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Pressionado por aumento nos estoques dos EUA, petróleo opera em baixa

28/07/2016 | 13h49

O petróleo opera em baixa em Londres e perto da estabilidade em Nova York, pressionado pelo inesperado aumento nos estoques dos Estados Unidos. Por outro lado, o dólar mais fraco dá algum apoio aos contratos, já que isso torna a commodity, cotada nessa moeda, mais barata para os detentores de outras divisas.

Às 8h05 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,05%, a US$ 41,90 o barril, na New York Mercantile Exchange. Na ICE, em Londres, o Brent para setembro recuava 0,51%, a US$ 43,25 o barril, e o Brent para outubro, contrato mais líquido, tinha queda de 0,18%, a US$ 43,83 o barril.

O dólar mais fraco hoje ajuda a dar algum apoio ao mercado, já que isso torna os contratos mais atraentes para os detentores de outras divisas. Durante a madrugada, o petróleo atingiu nova mínima em três meses, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) anunciar ontem um aumento de 1,671 milhão de barris nos estoques dos EUA, contrariando previsão dos analistas de queda de 1,6 milhão de barris. Os estoques de gasolina avançaram 452 mil barris na semana e a produção petrolífera ainda aumentou no país.

Os dois contratos, do WTI e do Brent, recuaram quase 6% até agora nesta semana, com um crescente superávit de gasolina no mercado, o que gera temores sobre o risco de fraqueza na demanda por petróleo nos próximos meses. O analista Michael Wittner, do Société Générale, disse que não havia muitos elementos no relatório semanal de estoques dos EUA que pudessem mudar o ambiente pessimista no mercado global.

Os mais recentes balanços de importantes petroleiras, como a BP e a Royal Dutch Shell, têm mostrado queda no lucro e margens mais fracas. Analistas dizem que, se as refinarias desacelerarem a atividade em resposta às margens menores, isso poderia exacerbar o excesso de oferta de petróleo no mercado.

A consultoria Energy Aspects diz que algumas refinarias dos EUA deixaram de tentar maximizar sua produção de gasolina, o que pode conter a produção. Segundo ela, isso deve ocorrer especialmente se o petróleo continuar a se enfraquecer.



Fonte: Dow Jones Newswires, 28/07/2016
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