Estudo

Setor naval cresce 19,5% ao ano

Investimentos atingem cerca de R$ 149,5 bilhões.

Revista TN Petróleo, redação com assessoria
01/07/2014 17:05
Setor naval cresce 19,5% ao ano Imagem: Divulgação Visualizações: 2155

 

Segundo dados de um estudo do Institudo de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a indústria naval brasileira cresce 19,5% ao ano desde 2000 e os investimentos no setor já atingem cerca de R$ 149,5 bilhões. O estudo foi comandado pelo coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos Neto, e pelo técnico de Planejamento e Pesquisa, Fabiano Pompermayer, e deu origem ao livro “Ressurgimento da Indústria Naval no Brasil - 2000-2013”. A publicação será lançada na Marintec South America - 11ª Navalshore, principal evento do setor, que ocorre de 12 a 14 de agosto, no Rio de Janeiro.
Abordando visões econômicas, políticas, institucionais e um panorama histórico da retomada da indústria naval, a publicação traça um perfil dos principais players mundiais, traz comparações entre Coréia do Sul, China e Brasil quanto à incidência tributária, além de destacar a competitividade nacional.
Evolução
Desde os anos 2000, as encomendas da Petrobras, que gradativamente priorizaram o conteúdo local, impactaram o setor e atraíram investimentos. “Na época tínhamos 1.900 empregados no setor naval e, hoje, caminhamos para 70 mil trabalhadores. Esse crescimento já demonstra a importância que a indústria naval e offshore passou a ter no mercado nacional”, destaca Neto, que ainda aponta que este ressurgimento da se deu graças à estímulos vinculados à expansão do setor de petróleo e gás e ao início da exploração do pré-sal, que aumentou a demanda e multiplicou estaleiros, em sua maioria especializados em embarcações de apoio às plataformas.
De acordo com Carlos Campos Neto, os próximos 30 anos são promissores. “Ainda há muito pré-sal a ser descoberto e petróleo a ser explorado em águas profundas do nosso nordeste. Com as encomendas já colocadas até 2020, os investimentos no setor devem ultrapassar os R$ 200 bilhões”, prevê.
Apesar das expectativas, é preciso ter cautela segundo Neto. “No caso da retirada das políticas de apoio do Governo, o que vai acontecer com a indústria naval? Conseguiremos competir com o mercado internacional? As portas de saída precisam estar sinalizadas para que não sejam repetidos os mesmos erros do passado e o futuro seja ainda mais promissor”, finaliza.
O pesquisador Carlos Campos Neto participa das conferências da Marintec South America - 11ª Navalshore no dia 14 de agosto. Em painel que debate a Infraestrutura Brasileira, Campos Neto apontará os fatores do ressurgimento da indústria naval brasileira e analisará o setor de navipeças no Brasil, a incidência tributária no setor naval e as expectativas de mercado.

Segundo dados de um estudo do Institudo de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a indústria naval brasileira cresce 19,5% ao ano desde 2000 e os investimentos no setor já atingem cerca de R$ 149,5 bilhões. O estudo foi comandado pelo coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos Neto, e pelo técnico de Planejamento e Pesquisa, Fabiano Pompermayer, e deu origem ao livro “Ressurgimento da Indústria Naval no Brasil - 2000-2013”. A publicação será lançada na Marintec South America - 11ª Navalshore, principal evento do setor, que ocorre de 12 a 14 de agosto, no Rio de Janeiro.

Abordando visões econômicas, políticas, institucionais e um panorama histórico da retomada da indústria naval, a publicação traça um perfil dos principais players mundiais, traz comparações entre Coréia do Sul, China e Brasil quanto à incidência tributária, além de destacar a competitividade nacional.


Evolução

Desde os anos 2000, as encomendas da Petrobras, que gradativamente priorizaram o conteúdo local, impactaram o setor e atraíram investimentos. “Na época tínhamos 1.900 empregados no setor naval e, hoje, caminhamos para 70 mil trabalhadores. Esse crescimento já demonstra a importância que a indústria naval e offshore passou a ter no mercado nacional”, destaca Neto, que ainda aponta que este ressurgimento da se deu graças à estímulos vinculados à expansão do setor de petróleo e gás e ao início da exploração do pré-sal, que aumentou a demanda e multiplicou estaleiros, em sua maioria especializados em embarcações de apoio às plataformas.

De acordo com Carlos Campos Neto, os próximos 30 anos são promissores. “Ainda há muito pré-sal a ser descoberto e petróleo a ser explorado em águas profundas do nosso nordeste. Com as encomendas já colocadas até 2020, os investimentos no setor devem ultrapassar os R$ 200 bilhões”, prevê.

Apesar das expectativas, é preciso ter cautela segundo Neto. “No caso da retirada das políticas de apoio do Governo, o que vai acontecer com a indústria naval? Conseguiremos competir com o mercado internacional? As portas de saída precisam estar sinalizadas para que não sejam repetidos os mesmos erros do passado e o futuro seja ainda mais promissor”, finaliza.

O pesquisador Carlos Campos Neto participa das conferências da Marintec South America - 11ª Navalshore no dia 14 de agosto. Em painel que debate a Infraestrutura Brasileira, Campos Neto apontará os fatores do ressurgimento da indústria naval brasileira e analisará o setor de navipeças no Brasil, a incidência tributária no setor naval e as expectativas de mercado.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Oferta Permanente de Concessão (OPC): edital com inclusã...
14/04/26
Refino
Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (...
14/04/26
Cana Summit
Diesel sob pressão no campo acelera corrida por novas fo...
14/04/26
Pessoas
Eduardo Beser é o novo diretor-geral de Operações no Bra...
13/04/26
Evento
Promoção da Infis, 4º Seminário Tributação em Óleo e Gás...
13/04/26
Investimento
Camorim investe R$ 52 mi na construção de uma das maiore...
13/04/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no...
13/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste es...
10/04/26
ANP
Fiscalização: aprovada consulta pública para revisão de ...
10/04/26
ANP
Reservas provadas de petróleo no Brasil cresceram 3,84% ...
10/04/26
Bacia de Campos
Petrobras retoma 100% de participação no campo de Tartar...
10/04/26
Oportunidade
Por que formar profissionais para funções críticas se to...
09/04/26
Energias Renováveis
Crise energética global impulsiona protagonismo do Brasi...
09/04/26
Pessoas
Alcoa e Posidonia reforçam avanços na equidade de gênero...
08/04/26
Evento
Fórum nacional debate expansão do biogás e do biometano ...
08/04/26
Curso
Firjan SENAI e Foresea assinam parceria para oferecer cu...
08/04/26
Posicionamento IBP
Taxação de 12% na MP1340 gera sobreposição tributária e ...
08/04/26
iBEM26
Entrevista exclusiva: Rosatom mira o Brasil e reforça pr...
07/04/26
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
Pessoas
Angélica Laureano é a nova Diretora Executiva de Logísti...
07/04/26
Biometano
ANP credencia primeiro Agente Certificador de Origem (AC...
07/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23