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Prejuízo da CSA superou R$ 4 bi no ano passado

Siderúrgica está à venda desde maio do ano passado.

Valor Econômico
02/08/2013 09:15
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A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) teve um prejuízo de R$ 4,2 bilhões no ano fiscal de 2012, encerrado em 30 de setembro. Os resultados da fabricantes de placas de aço do grupo alemão ThyssenKrupp foram publicados ontem no "Diário Oficial do Rio de Janeiro".
A siderúrgica, que fica no Rio de Janeiro, está oficialmente à venda desde meados de maio do ano passado. A brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está negociando a compra do controle da empresa, assim como de sua co-irmã, uma laminadora no Alabama (EUA). Segundo notícias recentes, as negociações emperraram por divergências nos preços dos dois ativos.
Atualmente, a CSA opera com algo entre 60% e 70% de sua capacidade total de produção de placas: 5 milhões de toneladas por ano. Em abril, a siderúrgica teve problema técnico e operacional em um dos seus dois altos-fornos, o qual voltou a operar no início de julho, depois de reparos.
As perdas da CSA em 2012 foram bem menores que as registradas no ano fiscal de 2011, quando o resultado ficou negativo em R$ 7,97 bilhões. A diferença ocorreu, principalmente, por causa das baixas contábeis em ativos. No ano passado, essas baixas totalizaram R$ 2,9 bilhões, enquanto, no ano anterior, somaram R$ 5,44 bilhões. A receita, por sua vez, aumentou 37%, para R$ 4,6 bilhões. O resultado antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) mostrou algum alívio. As perdas operacionais recuaram 48%, para R$ 4 bilhões.
Já o resultado financeiro contribuiu para aprofundar o número negativo na última linha do balanço. No ano fiscal de 2012, a CSA pagou R$ 166,7 milhões em juros e variação cambial, contra ganhos de R$ 126,8 milhões. Devido aos prejuízos sucessivos, no entanto, a companhia teve um diferimento de R$ 918 mil em Imposto de Renda, contra pagamento de R$ 348,6 milhões ao à Receita no exercício de 2011.
Até 30 de setembro de 2012, a CSA tinha um prejuízo acumulado de R$ 12,37 bilhões. O patrimônio líquido ainda estava no azul, em R$ 2,97 bilhões, mas outro prejuízo bilionário, como o de 2012, será suficiente para deixar a companhia com passivos a descoberto - considerado um sinal vermelho para empresas com dificuldade de solvência.
O balanço veio com uma ressalva da firma de auditoria KPMG. Os auditores alegam que a companhia não contabilizou corretamente operações de arrendamento mercantil. Caso essa contabilização tivesse sido feita de acordo com as normas, haveria uma redução de R$ 9,5 milhões no resultado líquido e de R$ 130,7 milhões no patrimônio, observam os auditores.
Eles alertam ainda a respeito da situação financeira complicada da CSA. "Para cumprir suas obrigações financeiras, a companhia depende do suporte financeiro dos acionistas ou de recursos de terceiros até que suas operações se tornem rentáveis", afirmam no parecer. A Vale é sócia da Thyssen na CSA, com 27,3% do capital.
No processo de venda da Steel Américas se candidataram seis grupos, mas ficaram na reta final CSN, Ternium (que só queria a CSA) e ArcelorMittal, que ainda tenta levar só a laminadora dos EUA. A Ternium desistiu neste ano.

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) teve um prejuízo de R$ 4,2 bilhões no ano fiscal de 2012, encerrado em 30 de setembro. Os resultados da fabricantes de placas de aço do grupo alemão ThyssenKrupp foram publicados ontem no "Diário Oficial do Rio de Janeiro".


A siderúrgica, que fica no Rio de Janeiro, está oficialmente à venda desde meados de maio do ano passado. A brasileira Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está negociando a compra do controle da empresa, assim como de sua co-irmã, uma laminadora no Alabama (EUA). Segundo notícias recentes, as negociações emperraram por divergências nos preços dos dois ativos.


Atualmente, a CSA opera com algo entre 60% e 70% de sua capacidade total de produção de placas: 5 milhões de toneladas por ano. Em abril, a siderúrgica teve problema técnico e operacional em um dos seus dois altos-fornos, o qual voltou a operar no início de julho, depois de reparos.


As perdas da CSA em 2012 foram bem menores que as registradas no ano fiscal de 2011, quando o resultado ficou negativo em R$ 7,97 bilhões. A diferença ocorreu, principalmente, por causa das baixas contábeis em ativos. No ano passado, essas baixas totalizaram R$ 2,9 bilhões, enquanto, no ano anterior, somaram R$ 5,44 bilhões. A receita, por sua vez, aumentou 37%, para R$ 4,6 bilhões. O resultado antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) mostrou algum alívio. As perdas operacionais recuaram 48%, para R$ 4 bilhões.


Já o resultado financeiro contribuiu para aprofundar o número negativo na última linha do balanço. No ano fiscal de 2012, a CSA pagou R$ 166,7 milhões em juros e variação cambial, contra ganhos de R$ 126,8 milhões. Devido aos prejuízos sucessivos, no entanto, a companhia teve um diferimento de R$ 918 mil em Imposto de Renda, contra pagamento de R$ 348,6 milhões ao à Receita no exercício de 2011.


Até 30 de setembro de 2012, a CSA tinha um prejuízo acumulado de R$ 12,37 bilhões. O patrimônio líquido ainda estava no azul, em R$ 2,97 bilhões, mas outro prejuízo bilionário, como o de 2012, será suficiente para deixar a companhia com passivos a descoberto - considerado um sinal vermelho para empresas com dificuldade de solvência.


O balanço veio com uma ressalva da firma de auditoria KPMG. Os auditores alegam que a companhia não contabilizou corretamente operações de arrendamento mercantil. Caso essa contabilização tivesse sido feita de acordo com as normas, haveria uma redução de R$ 9,5 milhões no resultado líquido e de R$ 130,7 milhões no patrimônio, observam os auditores.


Eles alertam ainda a respeito da situação financeira complicada da CSA. "Para cumprir suas obrigações financeiras, a companhia depende do suporte financeiro dos acionistas ou de recursos de terceiros até que suas operações se tornem rentáveis", afirmam no parecer. A Vale é sócia da Thyssen na CSA, com 27,3% do capital.


No processo de venda da Steel Américas se candidataram seis grupos, mas ficaram na reta final CSN, Ternium (que só queria a CSA) e ArcelorMittal, que ainda tenta levar só a laminadora dos EUA. A Ternium desistiu neste ano.

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