Energia Eólica

Retomada do Ceará deve se dar com novos investidores

Diário do Nordeste
21/01/2016 11:57
Visualizações: 1098

Atualmente em terceiro lugar dentre os estados com maior capacidade instalada em operação comercial para geração de energia eólica, o Ceará possui potencial de recuperar as duas posições perdidas. E um dos fatores que podem auxiliar o Estado nessa empreitada é a vinda de diversas empresas do setor, a exemplo do que a fabricante de turbinas eólicas Vestas fez na última segunda-feira, ao inaugurar, em Aquiraz, seu primeiro empreendimento no Brasil.

Dessa forma, empresas responsáveis pelos projetos de geração e os fabricantes dos componentes de equipamentos desse tipo de energia ficam próximos uns dos outros.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Estado possui hoje, em operação comercial, 1.233, 2 megawatts (MW) de capacidade instalada, estando atrás do Rio Grande do Sul (1.543,3 MW) e Rio Grande do Norte (2.393,6 MW). "(Faltam investimentos em) infraestrutura e a presença local dos fabricantes. Através de uma política de incentivos fiscais, é preciso trazer uma cadeia toda dos componentes dos aerogeradores. Também é preciso que as expansões das linhas de transmissão acompanhem os investimentos de expansão em plantas eólicas", avalia o diretor de consultoria e utilities da multinacional CGI, Marco Afonso.

Melhores ventos

O representante da companhia - desenvolvedora de soluções de monitoramento e operação para mais de 350 parques eólicos em 10 países no mundo, inclusive no Brasil - afirma que o Ceará tem a melhor qualidade dos ventos dentre todos os estados no Nordeste "em função dos ventos serem unidirecionais, não terem rajadas e serem constantes. E no Nordeste brasileiro nós temos um dos melhores ventos do mundo por conta desse tripé", defende Afonso.

De acordo com ele, na região, a capacidade de se gerar energia através do movimento dos ventos chega a 84%. "De um ano inteiro, somente em 16% não há condições de gerar energia eólica", explica Afonso. No Ceará, ele calcula que o índice está acima da média nordestina. A média nacional é de 50%. A mundial, entre 25% e 28%.

O representante da CGI ressalta que o Nordeste concentra 7,5 gigawatts (GW) em capacidade instalada de energia gerada através do movimento dos ventos. "Sem energia eólica, o Nordeste estaria em racionamento. Hoje, quase 50% do consumo da região é proveniente desse tipo de energia", defende.

Energias renováveis

Estudo da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), divulgado no último dia 14 de janeiro, mostra que os investimentos em energias renováveis foram recorde no mundo em 2015 (US$ 329,3 bilhões), superando em 4% o montante atingido em 2014 (US$ 315,9 bilhões). Entretanto, no Brasil, elas recuaram 10% no comparativo entre os dois anos, atingindo US$ 7,5 bilhões em 2015.

Para o recuo apresentado no País, Afonso aponta a crise econômica nacional, que acabou afetando recursos disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O grande fomentador dos investimentos dessa área é o BNDES, e o crédito está mais escasso em função da redução de capital disponível pelo banco", ressalta

Entretanto, o diretor da CGI diz que não há outro caminho para o País que não seja o crescimento do setor de energias renováveis. "A energia eólica está com 6% da matriz energia elétrica brasileira. Até 2020, 2022 será, 15%, 16%", prevê.

Ele também salienta que o custo de produção da energia gerada através dos ventos, hoje em R$ 110/MW, já está bem próximo do referente às hidrelétricas, de R$ 100/MW, o que a tornará mais vantajosa.

 

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Posicionamento IBP
Importação de biodiesel
16/01/26
Bacia de Campos
Brava Energia anuncia aquisição de 50% de participação n...
16/01/26
Biocombustíveis
Com R$ 6,4 bi em 2025, BNDES faz aprovação recorde de cr...
16/01/26
Créditos de Carbono
Edital ProFloresta+ supera expectativas e recebe 16 prop...
16/01/26
iBEM26
Inteligência Artificial faz aumentar demanda por energia...
16/01/26
Resultado
Em 2025 a Petrobras produziu 2,40 milhões de barris de ó...
16/01/26
Pré-Sal
Equinor arremata primeira carga de petróleo da União do ...
15/01/26
REFAP
Produção de gasolina e diesel S-10 tem recorde de produç...
15/01/26
Internacional
Petrobras amplia presença no mercado internacional com v...
15/01/26
Resultado
Ministério de Portos e Aeroportos realizou 21 leilões em...
14/01/26
Combustíveis
Diesel Podium e Diesel Verana são os novos combustíveis ...
14/01/26
Pré-Sal
Campo de Tupi/Iracema volta a atingir produção de 1 milh...
13/01/26
Gás Natural
Tarifas da Naturgy terão redução em fevereiro
13/01/26
Fertilizantes
FAFENs Bahia e Sergipe entram em operação
13/01/26
Pré-Sal
Cinco empresas estão habilitadas para disputar leilão de...
13/01/26
Inteligência Artificial
PRIO usa tecnologia para acelerar a produção audiovisual...
13/01/26
Posicionamento IBP
Sanção do PLP 125/22 fortalece o mercado legal de combus...
13/01/26
Resultado
Portos do Sudeste movimentam 635 milhões de toneladas at...
12/01/26
Negócio
Vallourec conquista contrato expressivo com a Shell no B...
12/01/26
Brasil e Venezuela
Petróleo venezuelano vira peça-chave da disputa geopolít...
12/01/26
Combustíveis
Etanol mantém trajetória de alta no início de 2026, apon...
12/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.