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Fiesp

Skaf diz que é preciso acelerar as concessões de obras de infraestrutura e estimular as exportações

08/06/2016 | 15h20

Em reunião nesta quarta-feira (8/6) em Brasília com o presidente interino Michel Temer e integrantes da equipe econômica do governo, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, listou cinco pontos que devem ser resolvidos no curto prazo para permitir a retomada da confiança e a recuperação do crescimento do país.

Os pontos são o não aumento de impostos, a redução dos juros, o destravamento do crédito, o desengessamento dos investimentos em infraestrutura e o estímulo à exportação.

Skaf lembrou que há muitos outros pontos importantes a atacar no Brasil, mas essas cinco medidas são emergenciais, para a recuperação da confiança, necessária para destravar o investimento. “Com investimento, com o consumo, a roda da economia anda”, afirmou Skaf.

Essa retomada do crescimento, lembrou o presidente da Fiesp e do Ciesp, começaria a resolver os problemas de todo mundo. “O senhor pode estar certo, presidente, que no momento em que a confiança for retomada, da nossa parte, vamos acelerar ao máximo os investimentos”, afirmou Skaf. “Vamos fazer com que o Brasil saia deste círculo vicioso de não ter investimento, não ter consumo, não ter emprego, para um círculo virtuoso de investimento, consumo, emprego, geração de riqueza, empreendedorismo, tudo aquilo que forma uma nação.”

Ao iniciar seu discurso, Skaf listou os vários setores participantes da reunião. Ressaltou que os cerca de 200 presentes representam 20.000 entidades, responsáveis por milhões de empresas e bilhões de reais em impostos arrecadados, bilhões de dólares em exportações. “Representam as riquezas do Brasil e os milhões de guerreiras e guerreiros que vão para o trabalho todos os dias”, afirmou.

“Todos aqui temos um sonho comum”, disse Skaf, dirigindo-se a Temer. “Todos nós sonhamos com o bem do Brasil. E para o bem do Brasil, há necessidade da retomada do crescimento. Se o governo precisa de mais arrecadação, a solução é o crescimento.” Cada ponto de crescimento do PIB faz aumentar em 1,5 ponto a arrecadação, lembrou.

Com o desemprego atingindo quase 12 milhões de pessoas, disse Skaf, é preciso inverter a situação, gerando empregos, dando oportunidades, tendo empreendedorismo. Para isso é preciso ter crescimento. “Para ter empresas fortalecidas, em todas as áreas, precisamos de crescimento. Também para ter um estado de espírito elevado, um bom astral, uma boa vibração no país, precisamos de crescimento.” Isso, lembrou, é “o estímulo para todos, é a oportunidade para as pessoas, o que faz bem para o povo, para todo mundo”. Para isso, ressaltou, é preciso que haja a retomada da confiança. “Viemos aqui para dizer que estamos todos à disposição para trabalhar noite e dia, sábados, domingos e feriados, para a retomada do crescimento do Brasil”, disse Skaf, sob fortes aplausos.

Para o ressurgimento da confiança, é preciso separar a crise política da econômica. “A crise política fica com o meio político”, afirmou Skaf. “Os atores da economia, os trabalhadores brasileiros, as empresas brasileiras, 200 milhões de habitantes do Brasil, não têm nada a ver com a crise política”, disse. “É necessário ter trilhos separados, com a crise política seguindo seu caminho até que se resolva. E a economia precisa ter trilhos desimpedidos, sem obstáculos, para que se retome a geração de riquezas no Brasil.”

Para tornar isso possível, e para o bem do Brasil, há coisas que precisam acontecer no curto prazo, declarou Skaf. “São possíveis, não dependem de aprovações, dependem de decisões.” A primeira diz respeito à carga tributária, “que é altíssima”, com arrecadação de R$ 2 trilhões por ano. “Não adianta pensar em aumentar impostos. É necessário que os impostos não sejam aumentados. É necessário cortar gastos, desperdícios, reduzindo custos, aumentando a arrecadação com eficiência, melhor gestão, busca de passivos”, explicou. Há muitos caminhos para reduzir despesas e aumentar receitas, seguindo o exemplo das empresas e das famílias. Outro ponto citado por Skaf é a redução dos juros. “É um absurdo a taxa Selic estar em 14%, e o governo gastar mais que 500 bilhões em pagamento de juros. É muito dinheiro para um país que tem tantas necessidades em todas as áreas.” O presidente das entidades industriais paulistas defendeu a redução dos juros para estimular a economia e diminuir fortemente a maior despesa que o governo tem, que é o pagamento do serviço da dívida.

O terceiro ponto é o crédito. “É preciso irrigar a economia com crédito.”

No quarto ponto defendido por Skaf e pelos empresários presentes, estão as concessões, de rodovias e ferrovias, de energia, portos e aeroportos, “para criar a infraestrutura que o país precisa e gerar muitos empregos e movimentar a economia”. Segundo Skaf, “há muitas coisas dessas maduras, que dependem apenas de uma empurrada final para virar realidade”. Para isso se efetivar, é preciso dar segurança de retorno, de regras, para que os investimentos deslanchem. Skaf lembrou que há muito dinheiro disponível no mundo, o que evita que seja preciso reservar recursos no orçamento público para as obras. Podem vir para o Brasil de R$ 200 bilhões a R$ 300 bilhões para concessões e PPPs (parcerias público-privadas).

Estímulo à exportação é o quinto ponto para ajudar na retomada da confiança. Com o nível cambial atual, somado a crédito para a exportações, seria possível alavancar as vendas externas, defendeu Skaf.



Fonte: Agência Indusnet Fiesp/Redação
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