Queda

Projeção de consumo de energia para este ano cai de 4,8% para 1,2%

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou ontem (25) a revisão das projeções de crescimento do consumo de energia elétrica do Brasil, que indica uma queda para os próximos cinco anos. Em 2009, a meta de crescimento prevista anteriormente pelo Plano Decenal de Energia era de 4

Agência Brasil
26/03/2009 09:35
Visualizações: 379

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou ontem (25) a revisão das projeções de crescimento do consumo de energia elétrica do Brasil, que indica uma queda para os próximos cinco anos. Em 2009, a meta de crescimento prevista anteriormente pelo Plano Decenal de Energia era de 4,8%, mas o índice foi revisto para 1,2%.

 

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a queda na projeção reflete os efeitos da crise financeira  internacional  na  economia. O consumo do país para este ano, que antes estava previsto em 411,6 mil GWh, foi agora revisto para 397,4 mil GWh.

 

O maior impacto foi na redução da projeção de crescimento do consumo industrial, que passou de 5,1% para -2,1% em 2009. A expectativa do crescimento do consumo residencial passou de 4,5% para 4,1%, e o consumo comercial e de serviços passou de 4,5%  para 4,2%.

 

Para o período de 2009/2013, a projeção do crescimento médio do consumo de energia elétrica passou de 4,8% para 4,3%.

 

O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, explicou que a queda nas projeções é baseada na redução de consumo que já foi registrada desde o fim do ano passado. “A redução é em função do que já ocorreu e não do que está por vir”, disse. Segundo ele, já está havendo uma recuperação desde fevereiro. Tolmasquim também lembrou que as projeções são baseadas na estimativa de crescimento, este ano, do Produto Interno Bruto (PIB), que passou de 4% para 2%.

 

Na reunião de ontem, o CMSE também fixou o nível-meta dos reservatórios das hidrelétricas em 48% para a Região Sudeste e 33% para o Nordeste, que deverá ser atingido em novembro. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, explicou que os níveis estão mais brandos em relação ao ano passado por causa da redução da demanda de energia. “O requisito de nível de armazenamento é tão mais alto quanto maior for a demanda e menor for a oferta de energia”, disse.

 

O nível-meta indica o quanto de água os reservatórios devem armazenar para manter uma margem de segurança para a geração de energia. No caso de falta de chuvas, o governo pode decidir pelo acionamento de termelétricas, para garantir o nível nos reservatórios.

 

Segundo o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, a necessidade de acionar o uso de termelétricas ainda será avaliada. “Este ano estamos com folga, e agora vamos avaliar periodicamente a necessidade de colocar ou não as térmicas, avaliando como o mercado vai evoluir ao longo do tempo”, afirmou.

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