Gás Natural

Senador critica participação das térmicas emergenciais no leilão de energia nova

Para o senador Rodolpho Tourinho, exploração de Mexilhão e construção do Gasene são as ações adequadas para garantir oferta de gás para termelétricas no país.


10/11/2005 00:00
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O senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), autor do projeto de lei do gás que tramita no Senado, considera que a decisão do Ministério de Minas e Energia de permitir a participação das térmicas emergenciais no leilão de energia nova é uma constatação do Governo Federal da existência de uma crise energética no país.

"Ao aceitar a oferta dos 1.064 MW médios fornecidos por estas usinas emergenciais, que funcionam a óleo combustível e a diesel, que estão amortizadas, e garantir a elas, contratos de longo prazo a partir do leilão, o Governo admite que há uma crise", conclui o Senador.

Na opinião de Tourinho, a transformação de 5 mil MW das termelétricas da Petrobras em  bicombustíveis é uma outra ação que denota a constatação de que há a possibilidade de falta de gás no Brasil no futuro.

No entanto, Tourinho critica a operacionalidade dos projetos e voltou a defender a construção do Gasene e a exploração de Mexilhão como soluções mais viáveis para garantir a oferta de gás natural no país e para as usinas térmicas.

"A paralisação na construção do Gasene é uma forma de proteger o Sudeste no caso de falta de gás. Não havendo duto, o gás fica na região Sudeste e sobra para o Nordeste as termelétricas emergenciais que são inaceitáveis do ponto de vista ambiental", analisa.

O projeto de lei do senador Tourinho está na Comissão de Constituição e Justiça, onde estão sendo analisadas as sugestões enviadas pelo Fórum dos Estados e pela Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget). A expectativa do senador é de que na próxima semana o projeto de lei seja enviado para a Comissão de Infra-estrutura ou para Comissão de Assuntos Econômicos e posteriormente para votação no Senado. 

O Senador participou do evento promovido pela Associação Internacional dos Negociadores de Petróleo, nesta quinta-feira (10/11), no Rio de Janeiro.

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