Mineração

Rio Tinto estuda mais cortes de produção

Agência Estado
16/01/2009 01:47
Visualizações: 486

A Rio Tinto está estudando outra rodada de cortes de produção e venda de ativos enquanto a economia mundial não demonstra qualquer sinal sólido de recuperação, segundo o Wall Street Journal. "Ainda temos duro caminho pela frente", afirmou o executivo-chefe da mineradora anglo-australiana, Tom Albanese, nesta quinta-feira.

 

As operações de produção de alumínio deverão ser as mais afetadas pela nova rodada de cortes, que poderá ser anunciada antes de a companhia divulgar seu balanço trimestral, em 12 de fevereiro.

 

A Rio Tinto, que é a terceira maior mineradora do mundo, é uma companhia importante, cujos dados sobre produção e vendas de uma variedade de commodities são bastante observados. Com frequência, as vendas de minérios dão um primeiro sinal sobre a saúde e a demanda da atividade industrial na China, Estados Unidos, Europa e outras regiões.

 

A mineradora informou que sua produção de minério de ferro diminuiu no quarto trimestre de 2008. Albanese não quis fazer projeção sobre quando a recuperação das vendas de commodities deve acontecer.

 

"Até que vejamos início de recuperação econômica, não queremos ser tão específicos", afirmou o executivo. Na opinião de Albanese, o pacote de estímulo econômico multibilionário chinês deverá ser a maior esperança de recuperação rápida para o setor, porque poderá impulsionar as vendas de commodities importantes, como minério de ferro.

 

 

Albanese afirmou que embora algumas evidências já comecem a surgir de que o recente pacote de estímulo da China está tendo impacto positivo, ainda é preciso haver uma sustentável mudança na demanda em geral, para metais e minérios.

 

"Na nossa opinião, ainda é muito cedo (para avaliar)", disse. As outras grandes mineradoras do mundo, a brasileira Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, não deverão se sair muito melhor no atual cenário econômico que a Rio Tinto.

 

Durante os próximos meses, as mineradoras vão negociar os contratos de minério de ferro com as siderúrgicas, que nos últimos anos tiveram de pagar preços muito altos pelo insumo.

 

Mas agora as siderúrgicas sentem que podem pressionar as mineradoras por uma redução de 40% no atual preço do minério de ferro. Analistas dizem que as siderúrgicas provavelmente conseguirão a diminuição dos preços.

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