América do Sul

Shengli atrasa assinatura de contratos com YPFB a espera da nova lei

BNamericas
10/01/2005 00:00
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A petroleira chinesa Shengli Oilfield International Exploit atrasou a assinatura de contratos com a petroleira estatal boliviana - YPFB - até que entre em vigor a nova lei de hidrocarbonetos, o que se espera que aconteça em janeiro, disse um ejecutivo da Shengli à BNamericas, na sexta-feira (10/01).
A empresa asiática tinha planejado assinar cerca de sete contratos com a YPBF em dezembro de 2004, mas atrasou os planos à espera da aprovação da nova lei.
"Já temos quase um mês de atraso devido à falta de uma lei de hidrocarbonetos e ainda estamos esperando a nova lei", indicou uma fonte.
"Por exemplo, os contratos de exploração e produção teriam que basear-se em certos artigos da  nova lei", completou o executivo.
Se a lei for aprovada em janeiro, como a Shengli espera, os contratos com a YPBF poderiam ser assinados no final de fevereiro, afirmou.
O Congresso boliviano começou a aprovar alguns artigos do projeto em dezembro, mas os mais controvertidos, como o que tem relação com a alta dos impostos e royalties sobre a produção de hidrocarbonetos até 50% e que obriga as empresas com contratos em curso a aceitar as novas condições, foram transferidos para este mês.
As empresas estrangeiras estão preocupadas pela falta de segurança legal na Bolívia e pelas condições da nova lei, que outorgaria ao Governo Federal soberania sobre os hidrocarbonetos na boca do poço. Como resultado, algumas companhias atrasaram o anúncio de seus investimentos até que se aprove a lei.
Mas o atraso não mudou os planos da Shengli de investir pelo menos US$ 1,5 bilhão no setor de hidrocartonetos do país, indicou a fonte, que agregou: "Shenli não reduziu seu interesse na Bolívia, mas por respeito ao país estamos esperando a aprovação da lei".
"A política da Shenli, desde que chegou à Bolívia, tem sido a de respeitar o processo do Congresso boliviano e respeitaremos tudo o que a nova lei diga", informou o executivo.
Entretanto, engenheiros de Shengli seguem trabalhando em estudos técnicos para os contratos. Ainda que muitos deles tenham voltado à China de férias para o Ano Novo, a Shengli abriu um escritório e ficará na Bolívia por um longo tempo, disse a fonte.
Os contratos contemplam pelo menos uma planta termelétrica de 1.500 MW próximo a Villamontes, na fronteira com Argentina, uma planta de polietileno de 600 mil toneladas por ano, duas refinarias (cujo tamanho continua em estudos), a instalação de 40 mil equipamentos de conversão de veículos e 250 mil conexões de gás residencial, além de duplicar a 80 as estações de serviços da YPFB.
Shengli e YPFB também assinaram contratos de exploração e produção para cerca de dez blocos situados nas zonas de Chaco e Chapare na Bolívia, e também, no norte do país, para a construção de um duto desde os poços até a planta petroquímica.
A empresa asiática assinou uma aliança estratégica preliminar com a YPFB em setembro de 2004 e o banco nacional chinês outorgou à YPFB uma garantia de US$ 15 milhões pelos planos de investimento da Shengli.

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