Balanço

Repsol faz saneamento e Petrobras tem créditos a receber

Em razão dos resultados positivos obtidos em 2004, a Repsol-YPF resolveu fazer um saneamento de 682 milhões de euros. Entre as contas a pagar da companhia espanhola, a Petrobras ainda tem 56 milhões de euros a receber.


22/02/2005 00:00
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Em razão dos resultados positivos obtidos em 2004, a Repsol-YPF resolveu fazer um saneamento de 682 milhões de euros. Entre as contas a pagar da companhia espanhola, a Petrobras ainda tem 56 milhões de euros a receber. Segundo a assessoria da Repsol, os pagamento ainda são referentes à troca de ativos realizada pelas companhias na Argentina e no Brasil.
A companhia espanhola resguardou outros 35 milhões de euros correspondentes a depreciações de ativos nas estações de serviço da Repsol no país, além de outros 89 milhões de euros destinados ao oleoduto crus pesados (OCP), no Equador, e 10 milhões de euros para estações de serviços no Peru. O maior montante, de 422 milhões de euros, corresponde a diversas contingências fiscais na Argentina e na Espanha.
Embora o gasto seja alto, o valor está longe de comprometer a saúde da companhia. Descontado o montante destinado a saldar as dívidas e melhorar o perfil de endividamento, o resultado operacional da empresa foi 17,8% maior do que o do ano anterior, alcançando o valor de 4,547 bilhões de euros. Em nota, a companhia informa que obteve crescimento em todas as áreas de negócios.
O crescimento mais expressivo foi o do setor de refino, no qual as margens aumentaram 79% em relação a 2003 e o resultado operacional subiu 36,2%. A produção de hidrocarbonetos também aumentou 3%, para 1.165.800 barris de óleo equivalente por dia, o que resultou em um crescimento de resultados de 12,2% e registrou lucros de 2,638 bilhões de euros.
O crescimento do fluxo de caixa foi de 20% durante o ano e no quarto trimestre a taxa chegou a 68%. Grande parte das provisões para o saneamento, 667 milhões de euros, foram obtido apenas no quarto semestre.
Em relação à reservas, a empresa teve sua estimativa prévia reduzida em 4,1% até alcançar os 4.926 milhões de barris de óleo equivalente, correspondendo os ajustes aos campos de gás de Ramos e Loma La Lata e Trinidad e Tobago e ao petróleo de Albacora Leste.

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