Internacionalização
Foi lançado, nesta quarta-feira (20), na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o Programa de Internacionalização da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás (ProInter P&G). O programa tem com objetivo promover a inserção competitiva, sustentável e independente das empresa
RedaçãoFoi lançado, nesta quarta-feira (20), na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o Programa de Internacionalização da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás (ProInter P&G). O programa tem com objetivo promover a inserção competitiva, sustentável e independente das empresas brasileiras no mercado internacional de petróleo, gás e energia. Para isso, o ProInter P&G conta com parceiros estratégicos, como Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), Agência de Promoções das Exportações (Apex-Brasil), o Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo (Prominp), Firjan, Petrobras e Sebrae.
Entre as entidades e projetos viabilizadores do ProInter P&G está o Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas Brasileiras (PAIIPME), que é financiado pela União Européia e executado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Tendo como público-alvo as micro e pequenas empresas (MPEs), o Programa é um desdobramento do
Programa de Internacionalização do Sebrae-RJ e prevê cursos de capacitação técnica, consultorias especializadas em comércio exterior, participação em feiras internacionais e a divulgação de oportunidades de negócios.
Durante o lançamento do ProInter P&G, foi assinado um Acordo de Resultados, formalizando os esforços das entidades envolvidas para o alcance dos objetivos traçados. Além disso, o evento marca o início das atividades previstas, através da adesão das empresas participantes, com assinatura do Termo de Adesão.
“A grande empresa já foi pequena um dia”, lembrou o vice-Presidente da Firjan, Raul Sanson. “Pelas exigências – tecnológicas, por exemplo, e dificuldades – logística, tributações etc, quem consegue exportar para o setor de óleo e gás tem um passaporte para o mundo inteiro”, afirmou. “Uma cultura de internacionalização bem aplicada significa eliminar a perda de energia e recursos no processo de exportação”.
“Nenhum país atende a todas as suas demandas sem recorrer ao mercado internacional”, observou o superintendente do Sebrae no Rio de Janeiro, Sergio Malta.
“O ProInter garantirá às empresas do setor um incentivo de peso para encarar a competição no mercado internacional sem comprometer o fornecimento de bens e serviços para os projetos do país”, avaliou o diretor Geral da Onip, Eloi Fernández y Fernández.
“Visto os altos investimentos da Petrobras nos últimos anos e no futuro, levando em consideração os números da Área Internacional do Plano de Negócios 2009 - 2013, as empresas interessadas em exportar devem utilizar a Petrobras como porta de entrada para outros países”, comentou Claudio Raeder, do Prominp. “As empresas brasileiras estão aptas a estabelecerem parcerias com empresas estrangeiras”.
“Não há sustentabilidade para a empresa nacional, em longo prazo, sem o acesso ao mercado externo”. Bruno Musso, superintendente da Onip, lembrando os resultados da Rodada de Negócios Internacional promovida durante a Rio Oil & Gas 2008, que estreou com expectativa de US$ 287 milhões em exportações.
Na ocasião, 43 empresas brasileiras ofereceram seus produtos e serviços para as petroleiras Pemex (México), Petroecuador (Equador), Pan American (Argentina), Tecna e Repsol (Argentina), Ecopetrol (Colômbia), Petrolera Monterrico (Peru), Petrobras Colômbia e Petrobras Argentina.
O programa integra os segmentos de Engenharia (construção civil, fabricação de equipamentos e ferramentas), Construção e Montagem (eletroeletrônica, fabricação de componentes, comércio e material para atividade offshore), Manutenção Industrial (metal-mecânica, caldeiraria, automação), Serviços Especializados (manutenção industrial, serviços de usinagem, subsea) e Serviços Gerais (catering, apoio marítimo, transporte e logística).
“O público-alvo do Programa é abrangente, vai desde o exportador iniciante, novas empresas com potencial para exportação à empresas com processos descontínuos, desistentes e exportadoras consolidadas”, explicou o gerente de Projeto do Sebrae/RJ, Miriam Ferraz.
“O ProInter é a resposta a desafios identificados durante esses primeiros anos do projeto Brazilian Supply Oil and Gas, da Apex e da Onip”, gestor de Projetos da Apex, Marcio Almeida.
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