Infraestrutura

Região amazônica terá plano de ciência e tecnologia

Anúncio foi feito pelo ministro do MCTI.

Agência Brasil
25/07/2013 20:38
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O governo federal prepara um plano de ciência e tecnologia para a região amazônica. Prevista para ser lançada em setembro, a medida foi anunciada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, durante a 65° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
“A proposta é um plano de desenvolvimento sustentável da região amazônica com a utilização de seus recursos naturais. [O plano é construído] com a participação de instituições de ciência e tecnologia da região, governos estaduais e federal”, descreveu Raupp.
Segundo o presidente do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), órgão ligado ao MCTI e responsável pela coordenação do plano, Mariano Laplane, a proposta foi elaborada de forma colaborativa, com estrito enfoque nas necessidades locais. “O plano é arrojado, e parte de uma pergunta básica: como é que ciência, tecnologia e a inovação devem se estruturar, orientar seus esforços para promover o desenvolvimento da região amazônica?”.
A iniciativa é baseada em três eixos: perfis de pesquisadores mais adequados para o trabalho na região, infraestrutura de laboratórios e ambientes de inovação. “Procuramos respostas em três questões fundamentais, como a necessidade de recursos humanos, qual a quantidade e o perfil que a ciência brasileira deve mobilizar na região. Quais as áreas de conhecimento devemos concentrar nossos esforços para alavancar o desenvolvimento sustentável e quais são os recursos laboratoriais, a infraesturura, que junto com o esforço humano vai conseguir fazer com que o conhecimento avance”, aponta Laplane.
O presidente do CGEE explica que o ministério ainda está definindo os recursos que serão aplicados e quantos pesquisadores serão contratados para implementação da iniciativa. Outro plano voltado para a Região Nordeste já começou a ser construído, com a mesma filosofia adotada para a região amazônica, mas ainda não tem previsão para ser lançado.
“A região [amazônica] tem uma vocação muito forte com sua biodiversidade. O que falta é um instrumento de desenvolvimento pensando na sustentabilidade. Temos que fugir do pensamento que é preciso destruir a natureza para conseguir riqueza e o contrário também não é verdadeiro. Não é suficiente gerar conhecimento, ele deve chegar à sociedade, à população, às empresas para se transformar em riqueza, gerar bem-estar”, concluiu Lapane.
Em outro anúncio, o ministro Marco Antonio Raupp divulgou a aquisição do navio de pesquisas hidroceanográficas para ampliar a presença da ciência nacional no Atlântico Sul e Tropical. A embarcação faz parte do projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceanográficas e Hidroviárias (Inpoh), que prevê uma série de ações em áreas como a conservação da biodiversidade marinha, a melhoria de processos associados à pesca, proteção e adaptação de zonas costeiras para as mudanças climáticas, realização de estudos sobre vias fluviais, hidráulica fluvial e portuária, além de formação de recursos humanos para o setor.
De acordo com o ministério, a compra, no valor de R$ 162 milhões, é resultado de um acordo de cooperação entre a pasta, a Marinha, Petrobras e a empresa Vale. O navio terá capacidade para 146 tripulantes, dos quais 60 pesquisadores, e contribuirá para o avanço de pesquisas nas áreas de química, geologia, biologia e de física marinha.

O governo federal prepara um plano de ciência e tecnologia para a região amazônica. Prevista para ser lançada em setembro, a medida foi anunciada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, durante a 65° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).


“A proposta é um plano de desenvolvimento sustentável da região amazônica com a utilização de seus recursos naturais. [O plano é construído] com a participação de instituições de ciência e tecnologia da região, governos estaduais e federal”, descreveu Raupp.


Segundo o presidente do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), órgão ligado ao MCTI e responsável pela coordenação do plano, Mariano Laplane, a proposta foi elaborada de forma colaborativa, com estrito enfoque nas necessidades locais. “O plano é arrojado, e parte de uma pergunta básica: como é que ciência, tecnologia e a inovação devem se estruturar, orientar seus esforços para promover o desenvolvimento da região amazônica?”.


A iniciativa é baseada em três eixos: perfis de pesquisadores mais adequados para o trabalho na região, infraestrutura de laboratórios e ambientes de inovação. “Procuramos respostas em três questões fundamentais, como a necessidade de recursos humanos, qual a quantidade e o perfil que a ciência brasileira deve mobilizar na região. Quais as áreas de conhecimento devemos concentrar nossos esforços para alavancar o desenvolvimento sustentável e quais são os recursos laboratoriais, a infraesturura, que junto com o esforço humano vai conseguir fazer com que o conhecimento avance”, aponta Laplane.


O presidente do CGEE explica que o ministério ainda está definindo os recursos que serão aplicados e quantos pesquisadores serão contratados para implementação da iniciativa. Outro plano voltado para a Região Nordeste já começou a ser construído, com a mesma filosofia adotada para a região amazônica, mas ainda não tem previsão para ser lançado.


“A região [amazônica] tem uma vocação muito forte com sua biodiversidade. O que falta é um instrumento de desenvolvimento pensando na sustentabilidade. Temos que fugir do pensamento que é preciso destruir a natureza para conseguir riqueza e o contrário também não é verdadeiro. Não é suficiente gerar conhecimento, ele deve chegar à sociedade, à população, às empresas para se transformar em riqueza, gerar bem-estar”, concluiu Lapane.


Em outro anúncio, o ministro Marco Antonio Raupp divulgou a aquisição do navio de pesquisas hidroceanográficas para ampliar a presença da ciência nacional no Atlântico Sul e Tropical. A embarcação faz parte do projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceanográficas e Hidroviárias (Inpoh), que prevê uma série de ações em áreas como a conservação da biodiversidade marinha, a melhoria de processos associados à pesca, proteção e adaptação de zonas costeiras para as mudanças climáticas, realização de estudos sobre vias fluviais, hidráulica fluvial e portuária, além de formação de recursos humanos para o setor.


De acordo com o ministério, a compra, no valor de R$ 162 milhões, é resultado de um acordo de cooperação entre a pasta, a Marinha, Petrobras e a empresa Vale. O navio terá capacidade para 146 tripulantes, dos quais 60 pesquisadores, e contribuirá para o avanço de pesquisas nas áreas de química, geologia, biologia e de física marinha.

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