Empresas

Prysmian vê demanda maior em 2014

Companhia espera receita de R$ 1,9 bi.

Valor Econômico
28/03/2014 17:22
Visualizações: 1063

 

O ritmo dos negócios em 2014 está bastante parecido com o do ano passado para a fabricante de fios de cabos de alumínio e cobre Prysmian. Mas a empresa espera uma melhora e prevê terminar o ano com um crescimento de 10% em relação ao ano passado, o que resultará em um faturamento em torno de R$ 1,9 bilhão.
Armando Comparato Júnior, presidente da Prysmian no Brasil, diz que a demanda neste início de ano tem sido puxada por obras de infraestrutura e projetos no setor de óleo e gás. Para os próximos meses, as expectativas dele são de crescimento também no mercado de cabos de fibra óptica, para telecomunicações.
Nos segmentos industrial e de utilities (que inclui energia), porém, o executivo afirma que o ano ainda está bastante morno. “O capital privado está um pouco receoso nessas áreas. É um ano de eleição e, portanto, atípico”, disse.
Em óleo e gás, a empresa tem vendido cabos para plataformas da Petrobras, para o setor naval e refinarias. “Temos grandes contratos com empresas produtoras de sondas e plataformas”, diz Comparato. Outro mercado em que a empresa aposta é o de telecomunicações. “Este setor estava muito represado à espera do plano nacional de banda larga, que atrasou um pouco mais agora começou a sair,” afirma.
No ano passado, ele informou ao Valor que investiria R$ 60 milhões para dobrar sua capacidade de produção de fibras ópticas na unidade de Sorocaba (SP). Até o momento, já foram investidos R$ 18 milhões, e os R$ 42 milhões restantes serão desembolsados ao longo de 2014. Com os aportes, a Prysmian pretende elevar para cerca de 60 mil toneladas sua produção de cabos para telecomunicações ao ano.
Esse tipo de produto responde por aproximadamente 30% da receita da companhia. Já o setor de energia corresponde por cerca de metade das receitas totais da empresa, enquanto o de óleo e gás offshore garante os demais 20%.
Outros investimentos neste ano serão destinados à produção para novos nichos, como cabos para industria naval, usinas eólicas e a industria ferroviária, segundo o executivo. “O mercado de locomotivas a diesel, com geradores e motores elétricos, está voltando a crescer no país.”
A Prysmian faturou no país R$ 1,75 bilhão em 2013, alta de 9% em um ano. O primeiro semestre ficou marcado por uma boa demanda dos setores de energia, construção e indústria. Na segunda metade do ano, entretanto, a empresa sentiu a redução das compras das concessionárias de energia elétrica, o que o executivo acredita ter sido resultado do corte das tarifas de energia no país e da redução de investimentos. Nesse setor, ela fornece cabos principalmente para projetos de usinas, e não para linhas de transmissão.
Em volume, a Prysmian produziu cerca de 80 mil toneladas de cabos em 2013, sendo que a quantidade de cobre contido nos produtos foi de 21 mil toneladas, enquanto o de alumínio foi de 10 mil toneladas. Para este ano, a projeção é de um crescimento para cerca de 88 mil toneladas, somando os volumes de suas sete unidades produtivas: uma em Santo André (SP), três em Sorocaba, uma em Vila Velha (ES), uma em Cariacica (ES) e uma em Joinville (SC).
 

O ritmo dos negócios em 2014 está bastante parecido com o do ano passado para a fabricante de fios de cabos de alumínio e cobre Prysmian. Mas a empresa espera uma melhora e prevê terminar o ano com um crescimento de 10% em relação ao ano passado, o que resultará em um faturamento em torno de R$ 1,9 bilhão.

Armando Comparato Júnior, presidente da Prysmian no Brasil, diz que a demanda neste início de ano tem sido puxada por obras de infraestrutura e projetos no setor de óleo e gás. Para os próximos meses, as expectativas dele são de crescimento também no mercado de cabos de fibra óptica, para telecomunicações.

Nos segmentos industrial e de utilities (que inclui energia), porém, o executivo afirma que o ano ainda está bastante morno. “O capital privado está um pouco receoso nessas áreas. É um ano de eleição e, portanto, atípico”, disse.

Em óleo e gás, a empresa tem vendido cabos para plataformas da Petrobras, para o setor naval e refinarias. “Temos grandes contratos com empresas produtoras de sondas e plataformas”, diz Comparato. Outro mercado em que a empresa aposta é o de telecomunicações. “Este setor estava muito represado à espera do plano nacional de banda larga, que atrasou um pouco mais agora começou a sair,” afirma.

No ano passado, ele informou ao Valor que investiria R$ 60 milhões para dobrar sua capacidade de produção de fibras ópticas na unidade de Sorocaba (SP). Até o momento, já foram investidos R$ 18 milhões, e os R$ 42 milhões restantes serão desembolsados ao longo de 2014. Com os aportes, a Prysmian pretende elevar para cerca de 60 mil toneladas sua produção de cabos para telecomunicações ao ano.

Esse tipo de produto responde por aproximadamente 30% da receita da companhia. Já o setor de energia corresponde por cerca de metade das receitas totais da empresa, enquanto o de óleo e gás offshore garante os demais 20%.

Outros investimentos neste ano serão destinados à produção para novos nichos, como cabos para industria naval, usinas eólicas e a industria ferroviária, segundo o executivo. “O mercado de locomotivas a diesel, com geradores e motores elétricos, está voltando a crescer no país.”

A Prysmian faturou no país R$ 1,75 bilhão em 2013, alta de 9% em um ano. O primeiro semestre ficou marcado por uma boa demanda dos setores de energia, construção e indústria. Na segunda metade do ano, entretanto, a empresa sentiu a redução das compras das concessionárias de energia elétrica, o que o executivo acredita ter sido resultado do corte das tarifas de energia no país e da redução de investimentos. Nesse setor, ela fornece cabos principalmente para projetos de usinas, e não para linhas de transmissão.

Em volume, a Prysmian produziu cerca de 80 mil toneladas de cabos em 2013, sendo que a quantidade de cobre contido nos produtos foi de 21 mil toneladas, enquanto o de alumínio foi de 10 mil toneladas. Para este ano, a projeção é de um crescimento para cerca de 88 mil toneladas, somando os volumes de suas sete unidades produtivas: uma em Santo André (SP), três em Sorocaba, uma em Vila Velha (ES), uma em Cariacica (ES) e uma em Joinville (SC).

 
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