Campo de Libra

Sociedade civil apresenta sugestões e críticas à primeira licitação do pré-sal

Audiência Pública aconteceu ontem no RJ.

Agência Brasil
07/08/2013 10:18
Visualizações: 414

 

Representantes da sociedade civil participaram ontem (6) da audiência pública das minutas do edital e dos contratos da primeira licitação de partilha e produção do pré-sal na área de Libra, na Bacia de Santos. Seis pessoas apresentaram sugestões e críticas ao processo adotado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para o presidente da audiência e diretor da ANP, Helder Queiroz, as participações são importantes, porque apresentam observações necessárias ao trabalho da agência. “Se a gente ficar ali na Rio Branco 65 [endereço da ANP, no centro do Rio] só fazendo contratos, tende a fazer alguma coisa distante da realidade. Por isso, as observações são importantes”, disse.
O secretário executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Antônio Guimarães, disse que a correção monetária e o custo do óleo no contrato de partilha precisam ser mudados e, para ele, representam uma preocupação da indústria. “As contribuições do IBP foram no sentido de melhoria. Para aumentar a atratividade e diminuir os riscos para melhorar os termos do contrato. Isso não impede a licitação”, disse à 'Agência Brasil'.
O diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro), Francisco Soriano, criticou a licitação da área de Libra e perguntou porque o processo vem se desenvolvendo com pressa. “ Já somos autosuficientes em petróleo, então porque pressa na exploração?”, questionou.
Queiroz explicou que, em geral, leva dez anos do processo de descoberta até que comece a produção em quantidade suficiente de rentabilidade das áreas no setor de petróleo. “A história do pré-sal começa lá em 2000. Na segunda rodada, o bloco de Tupi foi ofertado. Esse bloco foi arrematado por um consórcio e isso traduz a possibilidade de empresas ampliarem os raios de ação dos seus investimentos exploratórios”, disse, explicando que as decisões tomadas hoje repercutem em um horizonte largo “O ciclo de investimentos é longo e envolve riscos”.
A presidente da Federação de Mulheres Fluminenses, Conceição Aparecida, disse que o contrato está mais para concessão do que para partilha. “Não é verdade há dispositivos bem diferentes. É uma licitação muito distinta, no meu modo de ver, de um contrato de concessão”, explicou o diretor da ANP.
Conceição Aparecida pediu ainda a interrupção do processo. “Não há possibilidade de adiamento na data do leilão marcado para o dia 21 de outubro”, garantiu o diretor da ANP em entrevista após a audiência.
Fernando Siqueira, ex-técnico da Petrobras, disse que existem transgressões à lei. “Isso é desafiar a tolerância dos brasileiros ou é provocá-los a ir para as ruas protestar”, disse. Queiroz respondeu que as regras, que envolvem prazos, eficiência econômica e avaliação do petróleo e gás natural, consideram a importância de tratar das questões dentro da legislação. “Se a gente não fizesse isso o governo sairia perdendo”, esclareceu.
O diretor informou que até o final do mês a ANP vai publicar o edital final depois das análises das sugestões, algumas envolvem não só a agência, como também os ministérios de Minas e Energia e da Fazenda. “Tenderia dizer que a gente acertou entre atratividade para as empresas e rentabilidade para o governo. Agora a gente vai ter que calibrar os últimos dispositivos para que se mantenha esse princípio básico que sempre nos norteou”, avaliou.

Representantes da sociedade civil participaram ontem (6) da audiência pública das minutas do edital e dos contratos da primeira licitação de partilha e produção do pré-sal na área de Libra, na Bacia de Santos. Seis pessoas apresentaram sugestões e críticas ao processo adotado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


Para o presidente da audiência e diretor da ANP, Helder Queiroz, as participações são importantes, porque apresentam observações necessárias ao trabalho da agência. “Se a gente ficar ali na Rio Branco 65 [endereço da ANP, no centro do Rio] só fazendo contratos, tende a fazer alguma coisa distante da realidade. Por isso, as observações são importantes”, disse.


O secretário executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Antônio Guimarães, disse que a correção monetária e o custo do óleo no contrato de partilha precisam ser mudados e, para ele, representam uma preocupação da indústria. “As contribuições do IBP foram no sentido de melhoria. Para aumentar a atratividade e diminuir os riscos para melhorar os termos do contrato. Isso não impede a licitação”, disse à 'Agência Brasil'.


O diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro), Francisco Soriano, criticou a licitação da área de Libra e perguntou porque o processo vem se desenvolvendo com pressa. “ Já somos autosuficientes em petróleo, então porque pressa na exploração?”, questionou.


Queiroz explicou que, em geral, leva dez anos do processo de descoberta até que comece a produção em quantidade suficiente de rentabilidade das áreas no setor de petróleo. “A história do pré-sal começa lá em 2000. Na segunda rodada, o bloco de Tupi foi ofertado. Esse bloco foi arrematado por um consórcio e isso traduz a possibilidade de empresas ampliarem os raios de ação dos seus investimentos exploratórios”, disse, explicando que as decisões tomadas hoje repercutem em um horizonte largo “O ciclo de investimentos é longo e envolve riscos”.


A presidente da Federação de Mulheres Fluminenses, Conceição Aparecida, disse que o contrato está mais para concessão do que para partilha. “Não é verdade há dispositivos bem diferentes. É uma licitação muito distinta, no meu modo de ver, de um contrato de concessão”, explicou o diretor da ANP.


Conceição Aparecida pediu ainda a interrupção do processo. “Não há possibilidade de adiamento na data do leilão marcado para o dia 21 de outubro”, garantiu o diretor da ANP em entrevista após a audiência.


Fernando Siqueira, ex-técnico da Petrobras, disse que existem transgressões à lei. “Isso é desafiar a tolerância dos brasileiros ou é provocá-los a ir para as ruas protestar”, disse. Queiroz respondeu que as regras, que envolvem prazos, eficiência econômica e avaliação do petróleo e gás natural, consideram a importância de tratar das questões dentro da legislação. “Se a gente não fizesse isso o governo sairia perdendo”, esclareceu.


O diretor informou que até o final do mês a ANP vai publicar o edital final depois das análises das sugestões, algumas envolvem não só a agência, como também os ministérios de Minas e Energia e da Fazenda. “Tenderia dizer que a gente acertou entre atratividade para as empresas e rentabilidade para o governo. Agora a gente vai ter que calibrar os últimos dispositivos para que se mantenha esse princípio básico que sempre nos norteou”, avaliou.

 

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