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Artigo Exclusivo

QSMS no “combate ao Covid-19", por Lilian Caldas Silva

05/06/2020 | 09h55
QSMS no “combate ao Covid-19", por Lilian Caldas Silva
Divulgação Divulgação

Em 11 de março deste ano a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou a pandemia do novo Coronavírus. O cenário inesperado devido à presença deste vírus proporcionou um impacto sem precedentes nas operações das organizações. Este impacto refletiu diretamente nas diretrizes de segurança e saúde dos colaboradores. Como impedir a disseminação de um vírus até então pouco conhecido em nosso país, mas com consequências tão severas noticiadas mundialmente?

Para se adaptar a este cenário a Medida Provisória nº 927 foi emitida durante este período crítico permitindo a implementação do “teletrabalho” ou mais conhecido como “home office”, a fim de assegurar a jornada de trabalho administrativa e proteger a saúde dos colaboradores. Novas tecnologias também são destaque como os recursos do Microsoft Teams e Google Meets a fim de manter a agilidade das informações e o ritmo das reuniões definidas na pauta no combate ao Covid-19.

Desta forma as empresas com atividades onshore e offshore iniciaram uma busca incansável para a implementação de protocolos e comitês emergenciais para assegurar o funcionamento das operações, pois a produção de petróleo e as atividades de suporte não podem parar.

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Em consequência desta situação diversas diretrizes, padrões e recomendações de organismos internacionais e nacionais foram desenvolvidos a fim de definir novas medidas para a segurança e a saúde ocupacional no enfrentamento ao Covid-19. Destaca-se as organizações como a IMO (Organização Marítima Internacional), a IOGP (International Association of Oil & Gas Producers), a IMCA (International Marine Contractors Association), a OHSA (Occupational Health and Safety Assessment) e no Brasil destaca-se a atuação da ANVISA e da Secretaria de Trabalho que nortearam as organizações com diretrizes e requisitos regulatórios.

• IMO: “Guidance for Ship Operators for the protection of the health of seafarers” um guia de suporte para os navios que operam em águas estrangeiras com medidas de prevenção a este vírus.

• IOGP: Implementou comitês com representantes de várias operadoras de óleo e gás para discussão de ações para prevenção e mitigação do Covid-19.

• OHSA: Emitiu “Diretrizes para a preparação dos locais de trabalho para o Covid-19” com recomendações para fornecer um local de trabalho seguro e saudável para os colaboradores.

• No Brasil a Secretaria de Trabalho disponibilizou as “Orientações Gerais aos Trabalhadores e Empregados em razão da pandemia” em diversos segmentos de atuação. A ANVISA determinando protocolos e planos de contingências para embarcações, aeronaves e portos.

Complementa-se também os grandes esforços das entidades como o IBP, ABESPetro e ABEAM que estabeleceram fóruns e comissões técnicas engajadas no suporte a implementação das medidas de prevenção a fim de assegurar a continuidade das operações nas organizações.

Nesta sequência a implementação e as atualizações constantes neste recente arcabouço regulatório, contribuiu para a adoção de medidas de controle essenciais no combate do Covid-19 principalmente nas embarcações e plataformas offshore.

Destacamos as seguintes medidas: quarentena nos períodos de pré-embarque e monitoramento das condições de saúde dos colaboradores; orientações para adoção de protocolos sanitários nas embarcações; monitoramento da saúde dos colaboradores em caso de suspeita do vírus nas embarcações; testes rápidos; a adoção de máscaras de proteção facial como equipamento de proteção individual obrigatório; extensão no período de dias embarcado a fim de reduzir a quantidade de trocas das turmas e o contato entre os colaboradores.

O estabelecimento destas ações em tempo recorde ocorreu devido ao grande empenho e liderança dos departamentos de HSE e aos médicos de trabalho integrado as demais áreas. As organizações se uniram com o mesmo propósito de “garantir a segurança e a saúde dos colaboradores” como valor inegociável e a interação com os demais setores a fim de manter a continuidade das operações.

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Ressalta-se que uma forte cultura de segurança em todos os níveis organizacionais são fatores essenciais no enfretamento de dificuldades e cenários adversos como do Covid-19. O desenvolvimento e o planejamento de medidas consistentes do combate ao Covid-19 em comitês estratégicos demonstram o engajamento e com a cultura de segurança é essencial para o fortalecimento do negócio e das operações neste cenário tão competitivo da indústria de óleo e gás.

Sobre a autora: Lilian Caldas Silva é formada em Estatística (ENCE), Engenharia Mecânica (Gama Filho) e Engenheira de Segurança (UFRJ) com mais de dez anos de experiência na área de QHSE (QSMS) em projetos EPCI, plataformas, operadoras (offshore e de Gás) empresas do segmento marítimo na indústria de óleo e gás. Ela é membro da SPE Brazil Section e também da YPP (Young Pipeline Professionals).



Autor: Lilian Caldas Silva
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