Meio Ambiente

São Vicente aguarda resultado da queima de material tóxico de Cubatão

Material está há décadas armazenado em terreno.

Agência Brasil
22/11/2012 17:18
Visualizações: 1224

 

São Vicente aguarda resultado da queima de material tóxico de Cubatão
22/11/2012 - 14h07
Meio Ambiente Nacional
Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil
Brasília – A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Vicente, no litoral paulista, pretende aguardar por um resultado positivo da queima do material contaminado por resíduos industriais tóxicos que vai ser transportado de Cubatão para Camaçari, na Bahia, antes de exigir que a empresa Rhodia dê a mesma destinação às cerca de 33 mil toneladas de material semelhante que, há décadas, estão armazenadas em um terreno vicentino, à espera de destinação adequada.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente de São Vicente, Alexandre Casasco, a existência de quatro terrenos contaminados em meio a uma região densamente habitada é, para o município, uma “ferida que uma hora vai ter que ser curada”, ainda que a multinacional mantenha hoje as áreas sob controle, de forma a não oferecerem riscos à população ou ao meio ambiente, conforme atesta a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
Como a Agência Brasil divulgou  nesta terça-feira (20), com exclusividade, o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia e a Cetesb, de São Paulo, autorizaram o envio de toneladas de material contaminado por substâncias organocloradas, armazenadas em Cubatão, para serem incineradas pela empresa de soluções ambientais Cetrel Lumina, no Polo Industrial de Camaçari, na região metropolitana de Salvador (BA). A partir da publicação da reportagem, manifestações de repúdio à operação vêm se espalhando entre cidadãos e parlamentares baianos.
A autorização já concedida pelos órgãos ambientais paulista e baiano para a Rhodia e a Cetrel Lumina se aplica exclusivamente às cerca de 5 mil toneladas de material contaminado, armazenadas no terreno de Cubatão onde, até 1993, funcionou uma das fábricas da antiga estatal francesa, que hoje pertence ao grupo belga Solvay. O Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental (Cadri) expedido pela agência da Cetesb de Cubatão em dezembro de 2011 prevê o transporte e a queima de 760 toneladas por ano de material contaminado de Cubatão para Camaçari.
Para o envio das 33 mil toneladas de lixo tóxico armazenadas em São Vicente, a Rhodia terá que obter uma outra autorização dos órgãos ambientais. Acondicionado e tratado em um terreno da área continental de São Vicente, à margem da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055), o material foi recolhido de cinco terrenos de São Vicente e de três terrenos de Itanhaém, cidade do litoral paulista a mais de 80 quilômetros da antiga fábrica de Cubatão.
Segundo o gerente da agência da Cetesb em Santos, César Valente, o armazenamento do material da Rhodia no terreno vicentino era, inicialmente, uma solução temporária, tanto que até hoje o terreno é chamado de Estação de Espera.
“[O armazenamento em um único local] Não era para ter sido perene. Aquilo era para ser apenas uma área de transferência, de onde todo o material seria levado depois. Acabou perenizado por problemas que, no passado, impediram a incineração”, disse Valente à Agência Brasil, adiantando que também pretende aguardar pelos resultados do processo de destinação do material de Cubatão, para conversar com a empresa sobre o caso de São Vicente.
“Por enquanto, não vamos provocar a empresa. Embora desejemos uma solução definitiva para o problema, ainda não me parece razoável mexer naquilo, pois os resultados [de controle ambiental] que temos obtido lá são extremamente satisfatórios, não oferecendo maiores riscos à população ou ao meio ambiente. Temos que refletir sobre qual seria o impacto de reabrir a estação onde há resíduos armazenados há mais de 20 anos”, ponderou Valente.
Procurada, a Rhodia informou à Agência Brasil que está “focada no trabalho” relacionado ao envio e à queima do material de Cubatão, conforme já autorizado, e que “eventuais operações futuras serão avaliadas no momento oportuno”. A empresa destacou ainda que todas as áreas contaminadas na Baixada Santista sob sua responsabilidade permanecerão sob controle, cercadas e monitoradas, e alvo de projetos de recuperação ambiental, que já vem sendo desenvolvidos com a aprovação dos órgãos competentes.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Vicente, no litoral paulista, pretende aguardar por um resultado positivo da queima do material contaminado por resíduos industriais tóxicos que vai ser transportado de Cubatão para Camaçari, na Bahia, antes de exigir que a empresa Rhodia dê a mesma destinação às cerca de 33 mil toneladas de material semelhante que, há décadas, estão armazenadas em um terreno vicentino, à espera de destinação adequada.


Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente de São Vicente, Alexandre Casasco, a existência de quatro terrenos contaminados em meio a uma região densamente habitada é, para o município, uma “ferida que uma hora vai ter que ser curada”, ainda que amultinacional mantenha hoje as áreas sob controle, de forma a não oferecerem riscos à população ou ao meio ambiente, conforme atesta a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

 

Como a Agência Brasil divulgou  nesta terça-feira (20), com exclusividade, o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia e a Cetesb, de São Paulo, autorizaram o envio de toneladas de material contaminado por substâncias organocloradas, armazenadas em Cubatão, para serem incineradas pela empresa de soluções ambientais Cetrel Lumina, no Polo Industrial de Camaçari, na região metropolitana de Salvador (BA). A partir da publicação da reportagem, manifestações de repúdio à operação vêm se espalhando entre cidadãos e parlamentares baianos.

 

A autorização já concedida pelos órgãos ambientais paulista e baiano para a Rhodia e a Cetrel Lumina se aplica exclusivamente às cerca de 5 mil toneladas de material contaminado, armazenadas no terreno de Cubatão onde, até 1993, funcionou uma das fábricas da antiga estatal francesa, que hoje pertence ao grupo belga Solvay. O Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental (Cadri) expedido pela agência da Cetesb de Cubatão em dezembro de 2011 prevê o transporte e a queima de 760 toneladas por ano de material contaminado de Cubatão para Camaçari.

 


Para o envio das 33 mil toneladas de lixo tóxico armazenadas em São Vicente, a Rhodia terá que obter uma outra autorização dos órgãos ambientais. Acondicionado e tratado em um terreno da área continental de São Vicente, à margem da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055), o material foi recolhido de cinco terrenos de São Vicente e de três terrenos de Itanhaém, cidade do litoral paulista a mais de 80 quilômetros da antiga fábrica de Cubatão.

 

Segundo o gerente da agência da Cetesb em Santos, César Valente, o armazenamento do material da Rhodia no terreno vicentino era, inicialmente, uma solução temporária, tanto que até hoje o terreno é chamado de Estação de Espera.


“[O armazenamento em um único local] Não era para ter sido perene. Aquilo era para ser apenas uma área de transferência, de onde todo o material seria levado depois. Acabou perenizado por problemas que, no passado, impediram a incineração”, disse Valente à Agência Brasil, adiantando que também pretende aguardar pelos resultados do processo de destinação do material de Cubatão, para conversar com a empresa sobre o caso de São Vicente.


“Por enquanto, não vamos provocar a empresa. Embora desejemos uma solução definitiva para o problema, ainda não me parece razoável mexer naquilo, pois os resultados [de controle ambiental] que temos obtido lá são extremamente satisfatórios, não oferecendo maiores riscos à população ou ao meio ambiente. Temos que refletir sobre qual seria o impacto de reabrir a estação onde há resíduos armazenados há mais de 20 anos”, ponderou Valente.


Procurada, a Rhodia informou à Agência Brasil que está “focada no trabalho” relacionado ao envio e à queima do material de Cubatão, conforme já autorizado, e que “eventuais operações futuras serão avaliadas no momento oportuno”. A empresa destacou ainda que todas as áreas contaminadas na Baixada Santista sob sua responsabilidade permanecerão sob controle, cercadas e monitoradas, e alvo de projetos de recuperação ambiental, que já vem sendo desenvolvidos com a aprovação dos órgãos competentes.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Transição Energética
Braskem avança na jornada de transição energética com in...
05/03/26
Dia Internacional da Mulher
O mar é delas: a luta feminina por protagonismo no set...
05/03/26
Energia Solar
GoodWe e RB Solar anunciam parceria estratégica para ace...
05/03/26
Gás Natural
PetroReconcavo realiza primeira importação de gás bolivi...
04/03/26
iBEM26
Inovação, ESG e Sustentabilidade
04/03/26
Pré-Sal
PPSA realiza segunda etapa do 5º Leilão Spot da União do...
04/03/26
Apoio Offshore
OceanPact e CBO anunciam combinação de negócios
04/03/26
Dia Internacional da Mulher
Em indústria dominada por homens, Foresea avança e ating...
04/03/26
Biometano
Revisão de regras de especificação e controle da qualida...
04/03/26
FEPE
INOVAR É SEMPRE PRECISO - Entrevista com Orlando Ribeir...
04/03/26
Etanol
Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit debate o futuro da p...
04/03/26
Petrobras
Caracterização geológica do Pré-Sal com projeto Libra Ro...
03/03/26
Resultado
Espírito Santo retoma patamar de produção e ABPIP aponta...
03/03/26
Parceria
Wiise e Petrobras firmam parceria para aplicar IA na seg...
03/03/26
Posicionamento IBP
Conflito no Oriente Médio
03/03/26
Economia
Firjan defende fortalecimento da credibilidade fiscal pa...
03/03/26
Dia Internacional da Mulher
Cladtek lança programas para ampliar oportunidades para ...
03/03/26
Etanol
Quedas nos preços dos etanóis ficam acima de 3% na semana
03/03/26
Pessoas
José Guilherme Nogueira assume coordenação da Comissão d...
02/03/26
Evento
ABPIP realiza 1º Workshop ABPIP + ANP 2026 sobre especif...
02/03/26
Combustível
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
02/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.