, pois a ideia é testar a tecnologia com um módulo piloto, processando correntes petroquímicas da refinaria Duque de Caxias. Segundo o professor Habert, a técnica desenvolvida no PEQ de gerar nanoparticulas de prata dispersas na membrana polimérica enquanto esta é fabricada é inédito. “O processo de separação que propomos, com as chamadas membranas de transporte facilitado, tem potencial de aplicação a outro sistemas de importância estratégicas nas áreas petroquímicas, da saúde e de energia. É uma demonstração do poder de inovação que tem a nanotecnologia, criando novos materiais funcionais ”, diz o professor.

 

Muitas destas novidades serão objeto de divulgação e discussão no Simpam 2013, evento internacional que o laboratório organizará entre 29 de julho de 13 e 2 de agosto, no Centro de Convenções do Cenpes/Petrobras. A programação do evento, que reserva incentivo especial à participação de estudantes, pode ser conferida no site

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