Exportação

Rota Ceará-Cabo Verde adiada para janeiro

A primeira remessa de produtos da recém-criada rota marítima Ceará-Cabo Verde foi adiada do dia 10 deste mês para o dia 15 de janeiro próximo. Desde a primeira data, o navio, pertencente à empresa Marinav, está à disposição, mas o

Diário do Nordeste
17/12/2013 11:09
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A primeira remessa de produtos da recém-criada rota marítima Ceará-Cabo Verde foi adiada do dia 10 deste mês para o dia 15 de janeiro próximo. Desde a primeira data, o navio, pertencente à empresa Marinav, está à disposição, mas o adiamento foi decidido para que as empresas tenham mais tempo para concluir toda a documentação necessária para o processo de exportação de mercadorias. No embarque, deverão ser transportadas, pelo menos, 2.500 toneladas de produtos para o país africano.

De acordo com o diretor da Ceará Trade Brasil - empresa articuladora da rota -, Roberto Marinho, o navio possui uma capacidade máxima de transporte de 3 mil toneladas, mas já existe, no momento, um volume superior negociado com os empresários locais. Até a data da saída da embarcação, serão embarcados os produtos daqueles que já tiverem concluído toda a documentação. Os que estiverem nesse processo, enviarão suas mercadorias no embarque seguinte.

"A rota será mensal e sairá sempre em uma janela de uma semana ao redor do dia 15. O grande trunfo do navio é mantermos a sua previsibilidade", aponta o empresário. "A decisão pelo atraso foi técnica e era previsível, por ser o primeiro embarque e por muitas empresas nunca terem exportado, o que torna normal a demora nessa documentação", esclarece Marinho.

Um outro motivo para a mudança da data foi o fato de muitas indústrias já estarem entrando em recesso. "Desta forma, com a nova data, os produtos poderão chegar lá em uma época mais satisfatória".

A previsão é de que, ao longo de 2014, a nova rota possa injetar na economia cearense algo entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões, com cerca de 36 mil toneladas movimentadas. A primeira carga será composta por produtos de cerca de 20 empresas, sendo cada tonelada ao custo de US$ 165. A ideia é que, futuramente, possa se trabalhar com um navio de capacidade maior, o que permitirá a redução do valor do frete e dos produtos. Contudo, como a rota ainda está para iniciar, ele diz que deve esperar ainda cerca de um semestre para poder avaliar a possibilidade desse upgrade no navio e a chegada até o continente. "Nós estamos trabalhando para ter uma carga de retorno. Queremos que o navio possa seguir futuramente para a costa africana e começar a atrair o que vem de lá para cá, que ainda é muito pouco", projeta Marinho.

Cabo Verde é formado por um arquipélago frente ao costa africana. O diretor da Ceará Trade Brasil disse já estar em negociação a extensão da rota até Gana, país que fica no continente, levando até lá produtos, especialmente do setor de construção civil, para empresas brasileiras que atuam por lá. "Nem o primeiro embarque saiu e novas oportunidades já surgem". Há planos também de que o navio possa trazer, em seu retorno, produtos de Portugal e de outros países europeus.


Percurso menor

A rota vai diminuir para sete dias o percurso entre os dois países, que hoje é realizado em 45 dias. As cargas vão sair do porto de Fortaleza direto para os portos da Praia e do Mindelo, no arquipélago de Cabo Verde. Diferentemente do que é feito hoje, em que a embarcação, após deixar a capital cearense, atraca em Santos, parte para Portugal, para então partir para o país africano.
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