América do Sul

Presidente Kirchner desmente boatos de oferta hostil de US$ 3 bi pelo controle da YPF

Agência Estado
28/03/2007 00:00
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O governo do presidente Néstor Kirchner desmentiu os rumores de que pretendia "argentinizar" a empresa petrolífera YPF, que é controlada pela espanhola Repsol. Os intensos boatos, que circularam nos últimos dias, indicavam que o governo Kirchner realizaria em breve uma "oferta hostil" pelas ações da YPF (que há sete anos é conhecida no país como "Repsol YPF"). Fontes do mercado indicavam que o governo pretendia "ameaçar" a empresa espanhola para adquirir 20% das ações pagando US$ 3 bilhões por elas.

Ao desmentir os boatos, Kirchner optou por diferenciar-se dos governos do venezuelano Hugo Chávez e do boliviano Evo Morales, que nos últimos meses realizaram intervenções nos investimentos de empresas petrolíferas estrangeiras em seus respectivos países.

Os rumores começaram quando, durante uma visita a Caracas há um mês, Kirchner disparou contra a Repsol YPF, ao acusar a empresa de não estar realizando investimentos suficientes na Argentina. Há poucos dias, o deputado Edgardo Depetri, presidente da Comissão de Obras Públicas e um dos homens de confiança de Kirchner na Câmara, reforçou os rumores ao declarar que o governo "está em condições de comprar a YPF".

lamento. Kirchner, em várias ocasiões, lamentou a falta de uma empresa estatal argentina de peso na área de gás e petróleo, tal como a PDVSA e a Petrobras. Por isso, em 2004, criou a Enarsa, uma mini-estatal que ambiciona recuperar a glória da extinta estatal YPF, privatizada pelo ex-presidente Carlos Menem nos anos 90.

Os analistas destacam que uma eventual compra de uma porção substancial da YPF por parte do Estado argentino implicaria em um golpe de grande efeito político para os setores mais nacionalistas do eleitorado argentino, que em outubro irá às urnas eleger o novo presidente. O desmentido sobre as intenções de "argentinizar" a YPF foi realizado pelo próprio Kirchner durante uma reunião com o embaixador da Espanha, Rafael Estrella Pedrosa, na Casa Rosada, o palácio presidencial. "O governo argentino não quer ter uma parte da empresa. Para mim, isso estava claro antes, mas ficou mais claro depois que falei com o presidente", disse o diplomata ao sair da reunião.

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