Crescimento

Santos Brasil vai elevar uso de contêiner para grãos

A fatia sairá de atuais 5% para 15%.

Valor Econômico
02/04/2014 16:04
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Santos Brasil vai elevar uso de contêiner para grãos
A Santos Brasil, líder na operação de contêineres na América do Sul, pretende triplicar a participação dos contêineres com grãos que acessam seu terminal no porto de Santos, o Tecon Santos, via ferrovia até 2016. A fatia sairá de atuais 5% para 15%. Em volumes absolutos, será um incremento de 37 mil contêineres para 195 mil contêineres.
O crescimento será via troca de modal, ou seja, o dono da carga deixará de transportar esses contêineres por rodovia, como ocorre hoje, para fazê-lo por ferrovia. Entre os principais benefícios está a redução de caminhões graneleiros nas estradas, considerados os principais causadores dos congestionamentos nos acessos ao porto.
Segundo o gerente de desenvolvimento de novos negócios da empresa, Marcelo Garcia D'Antona, ambas as ferrovias que acessam o porto de Santos, a MRS e a ALL, têm perspectiva de aumentar o carregamento de cargas do agronegócio em contêineres. "Só o açúcar produzido no Estado de São Paulo, e que cada vez mais está sendo conteinerizado, tem volume potencial de 30 mil contêineres/ano pela malha da MRS", afirma.
O superintendente do Tecon Santos, Luiz Felipe Gouvea, explica que a empresa está realizando alguns investimentos que aumentarão a capacidade de operação do modal ferroviário no terminal.
"A nós interessa muito a utilização desse modelo porque é um diferencial da nossa empresa. Entre todos os terminais de contêineres de Santos somos o único que tem acesso férreo com quatro ramais ferroviários", afirma Gouvea.
São duas as medidas principais. A primeira é a utilização do sistema de pesagem nos próprios equipamentos que deslocam o contêiner sobre a linha férrea, os chamados RTGs, o que eliminará uma etapa do processo, a pesagem na balança. O segundo ganho é a utilização de caminhões "multitrailer", adequados para serem manobrados ao longo da linha férrea e que podem transportar até quatro contêineres de 20 pés cheios. Ambas as medidas devem contribuir para aumentar o número de "janelas" em que os trens poderão operar na instalação.
A Santos Brasil vem se preparando ao longo dos últimos anos para ser mais que uma empresa especializada em operar contêineres no cais: quer ofertar serviços dentro da cadeia logística dos clientes, agregando valor ao negócio do embarcador.
Recentemente, a companhia fechou um contrato com a Basf para, entre outros, operar o terminal ferroviário que a gigante da indústria química tem em Guaratinguetá (SP). "Isso faz parte do nosso contrato, não só prestar todo o serviço de operação portuária, mas fazer a entrega da carga na porta do cliente, inclusive realizando o carregamento e o descarregamento dos trens", explica o executivo.
Atualmente a Santos Brasil aguarda decisão do governo sobre o pedido de antecipação da renovação do contrato de concessão do Tecon Santos, cuja primeira etapa termina em 2022. A empresa pretende investir mais de R$ 700 milhões na expansão da capacidade de movimentação do terminal, o maior do país. Entre as ampliações, o projeto contempla a duplicação da extensão dos ramais ferroviários, que iriam de 400 metros, cada qual, para 800 metros. Hoje as composições de trens medem entre 700 e 800 metros, por isso precisam manobrar para entrar no terminal, o que seria facilitado com a duplicação dos ramais.

A Santos Brasil, líder na operação de contêineres na América do Sul, pretende triplicar a participação dos contêineres com grãos que acessam seu terminal no porto de Santos, o Tecon Santos, via ferrovia até 2016. A fatia sairá de atuais 5% para 15%. Em volumes absolutos, será um incremento de 37 mil contêineres para 195 mil contêineres.

O crescimento será via troca de modal, ou seja, o dono da carga deixará de transportar esses contêineres por rodovia, como ocorre hoje, para fazê-lo por ferrovia. Entre os principais benefícios está a redução de caminhões graneleiros nas estradas, considerados os principais causadores dos congestionamentos nos acessos ao porto.

Segundo o gerente de desenvolvimento de novos negócios da empresa, Marcelo Garcia D'Antona, ambas as ferrovias que acessam o porto de Santos, a MRS e a ALL, têm perspectiva de aumentar o carregamento de cargas do agronegócio em contêineres. "Só o açúcar produzido no Estado de São Paulo, e que cada vez mais está sendo conteinerizado, tem volume potencial de 30 mil contêineres/ano pela malha da MRS", afirma.

O superintendente do Tecon Santos, Luiz Felipe Gouvea, explica que a empresa está realizando alguns investimentos que aumentarão a capacidade de operação do modal ferroviário no terminal.

"A nós interessa muito a utilização desse modelo porque é um diferencial da nossa empresa. Entre todos os terminais de contêineres de Santos somos o único que tem acesso férreo com quatro ramais ferroviários", afirma Gouvea.

São duas as medidas principais. A primeira é a utilização do sistema de pesagem nos próprios equipamentos que deslocam o contêiner sobre a linha férrea, os chamados RTGs, o que eliminará uma etapa do processo, a pesagem na balança. O segundo ganho é a utilização de caminhões "multitrailer", adequados para serem manobrados ao longo da linha férrea e que podem transportar até quatro contêineres de 20 pés cheios. Ambas as medidas devem contribuir para aumentar o número de "janelas" em que os trens poderão operar na instalação.

A Santos Brasil vem se preparando ao longo dos últimos anos para ser mais que uma empresa especializada em operar contêineres no cais: quer ofertar serviços dentro da cadeia logística dos clientes, agregando valor ao negócio do embarcador.

Recentemente, a companhia fechou um contrato com a Basf para, entre outros, operar o terminal ferroviário que a gigante da indústria química tem em Guaratinguetá (SP). "Isso faz parte do nosso contrato, não só prestar todo o serviço de operação portuária, mas fazer a entrega da carga na porta do cliente, inclusive realizando o carregamento e o descarregamento dos trens", explica o executivo.

Atualmente a Santos Brasil aguarda decisão do governo sobre o pedido de antecipação da renovação do contrato de concessão do Tecon Santos, cuja primeira etapa termina em 2022. A empresa pretende investir mais de R$ 700 milhões na expansão da capacidade de movimentação do terminal, o maior do país. Entre as ampliações, o projeto contempla a duplicação da extensão dos ramais ferroviários, que iriam de 400 metros, cada qual, para 800 metros. Hoje as composições de trens medem entre 700 e 800 metros, por isso precisam manobrar para entrar no terminal, o que seria facilitado com a duplicação dos ramais.

 

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