Petroquímica

Setor precisa de US$ 90 bi até 2020

O setor petroquímico precisa investir US$ 90 bilhões só para acompanhar a economia brasileira até 2020. A avaliação é do vice-presidente da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e presidente da Rhodia America Latina, Marco De Marchi, que participou do seminário sobre as pe

Redação
26/05/2010 08:12
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O setor petroquímico precisa investir US$ 90 bilhões só para acompanhar a economia brasileira até 2020. A avaliação é do vice-presidente da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e presidente da Rhodia America Latina, Marco De Marchi, que participou do seminário sobre as perspectivas de crescimento da indústria petroquímica no Brasil, promovido ontem (25), no Rio, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Segundo o executivo, em 2008 o déficit da balança comercial do setor foi de US$ 23 bilhões. E, para zerar isso, o setor petroquímico precisa de investimentos de US$ 140 bilhões. Já, para aproveitar as oportunidades do uso de matéria prima renovável, a chamada química verde, e do pré-sal, o investimento deverá ser de US$ 160 bilhões.


“Atualmente o setor investe US$ 4 bilhões por ano, se dobrarmos o ritmo de investimentos, ainda assim manteremos o déficit. Teremos que triplicar o ritmo para não sermos mais deficitários. Para a indústria brasielira capturar o crescimento de consumo desta década, serãonecessários investimentos expressivos” afirmou.
 
 
O vice-presidente da Abiquim, disse também que a indústria química não utiliza mais gás natural como matéria prima por conta dos altos preços do insumo e da falta de garantia de fornecimento. De acordo com ele, o gás corresponde a apenas 4,4% da matéria prima utilizada pela indústria química e poderia dobrar sua participação até 2013, caso se adote uma política de precificação do insumo como matéria prima.


“Hoje nós pagamos pelo gás o triplo do que é cobrado nos EUA, cerca de US$ 11 MBTU. Poderíamos utilizar mais gás e diminuir a importação de nafta que chegou a 30% em 2008” concluiu De Marchi.


Segundo De Marchi, a indústria química precisa de inovação não só no desenvolvimento tecnológico, mas na formação de pessoas também. O executivo indica ainda que a indústria tem que aproveitar as enormes fontes renováveis disponíveis também. De acordo com ele, o Brasil tem que juntar a sustentablidade com o enorme potencial agrícola do país.


De Marchi finalizou ainda indicando os principais fatores que afetam a competitividade e limitam investimentos da indústria química: matérias-primas – competitivas em preço, disponibilidade de volume e prazo nos contratos; tributos – solução das distorções do sistema, desoneração da cadeia, isonomia tributária com sucedâneos e defesa contra concorrência desleal; infra-estrutura logística – distribuição de gás, portos, rodovias e outras soluções modais; inovação e tecnologia – apoio decisivo do Estado ao desenvolvimento tecnológico; e crédito – acesso ao crédito para fortalecimento da cadeia, financiamento a exportação, inovação e tecnologia.


Projeções da Abiquim:


Total de investimentos em produtos químicos de uso industrial (2009-2014) - U$ 26,2 bi, sendo: US$ 11,0 bilhões referentes a projetos já aprovados e que se encontram em andamento; US$ 11,9 bilhões de projetos ainda em estudo; e US$ 3,3 bilhões de projetos diversos em manutenção, melhorias de processo, segurança, meio ambiente e troca de equipamentos.
 
 
Consumo doméstico de produtos químicos no Brasil até 2020 - U$260 bi
 
 
Total de investimentos na indústria química (2010-2020) - US$167 bi
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