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Energia Elétrica

Setor retoma lobby pela construção de mega-hidrelétricas

18/10/2010 | 09h26
Representantes do setor elétrico estão dispostos a lançar nova ofensiva contra a posição do setor ambiental de impor hidrelétricas com pequena capacidade instalada e com baixo poder de armazenar água. Eles querem a volta das mega-hidrelétricas.


O assunto esquentou no Enase 2010 (7º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico), no Rio. O encontro reuniu o alto comando privado do setor elétrico.


O argumento agora é a segurança do sistema elétrico. Os últimos projetos só foram licenciados com a condição de reduzi-los como usinas a fio d'água, nas quais só é possível aproveitar o fluxo do rio, com pouco ou nenhum armazenamento de água.


Projetos como Santo Antônio, Jirau e Belo Monte são os exemplos mais recentes dessa adaptação das usinas ao novo modelo, predominante a partir dos anos 1990, e que obriga o setor a enfrentar a perda de energia nos projetos, que só poderão gerar em tempos de chuva.


"No pico, Belo Monte poderá receber vazão de 24 mil metros cúbicos por segundo. No período seco, a vazão cairá a mil metros cúbicos por segundo", diz Nivalde de Castro, coordenador do Gesel (Grupo de Estudos do Setor Elétrico) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
 
 
Segundo ele, "a demanda por energia vai crescer, mas a capacidade de reserva, não".


De acordo com dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), os projetos vão ampliar em 11% a capacidade de armazenamento de energia até 2019, mas a carga necessária para abastecer o Sistema Interligado Nacional crescerá 53%.


Reduzir os reservatórios significa diminuir a capacidade instalada de uma fonte que poderia armazenar energia para períodos secos. O setor elétrico acha que a imposição dos ambientalistas, como condição para licenciar projetos, começa a expor o país a um risco elevado. Sem os reservatórios para armazenar água nos períodos de cheia, cresce a dependência nacional da geração de energia de outras fontes em tempos de chuva escassa.


As fontes alternativas (como biomassa, solar e eólica) são opções positivas do ponto de vista ambiental. Mas o país poderá ter de acionar outra fonte, de custo elevado e nociva para o ambiente: as termelétricas a gás natural ou até a óleo combustível.


Fonte: Folha de S.Paulo
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