Com o apoio da IA, a companhia reduziu de até dois anos para cerca de um mês o tempo de produção de uma série audiovisual, ampliando escala, agilidade e liberdade criativa.
Redação TN Petróleo/Assessoria PRIO
A inteligência artificial vem deixando de ser apenas um recurso operacional para assumir um papel estratégico na comunicação corporativa. Em setores tradicionalmente associados a narrativas técnicas, como o de óleo e gás, esse movimento ainda é recente. A PRIO, maior empresa independente de óleo e gás do país, avançou nesse debate ao desenvolver uma série audiovisual criada com o apoio de IA generativa, explorando novas linguagens para traduzir temas complexos.
Com o uso da tecnologia, o tempo estimado de produção do projeto foi reduzido de cerca de dois anos, nos modelos tradicionais de produção audiovisual, para cerca de um mês, evidenciando ganhos relevantes de escala, velocidade e autonomia criativa.
Uma série audiovisual criada com IA generativa
A série é composta por quatro filmes originais, cada um com estética e narrativa próprias, concebidos para funcionar como elementos centrais da comunicação institucional da companhia. As produções foram apresentadas durante o PRIO Conference, evento proprietário que reuniu lideranças empresariais, reguladores e especialistas para discutir futuro energético, inovação e eficiência.
No contexto do evento, os vídeos atuaram como fio condutor narrativo, conectando dados, contexto internacional, trajetória da empresa e projeções de futuro de forma acessível a públicos não técnicos. A iniciativa reuniu diferentes estilos visuais, que vão de universos modulares em miniatura a animações inspiradas em LEGO, Pixar e a estética inspirada na arte do cineasta Wes Anderson.
Velocidade, escala e liberdade criativa
Para a PRIO, a adoção da IA abriu um novo patamar de possibilidades no processo criativo. "O uso da inteligência artificial ampliou significativamente o nosso repertório criativo. Um projeto que levaria anos para ser produzido nos formatos convencionais foi desenvolvido em cerca de um mês, o que nos permitiu experimentar linguagens, testar estéticas e acelerar etapas criativas", afirma Giullia Pontual, Produtora Audiovisual da PRIO.
A iniciativa está entre os primeiros usos estruturados de IA generativa para produção audiovisual institucional no setor de óleo e gás no Brasil, demonstrando como a tecnologia pode ser incorporada à comunicação de marca sem perder coerência narrativa ou identidade institucional. A tecnologia permite à companhia criar universos visuais que antes dependeriam de longos ciclos de produção, maquetes 3D complexas ou orçamentos elevados.
Estéticas diversas para traduzir temas complexos
Os filmes exploram diferentes metáforas visuais e universos estéticos para tornar compreensíveis assuntos frequentemente restritos ao vocabulário técnico do setor. Mundos miniaturizados, narrativas inspiradas em animação e composições visuais lúdicas foram utilizados para representar o sistema energético global, a presença do petróleo no cotidiano e a estratégia de longo prazo da companhia.
Da operação à comunicação: tecnologia como cultura
O uso da inteligência artificial na comunicação dialoga diretamente com a forma como a PRIO já incorpora tecnologia em sua operação. A IA está presente em áreas como geologia e geofísica, apoiando análises complexas, automatizando tarefas repetitivas e ampliando a capacidade de interpretação de dados.
Na comunicação, esse mesmo princípio se traduz na busca por eficiência, experimentação responsável e construção de narrativas mais acessíveis. Ao integrar a IA de forma estratégica, a PRIO amplia as possibilidades de contar sua história e reforça como tecnologia, cultura e storytelling podem caminhar juntas na construção de marcas contemporâneas — inclusive em setores considerados pouco óbvios para esse tipo de inovação.
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