Biomassa

Selo Energia Verde: cresce o número de usinas sucroenergéticas certificadas no Centro-sul

Redação/Assessoria Unica
29/08/2016 09:32
Selo Energia Verde: cresce o número de usinas sucroenergéticas certificadas no Centro-sul Imagem: Divulgação Visualizações: 1324

Instaladas em uma região que concentra mais de 90% dos canaviais cultivados no Brasil, 55 unidades produtoras de energia elétrica limpa e renovável, gerada a partir da biomassa da cana, já receberam o Selo Energia Verde, emitido pelo Programa de Certificação de Bioeletricidade. Em 2016, estas empresas injetarão aproximadamente 10,7 TWh no Sistema Interligado Nacional (SIN), volume suficiente para atender 5,5 milhões de residências durante todo o ano, evitando a emissão de mais de quatro milhões de toneladas de CO2.

Entre as que entraram para a lista de usinas certificadas está a Santa Elisa, do Grupo Biosev, que já possuía outras três unidades (Passa Tempo, Rio Brilhante e Lagoa da Prata) validadas. A cerimônia de entrega do Selo Energia Verde ocorreu na abertura do VI Seminário CEISE Br/UNICA sobre Bioeletricidade, evento organizado nesta semana (24/08), e que reuniu diversos especialistas do mercado elétrico durante a Fenasucro & Agrocana 2016, a maior feira do segmento sucroenergético mundial, realizada na cidade de Sertãozinho (SP).

Segundo o gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar Souza, o Selo incentiva a maior presença das usinas no mercado livre de energia elétrica, para onde muitos consumidores estão migrando em razão da elevação das tarifas cobradas no mercado cativo, no qual o usuário não tem flexibilidade para negociar os contratos diretamente com o fornecedor de energia. Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram que, em julho de 2016, o ambiente de contratação livre foi responsável por 27% do consumo total de eletricidade no País.

Criado em janeiro de 2015 pela UNICA em parceria com a CCEE, o Programa tem foco específico na bioeletricidade gerada a partir dos resíduos da produção agrícola canavieira. A iniciativa certifica consumidores no mercado livre que tenham pelo menos 20% da energia elétrica consumida e adquirida junto a usinas de biomassa canavieira filiadas à UNICA, em contratos de, no mínimo, seis meses de duração e totalizando 0,5 MW médio/ano, dentre outras diretrizes.

Desde dezembro passado, o Programa passou a contar com o apoio da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL), permitindo que consumidores compradores de energia por meio de comercializadores também possam obter o Selo Energia Verde, desde que este mesmo comercializador adquira bioeletricidade de uma usina sucroenergética certificada no âmbito e de acordo com as diretrizes Programa de Certificação de Bioeletricidade. A ABRACEEL tem mais de 60 empresas associadas, que representam 98% da energia transacionada no Brasil.

A concessão do Selo para os produtores de energia ocorre somente após um rígido processo de aferição, que inclui diversos critérios de sustentabilidade e requisitos de eficiência energética, além de outras exigências. Também é preciso que as unidades estejam adimplentes junto à CCEE, sejam associadas à UNICA e sigam práticas de produção sustentável do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético. O certificado é fornecido pela UNICA sem custo financeiro para os participantes do Programa de Certificação.

Para Zilmar, uma iniciativa como a do Selo Energia Verde “ajuda a indústria sucroenergética a reforçar junto à sociedade sua incrível sustentabilidade, principalmente no quesito ambiental. Representa, ao mesmo tempo, uma oportunidade para o consumidor do mercado livre de energia elétrica que, preocupado com o consumo responsável, queira contribuir para manter a nossa matriz energética mais limpa e renovável.”

Acesse aqui a lista das unidades produtoras e consumidores livres/especiais participantes do Programa de Certificação da Bioeletricidade UNICA/CCEE/ABRACEEL.

 

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